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EXCLUSIVO: Governo dos EUA não deve barrar fusão de gigantes de streaming, aponta co-CEO da Netflix
Publicado 18/02/2026 • 16:51 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/02/2026 • 16:51 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A possível fusão entre as gigantes do streaming não deve enfrentar barreiras regulatórias significativas, segundo Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, em entrevista exclusiva à CNBC. Ele argumenta que o mercado de atenção é vasto e altamente fragmentado, o que dilui qualquer tese de monopólio.
O executivo apresentou dados para contextualizar o tamanho das empresas diante da concorrência global, especialmente com as Big Techs. “Nós temos 9% do negócio de televisão e, quando incluirmos a HBO, vamos crescer para 10%, enquanto hoje o YouTube está com 13% e crescendo muito”, explicou.
Sobre o impacto econômico da companhia, o co-CEO ressaltou que a produção de conteúdo tem sido um motor de investimentos bilionários nos Estados Unidos. “Nossas produções injetaram US$ 225 bilhões (R$ 1,18 trilhão) na economia dos Estados Unidos e atualmente investimos US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em Nova Jersey, reafirmando nossa aposta de longo prazo”, detalhou.
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Em relação ao avanço da inteligência artificial generativa na indústria cinematográfica, o executivo adotou uma postura cautelosa, mas otimista quanto ao papel do talento humano. “As ferramentas de IA têm grande potencial em ajudar os criadores a contarem boas histórias, mas é ainda mais improvável que sejam substituídos por elas”.
Questionado sobre os riscos de pirataria ou desvalorização da propriedade intelectual por vídeos gerados por IA, o co-CEO reforçou que o valor da marca e da qualidade prevalecerá. “Acredito que as pessoas vão priorizar qualidade e, no futuro, com grande quantidade de IA, aquela com propriedade intelectual se tornará muito valiosa”.
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