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Meta Connect 2026: Meta anuncia nova geração de dispositivos focados em IA e realidade virtual
Publicado 23/09/2026 • 21:39 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/09/2026 • 21:39 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Montagem
A Meta apresentou nesta quarta-feira (23) no Connect 2026 uma nova geração de dispositivos voltados à inteligência artificial e à realidade virtual, com destaque para os Meta VR Glasses.
O aparelho combina telas de alta resolução, computação espacial, controle por gestos e integração com o agente de IA Muse. O produto chegará na primavera de 2027 por US$ 1.299,99 (aproximadamente R$ 6.721).
Os Meta VR Glasses pesam cerca de 100 gramas, aproximadamente cinco vezes menos que o Meta Quest 3. Para reduzir o peso, a Meta adotou uma estrutura em duas partes, com bateria e processadores concentrados em um dispositivo externo, chamado de “puck”, que pode ser preso ao cinto, colocado no bolso ou carregado em uma bolsa.
O aparelho utiliza um display 5K Infinite, construído com painéis micro-OLED, e permite criar múltiplas telas virtuais. A proposta é transformar qualquer mesa ou superfície em um espaço de trabalho, com possibilidade de ampliar telas de computadores e outros dispositivos.
A interação pode ocorrer por meio dos olhos e de gestos das mãos, sem a necessidade de controles tradicionais em diversas funções. O Meta AI também poderá organizar o ambiente virtual, abrir aplicativos e reproduzir filmes.

A Meta também posiciona os VR Glasses como uma plataforma de entretenimento. O dispositivo poderá transformar o ambiente em uma espécie de cinema particular, com suporte a filmes em 3D e conteúdos de serviços como Disney+, YouTube, HBO Max e Prime Video, além de programação esportiva.
Na área de games, a empresa apresentou títulos desenvolvidos para funcionar com rastreamento das mãos. Os óculos também terão acesso à biblioteca do Meta Quest, com suporte opcional a controles.
O Beat Saber receberá uma atualização no lançamento com uma nova modalidade baseada em rastreamento das mãos. A expansão está prevista para a primavera de 2027, tanto nos Meta VR Glasses quanto no Meta Quest.
Outro recurso apresentado foi o Hologram, que permitirá representar o usuário em chamadas como uma imagem digital tridimensional em tempo real.
Para criar o avatar, será necessária uma captura rápida pelo smartphone. A ferramenta deverá estar disponível nos Meta VR Glasses desde o lançamento e também começará a ser oferecida em acesso antecipado no WhatsApp para usuários dos Meta Ray-Ban Display.
A Meta também expandiu a presença do Muse, seu agente pessoal de inteligência artificial. A empresa pretende levar o sistema aos óculos inteligentes nos próximos meses, permitindo o acesso por comandos de voz sem que o usuário precise retirar o celular do bolso.
O Muse poderá interpretar o que a pessoa estiver observando e agir com base nesse contexto. Entre os exemplos citados pela Meta estão identificar produtos em uma prateleira, analisar um cartaz e interpretar uma lista de materiais.
O agente também ganhará um endereço de e-mail próprio e poderá executar tarefas em aplicativos no Mac, mediante autorização do usuário. A Meta afirma que o sistema poderá operar diferentes aplicativos e continuar executando tarefas enquanto o usuário estiver longe do computador.
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Siga o Times | CNBCA companhia ampliou ainda as conexões do Muse com serviços como Walmart, Best Buy, Sephora, PayPal, Expedia, Instacart, Notion, GitHub e Box, além da integração já existente com a Shopify.
Outro lançamento foi o Muse Charm, dispositivo portátil desenvolvido especificamente para interação com o agente de IA. O aparelho cabe no bolso e permite conversar com o Muse por meio de um modelo de voz em tempo real. A Meta informou que dará mais detalhes sobre o produto ainda neste ano.

A companhia também ampliou a linha de óculos com inteligência artificial. Os Ray-Ban Meta Gen 3 terão estrutura mais fina, maior conforto, novo botão de ação para acesso rápido ao Meta AI e maior autonomia de bateria entre os modelos Ray-Ban da empresa.
A linha também ganhará novas armações, como Aviator e Zena.
A Meta afirmou que pretende chegar ao fim de 2026 com mais de 100 opções de óculos com IA, considerando as linhas Ray-Ban, Oakley e Meta.
A empresa apresentou ainda os primeiros óculos de áudio da marca, desenvolvidos sem câmera e equipados com alto-falantes abertos. Os aparelhos terão autonomia de até 12 horas e serão compatíveis com diferentes tipos de lentes.
Os Meta Glasses também serão lançados em novos mercados. O produto chegará a Singapura, Coreia do Sul e México e terá lançamento posterior no Brasil e nos Emirados Árabes Unidos.

Na área de saúde, a Meta anunciou o Hearing Enhancement, recurso de amplificação sonora destinado a adultos com perda auditiva percebida de leve a moderada. Segundo a empresa, a ferramenta recebeu autorização da FDA e poderá ser configurada em casa.
O lançamento nos Estados Unidos está previsto para o fim de 2026, com custo adicional de US$ 149,99 para óculos compatíveis ou acesso por meio da assinatura Meta One.
Os óculos também receberão funções voltadas a treinos de corrida e ciclismo, acompanhamento nutricional, identificação de produtos e navegação por comandos de voz. Outra novidade é a captura de vídeos com Dolby Atmos, permitindo registrar áudio espacial em 360 graus.
O conjunto de lançamentos reforça a estratégia da Meta de aproximar seus agentes de inteligência artificial dos dispositivos utilizados no cotidiano e reduzir a dependência do smartphone.
A empresa está combinando três frentes principais: agentes de IA, óculos inteligentes e realidade virtual. Nos Meta VR Glasses, essa integração será levada para um ambiente de computação espacial com múltiplas telas, entretenimento imersivo e interação por voz, visão e gestos.
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