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Nvidia rebate suspeita de espionagem chinesa ligada a Jensen Huang e diz que acusações foram investigadas e descartadas

Publicado 29/10/2026 • 14:08 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • A Nvidia contestou uma reportagem sobre a vigilância de uma pessoa próxima ao CEO Jensen Huang por agências de inteligência dos Estados Unidos.
  • A investigação se concentra em Alice Huang, ligada à empresa de computação em nuvem Megaspeed, de Singapura, suspeita de possível vínculo com a inteligência chinesa.
  • A Nvidia afirma que a Megaspeed é uma cliente regional e que as acusações de desvio de chips para contornar controles de exportação foram investigadas e descartadas.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang

Foto: Wikipedia

O CEO da Nvidia, Jensen Huang

Um porta-voz da Nvidia contestou nesta quinta-feira (29) uma reportagem do New York Times que detalhou a vigilância de agências de inteligência dos Estados Unidos sobre uma pessoa próxima ao CEO da empresa, Jensen Huang, por suspeitas de que ela pudesse atuar como agente da inteligência chinesa.

Segundo a reportagem, que citou pessoas informadas sobre a operação de vigilância, Alice Huang, ligada à empresa de computação em nuvem Megaspeed, sediada em Singapura, desenvolveu uma relação próxima com Jensen Huang.

As agências de inteligência temiam que ela atuasse como espiã, ajudando o governo chinês a obter informações da Nvidia e de seu presidente-executivo. Também havia preocupação com o fato de Huang ter acesso ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Leia também: Jensen Huang, da Nvidia, não vê sinais de excesso de oferta de memória em 2029: “Sempre é possível usar mais”

Em declaração à CNBC, o porta-voz da Nvidia contestou a reportagem e afirmou que a Megaspeed é apenas mais uma cliente regional de serviços de computação em nuvem da companhia. Segundo ele, as interações de Jensen Huang com representantes da empresa não são incomuns, já que o executivo conversa com milhares de clientes todos os anos.

O porta-voz acrescentou que os clientes não têm acesso a segredos comerciais da Nvidia nem a informações relevantes para a segurança nacional.

A reportagem também afirmou que a Megaspeed já havia sido suspeita de ajudar empresas a contornar os controles de exportação dos Estados Unidos sobre chips de inteligência artificial da Nvidia, cuja venda à China é restrita.

A Nvidia confirmou que a Megaspeed já havia sido investigada por suspeitas de violação dessas regras.

“As acusações de desvio envolvendo essa empresa regional de computação em nuvem foram minuciosamente investigadas e descartadas no ano passado”, afirmou o porta-voz em comunicado.

A Nvidia também deu a entender que o governo americano não havia informado a empresa sobre Alice Huang.

“Estamos confiantes de que, se o governo dos Estados Unidos acreditar que qualquer pessoa representa uma ameaça à indústria americana, nos informará”, declarou o porta-voz.

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A Nvidia tem enfrentado um cenário delicado em Washington, à medida que seus chips de inteligência artificial se tornam ferramentas essenciais para desenvolvedores de IA e instrumentos de disputa econômica com a China.

Políticos e analistas afirmam que os chips de IA da Nvidia podem ser utilizados para desenvolver modelos de inteligência artificial militares chineses ou sistemas comerciais capazes de competir com a tecnologia americana e, eventualmente, superá-la.

Com o avanço da importância da inteligência artificial para o governo dos Estados Unidos, Jensen Huang se aproximou de Trump e fez declarações favoráveis à construção de uma infraestrutura de IA no país.

O executivo participou de jantares oficiais, cúpulas de inteligência artificial e viagens internacionais ao lado de Trump, enquanto defendia a autorização para a exportação de determinados chips da Nvidia à China.

No início deste ano, o governo americano autorizou a exportação do chip H200 da Nvidia para a China, mas autoridades reguladoras chinesas impediram sua importação. O H200 pertence à geração Hopper da Nvidia, anterior à atual geração Blackwell, mais potente e utilizada por desenvolvedores americanos de inteligência artificial.

O porta-voz da Nvidia afirmou que o governo chinês não está buscando produtos da companhia por meio de fornecedores regionais de computação em nuvem, como a Megaspeed.

“Em vez disso, o governo da República Popular da China bloqueou chips americanos de inteligência artificial, protegendo sua própria indústria e provocando as maiores baixas contábeis da história da tecnologia nos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz.

No ano passado, a Nvidia contabilizou baixas de aproximadamente US$ 4,5 bilhões relacionadas a chips de inteligência artificial adaptados para o mercado chinês.

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