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Grupo Pão de Açúcar amplia prejuízo para R$ 252 milhões no trimestre, mas melhora operação

Publicado 04/08/2026 • 23:55 | Atualizado há 60 minutos

KEY POINTS

  • Prejuízo líquido aumentou na comparação anual, enquanto Ebitda e margem operacional avançaram no trimestre.
  • Companhia priorizou operações mais rentáveis, mesmo com impacto sobre vendas e receita líquida.
  • Plano de reestruturação pode reduzir dívida líquida e alavancagem após homologação judicial.

O GPA encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido consolidado de R$ 252 milhões, resultado 16,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Considerando apenas as operações continuadas, a perda atribuída aos acionistas controladores foi de R$ 204 milhões, alta de 15,5% na comparação anual.

Apesar do aumento do prejuízo, a companhia afirma que a comparação com o segundo trimestre de 2025 foi influenciada por um efeito extraordinário. Na ocasião, o resultado havia sido beneficiado por uma indenização relacionada a um processo tributário. Desconsiderando esse ganho, o prejuízo das operações continuadas teria apresentado redução de aproximadamente 28,5%.

Enquanto o resultado líquido permaneceu pressionado, os indicadores operacionais mostraram evolução. O Ebitda ajustado atingiu R$ 450 milhões, crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a margem Ebitda ajustada avançou 1,7 ponto percentual, chegando a 10,6%.

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Estratégia prioriza rentabilidade

A receita líquida da varejista somou R$ 4,2 bilhões, retração de 9,6% em um ano. As vendas totais recuaram 7%, para R$ 4,713 bilhões, enquanto as vendas nas mesmas lojas (SSS) registraram queda de 0,8%, já descontado o efeito calendário.

Segundo o presidente do GPA, Alexandre Santoro, a companhia optou por reduzir a participação de operações menos lucrativas para fortalecer a geração de caixa.

“É claro que queremos voltar a aumentar as vendas, mas queremos crescer com rentabilidade, gerando caixa e de uma maneira saudável”, afirmou.

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A empresa atribuiu parte da queda nas vendas à descontinuação do modelo Aliados, voltado ao atendimento de pequenos comerciantes, e à redução da exposição a operações de comércio eletrônico com menor rentabilidade.

O trimestre também foi impactado por dificuldades temporárias de abastecimento decorrentes da recuperação extrajudicial. Segundo a companhia, o nível de ruptura atingiu o pico em maio, mas começou a diminuir nas semanas seguintes, permitindo uma recuperação das vendas em junho.

Dívida segue elevada

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O resultado financeiro líquido permaneceu negativo em R$ 385 milhões, piora de 26,4% frente ao mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, as receitas financeiras caíram 71,5%, para R$ 33 milhões.

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Ao fim de junho, a dívida líquida, considerando os recebíveis de cartões não antecipados, alcançava R$ 3,647 bilhões, acima dos R$ 2,7 bilhões registrados um ano antes.

Com isso, a alavancagem financeira chegou a 3,9 vezes o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, pelo critério pré-IFRS 16.

Segundo a companhia, caso sejam considerados os efeitos do plano de recuperação extrajudicial e da venda da participação na financeira FIC, a dívida líquida cairia para R$ 1,182 bilhão, reduzindo a alavancagem para 1,3 vez. Esses efeitos, porém, ainda dependem da homologação judicial.

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Investimentos menores

O capex ajustado somou R$ 76 milhões no trimestre, queda de 52,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o GPA, a redução reflete a suspensão do plano de expansão da rede e o menor volume de investimentos em tecnologia, logística e abertura de lojas.

No primeiro semestre, os investimentos totalizaram R$ 162 milhões, retração de 55% na comparação anual.

Mesmo assim, a companhia manteve a projeção de investir entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões em 2026. Até junho, o GPA informou ter capturado R$ 244 milhões em redução de custos e despesas, o equivalente a 58,9% da meta anual de R$ 415 milhões.

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