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Kering, dona da Gucci, salta 10% após novo CEO traçar plano de retomada
Publicado 10/02/2026 • 06:50 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 10/02/2026 • 06:50 | Atualizado há 3 horas
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Reprodução
A Kering afirmou nesta terça-feira (10) que espera um retorno ao crescimento neste ano, mesmo após registrar mais um trimestre de queda nas vendas.
O principal motor de vendas do grupo, a Gucci, continuou apresentando desempenho fraco no primeiro trimestre sob o comando do novo CEO, Luca de Meo.
A companhia — que também controla as marcas Yves Saint Laurent, Bottega Veneta e Balenciaga — informou que as vendas do quarto trimestre caíram 3% em base comparável, para 3,9 bilhões de euros (US$ 4,64 bilhões), resultado levemente acima das estimativas da FactSet.
Sua principal marca, a Gucci, registrou queda de 10% nas vendas comparáveis no período, também um pouco melhor do que o consenso do mercado, enquanto as demais casas apresentaram desempenho estável ou crescimento moderado na comparação anual.
“2025 não foi o ano que queríamos”, disse o CEO Luca de Meo durante teleconferência de resultados. “Não refletiu todo o potencial da Kering, e todos nós sabemos disso.”
Em 2025, as vendas caíram 10%, para 14,7 bilhões de euros. O lucro operacional recorrente recuou 33% em relação ao ano anterior, com a margem operacional caindo para 11,1% no período, como resultado de vendas mais fracas.
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As ações chegaram a subir até 14% e, por volta do fechamento, avançavam 10,3%. Ainda assim, o papel acumula queda de quase 14% no ano.
O sentimento positivo se espalhou pelo setor de luxo, beneficiando a Burberry, que subiu 3,4% no início do pregão, a Hermès, com alta de 3%, e a italiana Brunello Cucinelli, que avançou 2,7%. As ações do conglomerado francês LVMH subiam 1,4%, enquanto a suíça Richemont ganhava 2%.
A Kering, assim como sua concorrente LVMH e outros players da moda, viu seus negócios sofrerem nos últimos anos após um boom de demanda durante a pandemia de Covid-19, que levou a aumentos de preços e afastou consumidores.
Somam-se a isso a demanda fraca da China — antes um dos principais vetores de crescimento do setor — e erros estratégicos, o que contribuiu para a deterioração do desempenho do grupo e de seus pares.
A nomeação de Demna como diretor artístico da Gucci busca impulsionar as vendas e recuperar a reputação da marca. Sua primeira coleção, “La Famiglia”, foi lançada no ano passado.
O mercado agora aguarda sinais de que os esforços de De Meo — cuja nomeação surpreendente no ano passado marcou a chegada do primeiro CEO vindo de fora da empresa — começam a dar resultado. O executivo veio da indústria automotiva e teve entre suas experiências a reestruturação da montadora Renault no início da década.
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“Esses resultados apontam para uma leve melhora em todo o portfólio de marcas e atividades da Kering”, disse Luca Solca, analista da Bernstein.
“Se isso pode ser um precursor de uma inflexão, levando marcas como a Gucci de volta ao crescimento em 2026, como o consenso atualmente prevê, será o principal debate do caso de investimento.”
A Kering afirmou que prevê um “retorno ao crescimento e melhora de margens” em 2026, mas trouxe poucos detalhes adicionais sobre suas perspectivas. A expectativa é que a empresa apresente um plano de longo prazo e projeções no Capital Markets Day, em abril.
“Desde o segundo semestre do ano, posso garantir que estamos tomando medidas de forma decisiva para recolocar o grupo na trajetória correta”, disse De Meo, acrescentando que a companhia ainda está “longe” de onde gostaria de estar.
Uma das iniciativas do CEO foi reduzir a alavancagem do balanço, com a venda do segmento de beleza para a L’Oréal por 4 bilhões de euros, numa tentativa de enfrentar o elevado endividamento líquido do grupo e focar no negócio principal de moda.
“Nosso objetivo é claro: reacender o desejo pelas marcas e preparar o próximo ciclo de crescimento, casa por casa, produto por produto, cliente por cliente”, afirmou De Meo.
O novo CEO também destacou que a Kering se prepara para entrar nos segmentos de bem-estar e longevidade, “um espaço em que queremos atuar e onde sabemos que valor e crescimento serão criados”, acrescentando que a estratégia da empresa para joias será detalhada em abril.
“As etapas finais de 2025 confirmam uma redução gradual das pressões, em um momento de condições mais favoráveis para a indústria”, observou James Grzinic, analista do Jefferies. Segundo ele, os investidores estarão atentos às primeiras impressões de De Meo, “com um potencial considerável de redução de custos, uma área inevitável de foco”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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