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Stellantis “encalha” nos EUA e transforma Jeep e Ram em alvo de grandes descontos
Publicado 21/01/2026 • 06:16 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 21/01/2026 • 06:16 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Jeep Renegade
Quem busca barganhas em carro zero nos Estados Unidos em 2026 vai encontrar o cenário mais favorável justamente nas marcas da Stellantis. Jeep e Ram fecharam 2025 com estoques muito acima da média do mercado, quadro que tende a aumentar a disputa por compradores no início do ano e reforçar a necessidade de promoções nas concessionárias.
Segundo a Cox Automotive, o mercado americano terminou 2025 com cerca de 2,77 milhões de veículos novos em estoque, o equivalente a 76 dias de suprimento. Um mês antes, a indústria ainda operava com mais de 3 milhões de unidades e média de 92 dias, num patamar que começou a ceder com as promoções de fim de ano e o giro de modelos do ano anterior.
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O problema é que a fotografia é desigual entre montadoras. No topo do excesso de oferta, a Jeep encerrou o ano com 130 dias de estoque e a Ram com 115 dias, números que colocam as marcas do grupo entre as mais pressionadas do mercado. Em termos práticos, isso significa mais carros parados, mais custo de capital no pátio e menos espaço para sustentar preços sem estímulos, especialmente em segmentos em que a demanda vem oscilando.
Enquanto a Stellantis aparece do lado “cheio” da equação, Toyota e Lexus seguem no extremo oposto. A Lexus terminou dezembro com 28 dias de estoque e a Toyota com 33, num padrão de oferta curta que limita descontos e mantém o poder de precificação nas mãos das marcas japonesas.
A pressão comercial também se cruza com um mercado de preços altos. A Cox Automotive aponta que o preço médio de anúncios de veículos novos passou de US$ 50 mil em dezembro, um nível que ajuda a explicar por que parte do volume fica encalhado justamente nos modelos mais acessíveis. O relatório destaca que os veículos acima de US$ 75 mil giraram com 63 dias de estoque, enquanto a oferta abaixo de US$ 40 mil permaneceu mais lenta, sinal de que consumidores de menor renda seguem mais afastados do 0km.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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