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Classe & Estilo: Met Gala leva diversidade corporal ao centro do mercado de luxo e “muda a história da moda”, diz Danni Rudz
Publicado 08/05/2026 • 13:48 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 13:48 | Atualizado há 5 dias
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A decisão do Met Gala 2026 de colocar corpos diversos no centro da principal exposição do Costume Institute, em Nova York, representou um marco inédito para a moda de luxo e para a discussão sobre representatividade dentro da indústria fashion. A avaliação é de Danni Rudz, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que classificou a iniciativa como uma mudança histórica na forma como a moda passa a enxergar corpos fora do padrão tradicional das passarelas.
“O tema desse ano da reflexão do Met trouxe essa reflexão inédita sobre corpos diferenciados”, afirmou em sua participação no quadro ‘Classe & Estilo’ do Real Times, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (8). Segundo ela, a proposta da exposição “Costume Art” foi além do tapete vermelho e buscou ampliar o debate sobre representatividade corporal dentro de um dos espaços mais influentes da moda mundial.
Para Danni Rudz, o evento deste ano teve importância histórica ao incluir corpos “sub-representados” e frequentemente marginalizados pela indústria da moda de luxo. “A moda anda e coloca corpos muito magros ditos como padrão como se isso fosse o normal e como se todos nós estivéssemos representados lá”, destacou.
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Ela lembrou que o Met Gala, organizado pelo Costume Institute, funciona como um espaço de preservação histórica, cultural e artística da moda. “O Met reúne a história da moda em exposições com curadorias e temas diferenciados, criando legado sobre o que a moda traduziu em cada época”, explicou.
A comentarista destacou que a principal inovação da exposição foi levar a diversidade corporal para um ambiente historicamente resistente a esse tipo de debate: a alta-costura e o mercado de luxo internacional. “Tivemos corpos gordos, corpos grávidos, corpos de pessoas com nanismo e pessoas com deficiências múltiplas. Isso fez história. Isso muda a história da moda”, ressaltou.
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Segundo ela, embora o debate sobre diversidade não seja novo, a forma como ele foi incorporado ao universo do luxo representou uma ruptura importante. “A diversidade corporal chegou ao luxo, que é um lugar que refuta muito este tipo de diálogo”, pontuou.
A especialista afirmou ainda que o tema ganhou relevância em um momento de recuo das discussões sobre inclusão no mercado internacional da moda. Para ela, políticas anti-diversidade adotadas após a posse de Donald Trump influenciaram diretamente a indústria.
“A gente vinha numa crescente de diálogos sobre diversidade corporal e racial, mas houve uma volta muito forte do padrão e dos corpos extremamente magros nas passarelas”, observou. Segundo ela, deixar de discutir representatividade significa invisibilizar parte da população. “Parar de falar sobre isso é como dizer para esses corpos: vocês não existem”, frisou.
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Na avaliação de Danni Rudz, as discussões envolvendo patrocinadores ligados às grandes empresas de tecnologia acabaram desviando parte da atenção da principal mensagem apresentada pela exposição deste ano.
Ela citou críticas relacionadas à participação da Amazon, de executivos da Big Tech e do casal Jeff Bezos no evento. “Muitas celebridades deixaram de ir, e essa discussão acabou ofuscando o que foi mais importante do Met Gala neste ano”, afirmou.
Apesar disso, ela defendeu a presença de patrocinadores na moda, mas ponderou que o setor precisa discutir os impactos e os interesses por trás desses apoios financeiros. “A moda precisa de patrocínio, mas é importante entender a que custo esses patrocínios acontecem”, destacou.
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Segundo a comentarista, a repercussão da exposição deveria ter sido mais explorada pelas próprias celebridades presentes no evento. “Os convidados entenderam o tema, mas não exploraram essa pauta nos looks que levaram”, avaliou.
Um dos momentos mais marcantes destacados por Danni Rudz foi a releitura do clássico Tailleur Bar, criado por Christian Dior no pós-guerra e considerado um dos maiores símbolos históricos da alta-costura.
Segundo ela, apresentar a peça em um corpo diverso representou uma quebra histórica de paradigma dentro da moda internacional. “Trazer esse tailleur neste corpo diverso marca um novo tempo da história. É dizer: a partir de agora queremos dialogar com todos os corpos”, afirmou, emocionada.
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Ela lembrou que, historicamente, a peça foi criada para um tipo físico extremamente magro e acabou se consolidando como representação mundial da alta-costura tradicional. “Foi uma luta de anos para muitas pessoas chegar até aqui”, pontuou.
Além da questão simbólica, Danni Rudz afirmou que ampliar a diversidade corporal também representa oportunidade econômica para a indústria da moda. “Se a gente abrir essa cadeia de consumo, a gente aumenta em 40% o consumo da moda no geral por incluir mais pessoas”, disse.
Para ela, a transformação depende principalmente das lideranças do setor. “Quem está nas cadeiras de decisão é quem escolhe quebrar o padrão ou não”, destacou.
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A comentarista defendeu ainda que pessoas diversas ocupem posições de comando dentro da indústria fashion. “Quando pessoas diversas estão com a caneta na mão, elas podem decidir pela diversidade”, afirmou.
Ao comentar o impacto das chamadas “canetas emagrecedoras” sobre os padrões estéticos atuais, ela disse que a discussão sobre diversidade vai muito além do peso corporal. “A gente precisa falar de altura, deficiência, tamanho de pé, nanismo e vários tipos de corpos diferentes”, ressaltou.
Para Danni Rudz, o movimento iniciado pelo Met Gala 2026 tende a pressionar marcas e grifes internacionais a reverem suas estratégias daqui para frente. “Quem não se aproveitar dessa linguagem agora e não reverberar isso nas vitrines, nos desfiles e nas grades de tamanhos está fora da tendência”, concluiu.
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