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Aegea: Polícia Civil confirma parte das acusações de propinas pagas no Mato Grosso do Sul
Publicado 22/02/2026 • 12:15 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 22/02/2026 • 12:15 | Atualizado há 8 meses
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Aegea Saneamento
Aegea Divulgação/Aegea Saneamento
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou parte das acusações de pagamento de propina envolvendo empresas do grupo Aegea no Estado. Relatório da Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) aponta repasses que somam R$ 30 milhões entre 2011 e 2015, ligados a contratos considerados fictícios.
Segundo o documento, executivos de empresa de água e esgoto teriam confessado pagamentos irregulares a políticos em seis Estados. Parte significativa dos recursos teria sido direcionada a campanhas eleitorais em 2012. As informações foram apuradas e divulgadas pelo portal UOL.
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De acordo com o relatório, a Águas de Guariroba, controlada pela Aegea, realizou pagamentos à empresa Proteco, ligada ao empresário João Amorim, sob justificativa de locação de máquinas e equipamentos.
Os investigadores afirmam que não foram encontrados documentos que comprovassem a prestação efetiva dos serviços, como registros de uso de maquinário ou relatórios operacionais. A polícia sustenta que os contratos teriam sido utilizados como mecanismo para justificar transferências financeiras.
O primeiro negócio analisado envolve a compra de uma estação de tratamento de esgoto em Dourados (MS), em 2012, por R$ 4,5 milhões. Segundo a apuração, não foi possível localizar a estrutura nem comprovar sua existência.
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Siga o Times | CNBCA investigação indica que parte dos valores pagos por empresas do grupo Aegea teria sido destinada a campanhas eleitorais. Um trecho do relatório menciona que R$ 1,4 milhão foi direcionado ao MDB nas eleições de 2012.
Outro montante teria sido repassado a funcionário que realizou saques fracionados em espécie. A conta pessoal de João Amorim também teria recebido R$ 1,2 milhão por meio de cheques.
A Polícia Civil afirmou que não há indícios concretos de envolvimento do hoje senador Nelsinho Trad no esquema, afastando suspeita de corrupção passiva.
Em 2025, a Polícia Civil concluiu a investigação da Operação Lama Asfáltica e encaminhou o relatório ao Ministério Público, que deve decidir se oferece denúncia.
Procurada, a Aegea não respondeu diretamente às perguntas da reportagem à época. Em comunicado divulgado na bolsa de valores, a companhia afirmou que aderiu a Termo de Acordo como garantidora e que fortaleceu seus mecanismos de integridade corporativa.
A apuração segue em análise pelo Ministério Público, que avaliará os elementos reunidos pela Polícia Civil antes de eventual denúncia formal.
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