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O que a reclassificação da maconha pelo governo Trump significa para investidores

Publicado 23/04/2026 • 19:55 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Mudança pode reduzir carga tributária sobre empresas do setor, melhorando fluxo de caixa e resultados financeiros.
  • Agência Antidrogas dos EUA ainda avaliará possível extensão da medida para toda a cannabis, incluindo uso recreativo.
  • Apesar do avanço, droga segue ilegal em nível federal e setor continua enfrentando incertezas regulatórias e volatilidade no mercado.

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Maconha foi reclassificada nos Estados Unidos

O governo de Donald Trump deu um passo importante nesta quinta-feira (23) ao avançar na reclassificação da maconha na legislação federal dos Estados Unidos.

Em comunicado, o Departamento de Justiça informou que passará imediatamente produtos de cannabis aprovados pela FDA (equivalente à Anvisa), além daqueles regulamentados por licenças estaduais de uso medicinal, para a categoria Categoria III na Lei de Substâncias Controladas. Trata-se de um rebaixamento em relação à classificação atual, Categoria I.

Na prática, isso coloca a cannabis medicinal ao lado de medicamentos com uso médico reconhecido, como analgésicos com codeína e testosterona, e não mais no mesmo grupo de drogas como a heroína, consideradas sem uso médico e com alto potencial de abuso.

A Agência Antidrogas dos EUA ainda vai avaliar se essa classificação pode ser ampliada para todos os produtos de cannabis, incluindo o uso recreativo, em uma audiência prevista para 29 de junho.

A mudança não legaliza a maconha em nível federal. Ainda assim, representa uma virada relevante para um setor que historicamente teme restrições regulatórias. Para Ben Kovler, CEO da Green Thumb Industries, trata-se do primeiro grande avanço em décadas.

No curto prazo, a reclassificação pode aliviar uma pesada carga tributária sobre as empresas do setor. Isso ocorre porque, sob a classificação anterior, companhias de cannabis não podiam deduzir despesas operacionais comuns, o que pressionava lucros e fluxo de caixa.

Com a nova classificação, a tendência é de melhora nesses indicadores financeiros, abrindo espaço para balanços mais saudáveis.

No entanto, o setor ainda enfrenta obstáculos relevantes. A ilegalidade em nível federal continua dificultando o acesso a crédito e a serviços bancários, mesmo em estados onde o uso é permitido.

Além disso, o ambiente regulatório segue incerto e sujeito a disputas políticas. O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, por exemplo, já se posicionou contra a legalização.

Ainda assim, analistas veem o movimento como um sinal positivo. Para o mercado, a reclassificação pode indicar um caminho gradual para mudanças mais amplas, incluindo maior acesso a capital e integração ao sistema financeiro tradicional.

No curto prazo, o impacto já foi sentido nas bolsas. Ações de empresas do setor registraram fortes altas, impulsionadas pela expectativa de melhora nas condições regulatórias e financeiras.

Para investidores, porém, o cenário ainda exige cautela. Especialistas destacam que o setor deve continuar volátil, com preços reagindo principalmente ao avanço — ou retrocesso — das reformas regulatórias.

A aposta em cannabis, por ora, segue sendo de longo prazo. A normalização do mercado ainda depende de definições políticas, amadurecimento regulatório e consolidação de modelos de negócio.

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