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EXCLUSIVO: Líderes brasileiros dão mais valor a comandos de IA que a média global, 62% contra 46%, mostra pesquisa global

Publicado 29/10/2026 • 14:15 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • Habilidade de formular comandos para IA é vista como mais importante por 62% dos líderes brasileiros, ante 46% no mundo
  • Só 29% dos líderes dizem ter IA totalmente otimizada e integrada, e 50% misturam ferramentas aprovadas com outras
  • 58% dos gerentes esperam administrar mais agentes de IA do que pessoas em 12 meses, e 52% temem acesso irrestrito a dados
liderança Líderes

Foto de MART PRODUCTION

Uma pesquisa da Nielsen para a monday.com mostra que saber formular bons comandos para a inteligência artificial pesa mais na avaliação dos líderes brasileiros do que na média global. Entre os executivos do Brasil que mudaram seus critérios de avaliação profissional, 62% dizem que a habilidade ficou significativamente mais importante, ante 46% no índice global.

O levantamento, intitulado “Squinting in the Sun”, ouviu 1.701 diretores e gerentes seniores de empresas com mais de 500 funcionários em sete países, incluindo o Brasil, em abril de 2026.

Líderes brasileiros valorizam mais saber formular comandos

A diferença aparece na comparação direta. No Brasil, 62% dos líderes que alteraram a forma de avaliar profissionais afirmam que dominar comandos para a IA ficou significativamente mais importante. Na média global, o índice é de 46%.

Além disso, no recorte mundial, 78% dos líderes alteraram os critérios de avaliação das equipes desde que adotaram a tecnologia.

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Adaptar resultados de IA ao trabalho pesa mais no Brasil

Em outra frente, 30% dos executivos brasileiros apontam a adaptação dos resultados gerados pela IA às necessidades do trabalho como principal dificuldade com a tecnologia. O índice é quase o dobro dos 16% registrados globalmente.

Os dados brasileiros fazem parte do recorte global do estudo, que também mediu o uso da tecnologia, a estrutura das empresas e a gestão de equipes.

Líderes usam IA todos os dias, mas só 29% têm sistema integrado

No recorte global, 96% dos líderes usam IA no trabalho, e 73% deles recorrem à ferramenta diariamente. Além disso, 94% se dizem animados com as oportunidades de otimização e 83% afirmam saber onde a tecnologia agrega valor.

Por outro lado, apenas 29% dizem que a empresa tem IA totalmente otimizada e integrada a um sistema operacional único. Metade mistura ferramentas aprovadas pela companhia com outras, e 57% relatam que o número de softwares usados pelas equipes aumentou depois da adoção da IA.

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Nos Estados Unidos, o índice de empresas com estrutura totalmente integrada é de 32%. Já as organizações com infraestrutura unificada registram satisfação cerca de três vezes maior do que as fragmentadas, segundo o levantamento.

Avaliar contribuição individual fica mais difícil com IA

Entre os gerentes, 53% dizem que ficou mais difícil avaliar a contribuição original de um funcionário desde que a IA entrou no fluxo de trabalho. Outros 47% afirmam gastar mais tempo revisando e orientando o resultado das equipes.

Quanto aos riscos de longo prazo, 34% dos líderes citam a dependência excessiva da tecnologia e a perda de habilidades dos funcionários como um dos principais temores. Já 44% descrevem uma “transição híbrida”, em que as tarefas exclusivamente humanas são preservadas e o restante passa para a IA. Apenas um em cada sete gerentes diz ter sido cobrado a reduzir o tamanho da equipe no último ano.

O que os executivos querem dos agentes de IA
Participação dos líderes entrevistados, em %
Controle desejado Participação
Aprovação antes da execução 36%
Controle sobre os dados acessados 35%
Registro do que o agente fez e por quê 29%
Modo de operação preferido Participação
Relata a cada etapa concluída 30%
Escala problemas 21%
Totalmente autônomo e silencioso 18%
Pesquisa com 1.701 diretores e gerentes seniores, realizada em abril de 2026.
Fonte: monday.com e Nielsen
Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Agentes de IA ampliam preocupação com dados e supervisão

Para os próximos 12 meses, 58% dos gerentes esperam administrar mais agentes de IA do que pessoas. O maior receio, citado por 52%, é o acesso dos agentes a dados sem restrições suficientes.

Em seguida aparecem a dependência excessiva e a perda de habilidades, com 47%, e a falta de supervisão ou controle sobre as ações do agente, com 46%. Outros 35% temem ser responsabilizados pessoalmente pelas decisões da IA, e 23% veem risco de redução da relevância da gerência intermediária.

Executivos pedem aprovação prévia e relatos por etapa

Sobre o que esperam dos agentes, 36% querem uma etapa de aprovação antes da execução, e 35% pedem controle sobre os dados que o agente pode acessar. Já 29% desejam um registro do que o agente fez e por quê.

Apenas 18% preferem um agente totalmente autônomo e silencioso. A preferência recai sobre agentes que informem a cada etapa concluída, opção de 30%, ou que escalem problemas, escolhida por 21%.

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