CNBC

CNBCÀs vésperas do encontro de investidores em Omaha, ações da Berkshire Hathaway enfrentam incerteza

Conflito no Oriente Médio

CEO da Exxon alerta para alta do petróleo com guerra no Irã: mercado ainda não refletiu impacto total

Publicado 01/05/2026 • 15:49 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo ainda não incorporam totalmente o impacto da guerra no Irã, segundo o CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, que prevê pressão de alta à medida que os efeitos sobre a oferta se intensifiquem.
  • O mercado tem sido temporariamente sustentado por petroleiros em trânsito, reservas estratégicas e estoques comerciais, mas esses fatores devem se esgotar com o prolongamento do conflito.
  • O mercado tem sido temporariamente sustentado por petroleiros em trânsito, reservas estratégicas e estoques comerciais, mas esses fatores devem se esgotar com o prolongamento do conflito.

O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, alertou que o mercado global ainda não absorveu completamente a magnitude da interrupção no fornecimento de petróleo e gás natural, provocada pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo ele, o impacto inicial foi parcialmente amortecido pelo grande volume de petroleiros carregados que já estavam em trânsito no início do conflito, além da liberação de reservas estratégicas de petróleo e da utilização de estoques comerciais.

Woods destacou que esses mecanismos são temporários. À medida que o conflito se prolonga, essas fontes de oferta tendem a se esgotar, o que deve provocar uma elevação dos preços do petróleo, especialmente se o estreito permanecer fechado.

É óbvio que, ao observar a interrupção sem precedentes no fornecimento global de petróleo e gás natural, o mercado ainda não refletiu completamente esse impacto”, afirmou o executivo.

Leia também: Guerra com o Irã derruba lucros da Exxon Mobil e Chevron após interrupções nos embarques de petróleo 

Há mais por vir se o estreito permanecer fechado”, acrescentou.

Volatilidade e preços atuais

Os contratos futuros de petróleo têm apresentado forte volatilidade durante a guerra, com preços subindo diante do risco de escalada e recuando com expectativas de cessar-fogo.

O petróleo dos Estados Unidos caiu mais de 3%, para US$ 101,38 (R$ 504,9) por barril, enquanto o Brent recuou cerca de 2%, para US$ 108 (R$ 537,8).

Segundo Woods, esses níveis estão mais próximos das médias históricas da última década do que da magnitude da disrupção atual no Oriente Médio.

Normalização lenta da oferta

O executivo afirmou que o fluxo de petróleo do Golfo Pérsico deve levar entre um e dois meses para se normalizar após a reabertura do estreito.

Leia também: Exxon Mobil e Chevron se enfrentam por cobiçado projeto petrolífero na Guiana

Isso ocorre porque será necessário reposicionar petroleiros, processar o acúmulo de oferta represada e aguardar o tempo de transporte até os destinos finais.

Além disso, governos e empresas precisarão recompor reservas estratégicas e estoques comerciais, o que deve aumentar a demanda e pressionar ainda mais os preços.

Impacto na produção da Exxon

A Exxon informou que sua produção no Oriente Médio pode cair 750 mil barris por dia em relação a 2025, caso o estreito permaneça fechado ao longo do segundo trimestre.

O volume processado em suas refinarias globais também deve recuar 3% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Leia também: Arábia Saudita confirma ataque na refinaria Aramco e ExxonMobil, da SAMREF

Segundo Woods, cerca de 15% da produção total da Exxon já foi impactada pelo fechamento do estreito.

Danos e reação do mercado

Ataques iranianos ao polo de exportação de gás natural liquefeito no Catar danificaram duas linhas de produção nas quais a Exxon possui participação, representando cerca de 3% da produção upstream da companhia em 2025.

As ações da empresa recuavam cerca de 1% no pregão, enquanto os preços do petróleo acumulam alta de aproximadamente 57% desde o início da guerra, contrastando com o desempenho praticamente estável dos papéis da companhia no mesmo período.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Conflito no Oriente Médio