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Fuga de empresas da B3 reflete custo alto, baixa liquidez e busca por mercados mais atrativos
Publicado 17/03/2026 • 18:47 | Atualizado há 25 minutos
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Publicado 17/03/2026 • 18:47 | Atualizado há 25 minutos
KEY POINTS
Mais de 30 empresas deixaram a B3 nos últimos dois anos, mesmo com o Ibovespa registrando recordes consecutivos, movimento que reflete mudanças no perfil do mercado brasileiro. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o diretor de renda variável da Faz Capital, Alexandre Pletes, apontou as principais razões que explicam esse fenômeno no Brasil.
Ele explicou que, um dos motivos, é que muitas companhias têm preferido mercados mais consolidados no exterior. “As empresas têm buscado mercados mais consolidados para operar. A gente viu, por exemplo, a JBS indo para listagem nos Estados Unidos, entre outras que fizeram esse movimento”, disse.
Segundo ele, a redução do número de investidores pessoa física no Brasil também tem impacto direto na decisão. “Os investidores têm ficado escassos e a visibilidade das empresas na bolsa acabou ficando de lado”, afirmou.
Pletes destacou ainda que o custo para se manter listado na B3 é elevado e não compensa frente às vantagens de outros mercados. “O custo de listagem aqui acaba sendo tão elevado quanto lá fora, onde a visibilidade para investidores é muito maior”, explicou.
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Além disso, a pressão por resultados trimestrais e as exigências regulatórias pesam na decisão das empresas. “Uma listagem, especialmente no Novo Mercado, envolve uma série de regulamentações e exige toda uma estrutura, o que encarece a operação”, disse.
Nesse cenário, muitas companhias optam por alternativas como a emissão de dívida. “A emissão de dívidas acaba sendo muito mais em conta, e a empresa consegue acesso a crédito mais barato sem a pressão do mercado”, afirmou.
O executivo também apontou que o alto nível de juros no Brasil desestimula o investimento em renda variável. “O investidor pessoa física ainda busca muito a renda fixa, que segue em patamares elevados, o que reduz o interesse pela bolsa”, disse.
Segundo Pletes, não há um setor específico liderando esse movimento, mas há casos emblemáticos. “Vimos empresas como Nubank listando direto lá fora e JBS também saindo. Não há um setor específico”, afirmou.
Outro fator relevante é o baixo valuation de algumas empresas, que incentiva o fechamento de capital. “Com juros altos, o valuation ficou tão barato que o controlador prefere recomprar ações e reduzir custos do que permanecer listado”, explicou.
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Para o especialista, reverter esse cenário exige mudanças estruturais. “A reversão passa por questões regulatórias, tributárias e pelo modelo de governança exigido pela B3, o que não é algo de curto prazo”, disse.
Ele pondera, no entanto, que há sinais de possível mudança. “A chegada de capital estrangeiro e um eventual ciclo de queda de juros podem estimular a bolsa e trazer mais investidores pessoa física”, afirmou.
Pletes também destacou que a melhora recente nos preços das ações pode reduzir o ritmo de fechamentos de capital. “Os valuations melhoraram com a entrada de estrangeiros, e com juros mais baixos, a tendência é aumentar o interesse por IPOs e reduzir ofertas de fechamento de capital”, disse.
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