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Classe & Estilo: Coleção inspirada na avó de Sasha marca amadurecimento da Mondepars
Publicado 29/05/2026 • 13:25 | Atualizado há 35 minutos
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Publicado 29/05/2026 • 13:25 | Atualizado há 35 minutos
KEY POINTS
A terceira coleção da Mondepars representou um novo estágio de maturidade para a marca criada por Sasha Meneghel, segundo a especialista em moda Danni Rudz, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ao analisar o desfile de inverno 2026, batizado de “Alda”, a comentarista destacou que a apresentação conseguiu unir memória familiar, identidade criativa e qualidade de produto em uma narrativa que, na sua avaliação, consolidou a evolução da grife.
“Ela apresentou seu terceiro desfile trazendo uma coleção mais madura”, afirmou durante sua participação no quadro “Classe & Estilo”, nesta sexta-feira (29).
Para Danni, a expectativa em torno da marca continua elevada por causa da trajetória de Sasha Meneghel, mas o foco da estilista parece estar cada vez mais concentrado na construção de uma identidade própria. “Ela está muito focada em si mesma, focada na sua marca, focada em fazer o seu trabalho”, disse. Segundo a especialista, a coleção mostra uma criadora mais segura de suas escolhas e interessada em aproximar a moda brasileira dos padrões observados nas grandes marcas internacionais.
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O ponto de partida da coleção foi a história de Alda Meneghel, avó materna de Sasha e mãe de Xuxa Meneghel. Na avaliação de Danni, a escolha permitiu que a marca construísse uma narrativa emocional sem abrir mão do aspecto técnico das roupas.
“Ela trouxe algo afetivo, trouxe algo familiar, trouxe uma herança de família”, destacou. Segundo a comentarista, a coleção conecta três gerações de mulheres — Alda, Xuxa e Sasha – e evidencia como o universo artístico transmitido dentro da família influenciou a formação da fundadora da Mondepars.
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Danni lembrou que Alda teve uma trajetória marcada pela arte, atuando como pintora, cantora, costureira e artesã. “Foi ela que apresentou esse mundo artístico para a Sasha”, observou. Para a especialista, essa ligação ajudou a transformar a coleção em algo mais profundo do que uma simples homenagem familiar.
Segundo Danni, a narrativa construída para o desfile foi transportada para a passarela por meio da cenografia, da direção artística e das próprias roupas.
“Todo o ponto de partida sai daqui”, afirmou ao comentar a reprodução da casa onde Alda viveu, instalada no espaço do desfile realizado na ARCA, em São Paulo. A especialista destacou ainda o trabalho de direção artística assinado por João Lucas, marido de Sasha, que criou uma encenação para introduzir a história antes da entrada dos modelos.
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A comentarista explicou que cada etapa da vida de Alda apareceu refletida nas peças apresentadas. “As peças vêm contando uma história dessa vida da Alda”, disse. Segundo ela, referências ao período em que a homenageada conviveu com militares surgem em elementos como trench coats, lapelas e peças inspiradas no vestuário militar.
Para Danni, um dos principais sinais de amadurecimento da Mondepars está na consolidação de elementos que já começam a funcionar como assinatura da marca.
“Você consegue ver que ela já está mais segura para apresentar a alfaiataria dela”, afirmou. A especialista destacou a presença de ombreiras marcadas, alfaiataria estruturada e peças de madeira esculpida, características que vêm aparecendo de forma recorrente nas coleções da grife.
Outro elemento ressaltado foi o uso pontual do vermelho em meio à cartela predominantemente sóbria. “É um código da marca”, explicou Danni ao comentar o tradicional look vermelho apresentado pela estilista. Segundo ela, a coleção também incorporou tendências contemporâneas, como a influência oriental presente na chamada jaqueta mandarim.
Na avaliação da comentarista, a Mondepars vem construindo uma proposta diferente daquela normalmente associada à moda brasileira no exterior.
“Ela quer trazer algo mais minimalista”, afirmou. Para Danni, a marca demonstra que é possível produzir moda brasileira de alta qualidade sem recorrer necessariamente aos elementos tropicais frequentemente associados ao país.
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Seguir no GoogleSegundo ela, o desfile reforçou a capacidade da indústria nacional de competir em mercados internacionais. “A gente tem sedas incríveis, a gente tem manufaturas incríveis e a gente está pronto para mostrar isso para concorrer com grandes maisons aí fora”, declarou.
A especialista também elogiou a experiência imersiva criada para a apresentação, incluindo o uso da tecnologia Dolby Atmos. “Nós que estávamos lá estávamos completamente imersos no som do desfile”, relatou. Para ela, a qualidade da produção colocou o evento em um patamar semelhante ao de apresentações internacionais de moda.
Além dos aspectos criativos e comerciais, Danni afirmou que o desfile conseguiu estabelecer uma forte conexão afetiva com o público.
“Tinha tudo para ser a história da minha família e não foi”, observou. Na sua avaliação, a coleção apresentou “a história de uma mulher forte que traz legado e que imprime isso nas peças”, transformando a trajetória de Alda em uma mensagem universal sobre herança, identidade e criação.
O encerramento da apresentação foi um dos momentos mais marcantes para quem acompanhou o desfile. “Choramos no final do desfile, porque a fila final foi com a avó cantando”, contou Danni. “Foi muito emocionante”, concluiu a especialista ao destacar o impacto emocional da coleção.
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