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Diretor da Foton vê Brasil como principal mercado fora da China e acelera produção local
Publicado 16/06/2026 • 21:37 | Atualizado há 1 hora
Publicado 16/06/2026 • 21:37 | Atualizado há 1 hora
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A Foton considera o Brasil seu principal mercado fora da China e vê o país como base estratégica para expansão na América Latina, afirmou Mauricio Santana, diretor nacional de vendas e pós-vendas da montadora chinesa.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Santana disse que a empresa já possui unidade fabril no Brasil, com produção de cerca de 220 veículos por mês. Segundo ele, a operação local vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos dois anos.
“Em dois anos, o crescimento vem quase dobrando todos os anos, ano após ano, a produção e comercialização dos veículos para os nossos clientes”, afirmou.
A Foton atua no segmento de veículos comerciais, com portfólio que vai de caminhonetes e vans a mini caminhões e modelos extrapesados. Segundo Santana, ônibus também fazem parte do portfólio global, mas ainda não foram trazidos ao Brasil.
“Se a gente trouxesse todos os veículos para cá, e vai chegar esse momento de todos os veículos estarem aqui, a gente vai ter o maior portfólio do mercado”, disse.
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Santana afirmou que o Brasil é um caminho natural para a expansão da Foton por causa do tamanho do mercado, da posição geográfica e da relevância do transporte rodoviário na economia.
“O Brasil, por ser um país muito continental e estrategicamente localizado na América do Sul e América Latina, é um caminho natural das empresas virem para cá, se estabelecerem no Brasil e daqui ser um hub para os demais países”, afirmou.
Segundo o executivo, cerca de 60% das mercadorias no Brasil são transportadas por veículos rodoviários. Esse fator, disse ele, ajuda a explicar o interesse da Foton e de outras montadoras chinesas pelo país.
“A gente tem no Brasil uma das maiores frotas do mundo. Isso chamou muito a atenção da Foton”, disse.
No cenário global, Santana afirmou que a Foton é hoje a maior fabricante de veículos comerciais do mundo, com produção anual de cerca de 650 mil unidades. Segundo ele, a segunda maior montadora do segmento produz cerca de 430 mil veículos por ano.
“Apesar de ser uma empresa super jovem, com 30 anos, nós estamos falando de 650 mil veículos comerciais produzidos no ano”, afirmou.
O executivo disse que o mercado brasileiro de veículos comerciais é competitivo e conservador. Segundo ele, há cerca de sete grandes marcas no segmento, e a decisão de compra depende principalmente do custo total de posse do veículo.
Santana afirmou que a Foton tem avançado no país ao combinar preço de aquisição, manutenção, peças, seguro, qualidade dos produtos e custo por quilômetro rodado.
“O custo de posse do nosso veículo inclui manutenção, peças com valor de aquisição baratas, qualidade dos produtos e seguro”, disse. “Isso se transforma para o transportador no melhor custo-benefício por quilômetro rodado.”
Segundo ele, a resistência a marcas chinesas no setor diminuiu nos últimos anos. Santana afirmou que, há dois anos, ainda havia dúvidas maiores entre os clientes, mas que a percepção mudou com a experiência de uso dos veículos.
“Hoje já está diferente”, afirmou. “Quando a gente tem um produto de alta qualidade, com acessórios a mais que não existem no mercado nacional, tecnologia embarcada e custo de posse menor, o boca a boca é o nosso maior cliente.”
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Santana disse que a Foton lançou há cerca de um mês sete produtos 100% elétricos no Brasil. Segundo ele, a empresa tem hoje o maior portfólio de veículos comerciais elétricos disponível ao consumidor no país.
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Seguir no Google“Hoje no Brasil a Foton já é a empresa que tem o maior portfólio de veículos elétricos comerciais disponível para o consumidor”, afirmou.
O executivo avaliou que a eletrificação avança primeiro em grandes metrópoles, como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, onde a infraestrutura é melhor. O uso mais imediato, segundo ele, está nas operações de última milha, principalmente no e-commerce.
“Quando você fala dessa última milha, nessa última entrega, principalmente no e-commerce, a realidade do elétrico já está vindo e com certa velocidade”, disse.
Para Santana, a adoção dos elétricos ganha força quando sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas. Ele afirmou que o diesel representa entre 40% e 45% do custo operacional de rodagem e que a recarga elétrica pode reduzir essa despesa.
“Quando você tem o efeito sustentabilidade associado à rentabilidade, isso quebra a ruptura sobre uma nova tecnologia”, afirmou. “Do dia para a noite, você tira 40% do teu custo operacional.”
Segundo o executivo, a queda no custo de aquisição dos veículos elétricos aproximou esses modelos dos caminhões a combustão. Ele afirmou que, em alguns casos, o veículo elétrico se paga em cerca de dois anos e meio.
“Quando você pega um veículo elétrico hoje, em dois anos e meio ele se paga por inteiro”, disse.
Santana afirmou ainda que clientes que começam a operar com veículos elétricos tendem a ampliar a frota.
“Quando o nosso parceiro, nosso transportador, começa a usar um veículo elétrico, ele não quer parar mais. Ele compra o primeiro, compra o segundo, compra o terceiro”, afirmou.
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