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Passagens aéreas sobem com guerra no Irã: comprar agora ou esperar? Especialistas avaliam riscos
Publicado 03/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/05/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Rovena Rosa/Agência Brasil
Alta do petróleo causada pela guerra no Irã eleva passagens aéreas, e especialistas recomendam comprar bilhetes o quanto antes.
À medida que as passagens aéreas continuam a subir em meio à guerra no Irã, viajantes em potencial podem se perguntar: devo comprar minha passagem agora ou esperar para ver se a situação melhora?
Especialistas em viagens dizem que a melhor aposta, em geral, é comprar mais cedo do que mais tarde.
“Independentemente de você estar planejando viajar em duas semanas, dois meses ou até mesmo pensando no outono, esperar para comprar passagens na esperança de que o conflito termine em breve é, honestamente, mais arriscado do que algumas escolhas de moda que fizemos na adolescência: o seu ‘eu do futuro’ não vai ficar feliz com isso”, disse Katy Nastro, especialista em viagens do site Going.
Em resumo: “Se cabe no seu orçamento agora, não adie”, afirmou Nastro.
Leia também: Querosene de aviação dispara 100% após reajustes da Petrobras e ameaça setor aéreo, alerta Abear
Os preços das passagens aéreas geralmente aumentam gradualmente à medida que a temporada de verão — período de maior demanda — se aproxima.
Mas, neste ano, os preços subiram de forma mais acentuada devido a um choque na oferta de petróleo provocado pelo conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
O custo médio de uma passagem doméstica de ida e volta chegou a US$ 361 em 20 de abril, segundo dados da Kayak. O valor representa alta de cerca de 8% em relação aos US$ 335 registrados em 23 de fevereiro, antes do início da guerra, e de 19% frente aos US$ 304 de um ano antes.
As tarifas internacionais subiram ainda mais: o preço médio de ida e volta atingiu US$ 1.097 em 20 de abril — alta de 42% em relação aos US$ 774 de 23 de fevereiro e de 14% na comparação anual.
As companhias aéreas estão elevando os preços para o verão principalmente devido ao custo do combustível de aviação, segundo Hayley Berg, economista-chefe da Hopper.
O combustível representa entre 20% e 30% dos custos operacionais das companhias, sendo um fator determinante para o preço das passagens.
O Irã e os Estados Unidos bloquearam o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — em tentativas de pressionar economicamente um ao outro, o que elevou os preços globais do petróleo.
Leia também: Com passagens pressionadas, governo admite retração no setor aéreo e busca socorro emergencial
O preço do combustível de aviação nos EUA, derivado do petróleo, subiu cerca de 82% desde o início da guerra, alcançando US$ 4,56 por galão, ante US$ 2,50 em 27 de fevereiro.
Diante disso, as companhias precisam absorver os custos adicionais ou repassá-los aos consumidores.
Além do aumento das tarifas, empresas também elevaram taxas de bagagem, adicionaram sobretaxas de combustível e reduziram a oferta de voos.
O impacto varia conforme a rota. Em voos curtos, o efeito tende a ser menor, já que o combustível representa uma parcela menor do custo total. Já em voos longos, o combustível se torna o principal fator de custo, ampliando o impacto sobre os preços.
Berg estima que os custos mais altos de combustível já elevaram as passagens de verão em cerca de 10% acima das projeções iniciais. As tarifas para a Europa, principal destino de verão para americanos, subiram cerca de 9%.
“Não sabemos como os preços do combustível vão evoluir neste verão, já que o desfecho do conflito é incerto”, afirmou Berg. “Viajantes devem começar a monitorar os preços agora e, se encontrarem uma boa oferta, devem comprar.”
Mesmo que a guerra diminua em breve, especialistas afirmam que a normalização pode levar meses, devido ao tempo necessário para reconstruir infraestrutura e ajustar a produção de petróleo.
“Não espere para comprar, porque é um risco que você não quer correr neste momento”, disse Nastro. “Acreditar que o preço vai cair drasticamente pode significar que ele simplesmente não caia.”
Essa lógica vale tanto para viagens no verão quanto para voos em setembro e outubro.
Leia também: Copa do Mundo 2026 anima setor aéreo europeu; veja o impacto nas companhias aéreas
Mesmo sem guerra, os preços das passagens são voláteis e tendem a subir conforme a data da viagem se aproxima.
Especialistas afirmam que as melhores ofertas costumam aparecer quando a compra é feita com meses de antecedência — e não de última hora.
Nastro chama esse período de “janela Goldilocks”.
Para voos domésticos, o ideal é comprar entre três e sete meses antes da viagem. Para viagens internacionais, entre quatro e dez meses.
Berg sugere um cronograma semelhante:
Viajantes que ainda não reservaram também podem considerar viajar no outono, fora da alta temporada, para economizar — ou adiar a viagem até que haja mais clareza sobre o conflito.
“Viajar em setembro ou outubro, em comparação com os meses de pico do verão, pode gerar economias significativas, especialmente em destinos internacionais como a Europa”, afirmou Berg.
Leia mais: Setor aéreo vive pior crise desde a pandemia; ‘sem combustível, não há como voar’, diz CEO da United
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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