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A indústria da música vai sobreviver à IA? Veja o que especialistas disseram no SXSW sobre o setor
Publicado 17/03/2026 • 20:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/03/2026 • 20:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A indústria da música vai sobreviver à IA Veja o que especialistas disseram no SXSW sobre o setor
Durante o South by Southwest (SXSW), realizado em Austin (EUA), especialistas do setor discutiram como a tecnologia pode redefinir o papel de artistas, gravadoras e plataformas digitais.
O analista de negócios Guilherme Ravache, Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, conversou com Alan Lopes, gerente artístico da Som Livre, sobre os desafios e oportunidades trazidos pela IA no mercado fonográfico.
O mercado fonográfico vive uma nova fase com o avanço da inteligência artificial, que já impacta desde a criação até o consumo musical. Ferramentas automatizadas ampliam possibilidades criativas e tornam a produção mais acessível.
Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla na indústria criativa, em que tecnologia e inovação passam a ter papel central na forma como conteúdos são produzidos e distribuídos.
Ao abordar o tema, Ravache levantou uma dúvida comum no setor: “Muita gente tem medo da IA… como aconteceu com o streaming no passado, a música se adaptou. A gente pode ver um movimento semelhante?”
Para Alan Lopes, o risco existe, mas pode ser gerenciado. “Risco sempre corre, mas a gente se organiza para mitigar. Não lutamos contra os riscos, minimizamos o impacto que eles podem ter”, afirmou.
Apesar dos avanços, Lopes reforça que o elemento humano continua essencial. “A inteligência artificial pode criar uma trilha, sonorizar ambientes, mas para estabelecer conexão de fato, você precisa de um fator humano”, explicou.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, mesmo produções digitais ou artistas virtuais dependem de um criador por trás. “Não precisa que o artista seja de verdade, mas sempre vai ter alguém ali”, destacou.
Na avaliação do executivo, conteúdos gerados exclusivamente por IA podem perder força ao longo do tempo. A repetição tende a limitar a inovação e reduzir o engajamento do público.
“A IA começa a se replicar, fazer ‘cover’ dela mesma e fica repetitiva. Se você tira o fator humano, perde a conexão”, afirmou.
Por outro lado, a inteligência artificial amplia o acesso à criação. Ferramentas permitem que mais pessoas produzam música sem necessidade de alta especialização técnica.
“A gente está facilitando ferramentas para todo mundo trabalhar com mais facilidade”, diz Lopes, destacando o potencial de inclusão e surgimento de novos talentos.
Para o executivo, o futuro será híbrido, combinando tecnologia e sensibilidade humana. A IA deve atuar como ferramenta, mas não substituir a essência artística.
“A conexão é humana. A gente faz isso para humanos. Por mais que a ferramenta seja digital, o que buscamos é a relação humana com aquilo”, conclui.
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