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Investidores estrangeiros registram em maio a maior saída de recursos da bolsa desde 2022

Publicado 02/06/2026 • 13:44 | Atualizado há 24 minutos

KEY POINTS

  • Trata-se da maior saída mensal de recursos desde janeiro de 2022, superando o recorde anterior de R$ 13,21 bilhões registrado em agosto de 2023.
  • A saída líquida em maio totaliza R$ 13,27 bilhões, sendo também o maior fluxo negativo da série analisada desde 2022
  • O fluxo acumulado de investidores estrangeiros em 2026 permanece positivo. Entre janeiro e maio, o saldo líquido alcança R$ 41,63 bilhões
Investidores

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 14,91 bilhões da bolsa brasileira em maio de 2026, considerando apenas as operações no mercado secundário e desconsiderando aportes em IPOs e follow-ons.

Segundo levantamento da Elos Ayta com base em dados da bolsa, trata-se da maior saída mensal de recursos desde janeiro de 2022, superando o recorde anterior de R$ 13,21 bilhões registrado em agosto de 2023.

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Quando são considerados os aportes em IPOs e follow-ons, a saída líquida em maio totaliza R$ 13,27 bilhões, sendo também o maior fluxo negativo da série analisada desde 2022. O recorde anterior havia sido observado em abril de 2024, com retirada de R$ 11,1 bilhões.

A forte retirada de recursos ocorre após um período de expressivas entradas de capital estrangeiro no mercado brasileiro. Somente em janeiro deste ano, o fluxo positivo alcançou R$ 26,31 bilhões, enquanto fevereiro e março registraram ingressos de R$ 15,40 bilhões e R$ 11,66 bilhões, respectivamente.

Apesar do resultado negativo do mês, o fluxo acumulado de investidores estrangeiros em 2026 permanece positivo. Entre janeiro e maio, o saldo líquido alcança R$ 41,63 bilhões, sem considerar IPOs e follow-ons. Incluindo as ofertas de ações, o ingresso líquido acumulado sobe para R$ 43,78 bilhões.

De acordo com a análise da consultoria, a saída observada em maio reflete uma combinação de fatores externos e domésticos. Entre eles estão a realização de lucros após a forte valorização dos ativos brasileiros nos primeiros meses do ano, a migração parcial de recursos para mercados desenvolvidos diante da manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e o aumento da cautela dos investidores globais em relação ao cenário fiscal brasileiro.

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Os dados de negociação também indicam perda de intensidade da participação estrangeira na bolsa. Em março de 2026, o volume financeiro movimentado pelos investidores internacionais ultrapassou R$ 500 bilhões tanto em compras quanto em vendas, atingindo o maior nível da série recente. Desde então, o volume vem desacelerando pelo segundo mês consecutivo.

Em maio, as compras somaram R$ 379 bilhões, enquanto as vendas atingiram R$ 394 bilhões. O resultado confirma a predominância vendedora dos investidores estrangeiros no período e ajuda a explicar o fluxo líquido negativo registrado no mês.

Para a Elos Ayta, embora maio represente uma mudança relevante de direção no fluxo estrangeiro, o saldo acumulado de 2026 continua indicando que os investidores internacionais permanecem como os principais responsáveis pela sustentação da liquidez e da valorização observadas no mercado acionário brasileiro ao longo do ano.

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