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OpenAI admite limitações da parceria com Microsoft e mira mercado corporativo dominado pelo Claude
Publicado 13/04/2026 • 14:03 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 13/04/2026 • 14:03 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Reuters
OpenAI
A diretora de receita da OpenAI, Denise Dresser, enviou um memorando interno aos funcionários no domingo reconhecendo que a parceria de longa data com a Microsoft “limitou” a capacidade da empresa de alcançar clientes corporativos. No mesmo documento, ela exaltou a aliança recém-formada com a Amazon como o caminho para expandir a presença da OpenAI no mercado “enterprise”.
O documento, obtido pela CNBC, chega menos de dois meses após a Amazon anunciar planos de investir até US$ 50 bilhões na OpenAI como parte de uma parceria. A Microsoft, principal rival da Amazon no mercado de computação em nuvem, investiu mais de US$ 13 bilhões na OpenAI desde 2019.
A linguagem usada por Dresser no documento é direta. “Nossa parceria com a Microsoft foi fundamental para o nosso sucesso. Mas também limitou nossa capacidade de encontrar as empresas onde elas estão — e para muitas, esse lugar é o Bedrock”, escreveu ela, referindo-se à plataforma da Amazon Web Services que dá acesso aos principais modelos de inteligência artificial do mercado, incluindo os da própria OpenAI.
A executiva acrescentou que, desde o anúncio da parceria com a Amazon no fim de fevereiro, “a demanda dos clientes por essa oferta foi, francamente, impressionante”. A Microsoft não respondeu ao pedido de comentário da CNBC.
O pano de fundo da movimentação é a liderança do Claude, modelo da Anthropic, no mercado corporativo. A força do produto foi descrita como o tema mais comentado na conferência de inteligência artificial HumanX, realizada em San Francisco na semana passada.
Arvind Jain, presidente-executivo da startup de IA corporativa Glean, definiu o fenômeno de forma contundente. “Virou uma religião, esse é o nível dessa mania”, disse ele em entrevista durante o evento.
No memo, Dresser foi além e atacou diretamente a rival. Afirmou que a Anthropic construiu sua estratégia sobre “medo, restrição e a ideia de que um pequeno grupo de elite deve controlar a IA”, enquanto a “mensagem positiva” da OpenAI vencerá com o tempo. Ela também disse que a Anthropic cometeu um “erro ao não adquirir capacidade de computação suficiente”, argumento que a OpenAI já havia usado em um memo separado enviado a investidores na quinta-feira (9).
A Anthropic não respondeu ao pedido de comentário da CNBC. Vale lembrar que a empresa anunciou um acordo com Google e Broadcom para acesso a “múltiplos gigawatts” de capacidade computacional no início deste mês.
O segmento enterprise é hoje o campo de batalha mais disputado entre as grandes empresas de IA. OpenAI, Anthropic e Google Gemini competem pelo mesmo grupo de clientes corporativos, num momento em que as companhias aumentam os investimentos em inteligência artificial.
Dresser disse à CNBC no início deste mês que o negócio corporativo da OpenAI representa 40% da receita total da empresa e está “no caminho de atingir paridade” com o negócio de consumo até o fim do ano.
A OpenAI foi avaliada em mais de US$ 850 bilhões em sua última rodada de captação, no fim de março. A Anthropic foi avaliada em US$ 380 bilhões um mês antes. Ambas se preparam para aberturas de capital ainda em 2026.
A relação entre OpenAI e Microsoft, embora ainda descrita pelas duas partes como central, acumula sinais de desgaste. Em meados de 2024, a Microsoft incluiu a OpenAI na lista de concorrentes em seu relatório anual. A OpenAI, por sua vez, passou a buscar capacidade em outros provedores de nuvem, como CoreWeave, Google e Oracle.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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