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Fundadora da Fin4She defende independência financeira feminina como forma de emancipação

Publicado 16/04/2026 • 21:47 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Independência financeira é apontada como base para liberdade de decisão e principal ferramenta para transições de carreira
  • Desigualdades estruturais persistem no mercado, com barreiras à ascensão feminina e dificuldade cultural em discutir dinheiro

De executiva no mercado financeiro à liderança de uma empresa de impacto, a trajetória de Carolina Cavenaghi reflete uma virada pessoal que se transformou em missão coletiva. A Fundadora e CEO da Fin4She foi a entrevistada do quadro Protagonistas, do Jornal Times Brasil – Exclusivo CNBC, que destaca histórias de mulheres que impactam profundamente os setores em que atuam. Ela defende que a independência financeira não é apenas um objetivo, mas uma condição básica para liberdade de escolha.

O negócio é uma plataforma voltada à educação financeira, empregabilidade e liderança feminina. Antes de empreender, Carolina construiu uma carreira de quase duas décadas em instituições globais. A mudança de rota veio após a maternidade, quando passou a questionar o sentido do trabalho e o impacto de suas escolhas. “Eu sempre conto que na minha história eu me reinventei profissionalmente após a maternidade”, afirmou. A partir desse momento, decidiu retomar um antigo desejo de gerar transformação social, conectando propósito e carreira.

O ponto de inflexão também revelou desafios estruturais enfrentados por mulheres no mercado. Ao conversar com outras profissionais, Carolina identificou um dilema recorrente entre maternidade e ascensão profissional. “Eu resolvi falei, tem que ter uma terceira via”, disse. A partir dessa inquietação, organizou um evento em 2019 que esperava reunir 80 mulheres, mas recebeu 800 inscrições — sinal claro de uma demanda reprimida.

O movimento deu origem à Fenfosi, que hoje reúne mais de 20 mil mulheres em sua plataforma. A proposta combina conteúdo, networking e formação, com foco em ampliar o protagonismo feminino por meio da educação financeira. Segundo Carolina, o planejamento financeiro foi decisivo para viabilizar sua própria transição de carreira. “Independência financeira feminina. se planeje financeiramente para ser livre, para tomar as suas decisões e fazer as suas escolhas”, afirmou.

A executiva também aponta fatores históricos e culturais que ainda dificultam o diálogo sobre dinheiro entre mulheres. “A gente não foi ensinada, Cris a falar sobre dinheiro”, disse, ao lembrar que o acesso feminino a instrumentos financeiros é recente na história brasileira. Para ela, além da educação, é necessário repensar a forma como o mercado se comunica com esse público.

Ao abordar liderança, Carolina destaca a importância de redes de apoio e mentoria. Na avaliação dela, muitas mulheres enfrentam barreiras invisíveis ao longo da carreira, como o chamado “teto de vidro” e critérios mais rigorosos para promoção. “Homens são promovidos e chegam na liderança muitas vezes pelo seu potencial. […] Mulheres só promovidas ou chegam em cargos de liderança depois de se provarem”, afirmou.

No fim, a definição de protagonismo se torna quase íntima. “Eu acho que hoje para mim ser protagonista da minha própria vida é poder dizer sim para mim mesma”, concluiu.

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