Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O que a reclassificação da maconha pelo governo Trump significa para investidores
Publicado 23/04/2026 • 19:55 | Atualizado há 1 hora
Jim Cramer recomenda comprar ações da Tesla após fala de Elon Musk em teleconferência
Nike corta 1.400 postos de trabalho em segunda rodada de demissões neste ano
Meta demitirá 10% da força de trabalho para investir mais em inteligência artificial
Trading arriscado de ‘ações memes’ volta ao mercado após mudança regulatória nos EUA
Microsoft avaliou comprar Cursor antes de acordo da SpaceX
Publicado 23/04/2026 • 19:55 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Unsplash
Maconha foi reclassificada nos Estados Unidos
O governo de Donald Trump deu um passo importante nesta quinta-feira (23) ao avançar na reclassificação da maconha na legislação federal dos Estados Unidos.
Em comunicado, o Departamento de Justiça informou que passará imediatamente produtos de cannabis aprovados pela FDA (equivalente à Anvisa), além daqueles regulamentados por licenças estaduais de uso medicinal, para a categoria Categoria III na Lei de Substâncias Controladas. Trata-se de um rebaixamento em relação à classificação atual, Categoria I.
Na prática, isso coloca a cannabis medicinal ao lado de medicamentos com uso médico reconhecido, como analgésicos com codeína e testosterona, e não mais no mesmo grupo de drogas como a heroína, consideradas sem uso médico e com alto potencial de abuso.
A Agência Antidrogas dos EUA ainda vai avaliar se essa classificação pode ser ampliada para todos os produtos de cannabis, incluindo o uso recreativo, em uma audiência prevista para 29 de junho.
A mudança não legaliza a maconha em nível federal. Ainda assim, representa uma virada relevante para um setor que historicamente teme restrições regulatórias. Para Ben Kovler, CEO da Green Thumb Industries, trata-se do primeiro grande avanço em décadas.
No curto prazo, a reclassificação pode aliviar uma pesada carga tributária sobre as empresas do setor. Isso ocorre porque, sob a classificação anterior, companhias de cannabis não podiam deduzir despesas operacionais comuns, o que pressionava lucros e fluxo de caixa.
Com a nova classificação, a tendência é de melhora nesses indicadores financeiros, abrindo espaço para balanços mais saudáveis.
No entanto, o setor ainda enfrenta obstáculos relevantes. A ilegalidade em nível federal continua dificultando o acesso a crédito e a serviços bancários, mesmo em estados onde o uso é permitido.
Além disso, o ambiente regulatório segue incerto e sujeito a disputas políticas. O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, por exemplo, já se posicionou contra a legalização.
Ainda assim, analistas veem o movimento como um sinal positivo. Para o mercado, a reclassificação pode indicar um caminho gradual para mudanças mais amplas, incluindo maior acesso a capital e integração ao sistema financeiro tradicional.
No curto prazo, o impacto já foi sentido nas bolsas. Ações de empresas do setor registraram fortes altas, impulsionadas pela expectativa de melhora nas condições regulatórias e financeiras.
Para investidores, porém, o cenário ainda exige cautela. Especialistas destacam que o setor deve continuar volátil, com preços reagindo principalmente ao avanço — ou retrocesso — das reformas regulatórias.
A aposta em cannabis, por ora, segue sendo de longo prazo. A normalização do mercado ainda depende de definições políticas, amadurecimento regulatório e consolidação de modelos de negócio.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Justiça acata pedido da PF e decreta prisão preventiva de MC Ryan, Poze do Rodo e dono da “Choquei”
3
Escassez de mão de obra no Brasil eleva salários e dificulta retenção no setor de serviços
4
O que é a Cursor e por que Musk quer comprá-la por US$ 60 bilhões
5
Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção