Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Demanda por capacidade computacional da Nvidia supera oferta, diz Marcio Aguiar, diretor da Nvidia na América Latina
Publicado 27/08/2026 • 21:31 | Atualizado há 1 hora
Como o império quantitativo do fundador da DeepSeek está enfrentando o instável boom de IPOs na China
Ações da Gap disparam 9% após a empresa nomear um novo CEO para a Old Navy
S&P 500 e Nasdaq fecham em alta nesta quinta, impulsionados pela projeção de receita da Nvidia
Salesforce lidera alta do setor de software, disparando 20% no segundo melhor dia da história da empresa
Trump assina ordem para renomear Lago Ontário como “Lago América” em meio à guerra comercial com o Canadá
Publicado 27/08/2026 • 21:31 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Nvidia projeta crescimento de cerca de 102% em 2026 e continua enfrentando uma demanda por capacidade computacional superior à oferta disponível, segundo Marcio Aguiar, diretor da companhia na América Latina. Para o executivo, os resultados e a procura por GPUs mostram que a inteligência artificial deixou a fase de projetos menores dentro das empresas e passou a ocupar um papel diretamente relacionado à produtividade e à lucratividade.
Em entrevista nesta quinta-feira (27) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Aguiar afirmou que manter uma expansão de três dígitos representa um desafio mesmo para uma companhia que vem crescendo rapidamente. “Não é fácil manter esse crescimento de três dígitos numa empresa que não é uma empresa tão jovem. Estamos aí no mercado há um tempinho e continuamos mostrando esse crescimento”, destacou.
O executivo também apontou a lucratividade como um dos indicadores acompanhados pelo mercado. “A gente vem mantendo muito estável ali acima dos 70%. Conseguimos entregar agora 75%”, disse. Segundo ele, parte do diferencial da Nvidia está na plataforma de software oferecida em conjunto com sua infraestrutura de hardware.
Leia também: S&P 500 e Nasdaq fecham em alta nesta quinta, impulsionados pela projeção de receita da Nvidia
Ao analisar o desempenho do segundo trimestre, Aguiar afirmou que o resultado confirma uma mudança na maneira como as empresas estão incorporando a inteligência artificial. Projetos antes concentrados em iniciativas de inovação passaram a ganhar escala e a ser usados para buscar mais produtividade e rentabilidade.
“Saímos da era da IA onde as empresas já estavam utilizando, mas ainda em escalas menores, nos seus projetos de inovação, e agora isso ganhou um impacto muito grande dentro das organizações”, afirmou.
Um dos motores dessa expansão, segundo Aguiar, é a adoção crescente de agentes de inteligência artificial e a necessidade de produzir grandes volumes de tokens. Quanto maior essa utilização, maior também é a necessidade de capacidade computacional.
Leia também: Ibovespa fecha em leve alta puxado por Petrobras, Vale e com efeito Nvidia
“Quanto mais tokens as empresas possam gerar em menos tempo, elas vão se tornar cada vez mais lucrativas”, explicou. Para o executivo, “a demanda está acelerada”, enquanto laboratórios de IA estão sendo criados dentro das próprias companhias para permitir que pesquisas e aplicações ganhem escala mais rapidamente.
A Nvidia também continua trabalhando com modelos abertos de inteligência artificial, oferecendo versões aceleradas para que esses sistemas aproveitem suas arquiteturas de GPU. “Estamos ali a pleno vapor, para se dizer assim”, resumiu Aguiar.
Para o restante do ano, a Nvidia mantém uma perspectiva de forte expansão. Aguiar afirmou que a companhia projeta US$ 108 bilhões (R$ 558,36 bilhões) para o terceiro trimestre, resultado que, segundo ele, faria a empresa superar pela primeira vez a marca de US$ 100 bilhões em um único trimestre.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO da Nvidia diz que startups de IA precisam de bilhões e vê baixo risco em investimentos
“As perspectivas são das melhores. Existe uma demanda computacional muito grande. Nós temos hoje um backlog, ou seja, uma falta de oferta para atender toda essa demanda que os nossos clientes estão gerando”, afirmou.
Esse desequilíbrio entre procura e capacidade de atendimento sustenta a confiança da companhia na continuidade do crescimento. “Estamos muito confiantes de que esse número vai continuar crescendo”, acrescentou Aguiar.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO diretor afirmou ainda que a Nvidia já enxerga para 2027 um crescimento de 70% em relação a 2026. Nesse cenário, a companhia continua concentrada no desenvolvimento de novas arquiteturas de hardware e softwares para atender às exigências computacionais cada vez maiores dos modelos de linguagem.
Leia também: Nvidia amplia suporte a modelos chineses de I.A enquanto alerta para possível restrição da Casa Branca
Apesar da escalada dos investimentos no setor e das discussões sobre uma possível bolha, Aguiar rejeita a avaliação de que o avanço da inteligência artificial seja resultado de um movimento especulativo prestes a perder força.
“Eu diria para você que não é uma bolha e nem vai adiar. Nós estamos no início de uma transformação tecnológica”, afirmou. Segundo ele, essa transformação ganhou força a partir de 2022 com a expansão da IA generativa e vem sendo acompanhada pelo surgimento de novos modelos de linguagem.
Aguiar argumenta que a capacidade de utilização de diferentes gerações de GPUs é um dos fatores que diferenciam esses investimentos daqueles realizados em bens eletrônicos tradicionais. “É uma escalabilidade computacional. Isso é o que se chama de computação acelerada por GPU”, explicou.
Leia também: Nvidia fecha acordo para comprar Hugging Face por US$ 12,9 bilhões
De acordo com o diretor, equipamentos adquiridos anos atrás continuam sendo comercializados por provedores de nuvem porque diferentes aplicações exigem diferentes níveis de capacidade computacional. “Muitas empresas ainda demandam gerações anteriores que atendem perfeitamente bem o trabalho que elas querem desenvolver”, pontuou.
Para Aguiar, isso significa que empresas que investem nessa infraestrutura podem continuar obtendo retorno com equipamentos de gerações anteriores, em vez de enfrentar necessariamente uma rápida perda de utilidade. “Eles estão ali continuando gerando dinheiro através dessa infraestrutura que continua sendo bem escalável”, afirmou.
No Brasil, Aguiar considera que o país ainda está em uma etapa de preparação para participar mais intensamente da corrida global pela infraestrutura de inteligência artificial. Segundo ele, existem iniciativas tanto do governo quanto da iniciativa privada voltadas à expansão dessa capacidade.
Leia também: Nvidia dispara 7% após balanço impulsionar confiança em IA
“Estamos nos preparando. Isso é fato. Existem várias iniciativas, tanto a nível governamental quanto da iniciativa privada, para que isso se torne uma realidade”, afirmou.
O diretor citou investimentos anunciados em supercomputadores e a possibilidade de retomada da discussão do Redata, que, segundo ele, poderá incentivar investimentos em data centers no país.
“A gente tem bastante confiança de que em breve o Brasil vai ser um dos países protagonistas nessa corrida e na oferta da inteligência artificial”, concluiu Aguiar.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Anel de R$ 6 milhões dado à atriz Marina Ruy Barbosa integra disputa judicial de família dona da Marabraz
2
iPhone 18 Pro: Apple confirma data do próximo grande lançamento
3
Bilibili, o “YouTube chinês”, chega ao Brasil e mira expansão global
4
Ex-executivos entram com ações trabalhistas milionárias contra empresa da família Safra
5
EXCLUSIVO: Stark Bank, de Rafael Stark, administra plataforma financeira de Goiás em negócio suspeito