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Petrobras amplia reservas provadas e garante fôlego para mais de uma década de produção

Publicado 28/01/2026 • 22:06 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Reservas provadas da Petrobras somaram 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente em 2025, segundo critérios da SEC, com adição líquida de cerca de 1,7 bilhão de boe no ano.
  • Índice de reposição de reservas atingiu 175% e o horizonte de produção chegou a 12,5 anos, indicando que a companhia repôs mais do que produziu mesmo em um ano recorde.
  • Crescimento das reservas foi impulsionado por campos do pré-sal e projetos em águas profundas, com destaque para Búzios, Tupi, Mero e ativos da Bacia de Sergipe-Alagoas.
Foto da fachada da Petrobras.

Foto da fachada da Petrobras.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A Petrobras informou nesta quarta-feira (28) que encerrou 2025 com um aumento relevante em suas reservas provadas de petróleo e gás natural, o que fortalece a base que sustenta a produção da companhia nos próximos anos. Pelos critérios da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador dos Estados Unidos, a companhia contabilizava 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em reservas provadas ao fim de dezembro.

Do total, 84% correspondem a óleo e condensado e 16% a gás natural. Ao longo do ano, a empresa adicionou cerca de 1,7 bilhão de boe em novas reservas, mesmo diante de um período de produção recorde.

O índice de reposição de reservas (IRR) atingiu 175%, o que indica que a companhia repôs mais do que extraiu em 2025. Já a relação entre reservas e produção, métrica que estima por quanto tempo a empresa consegue manter o atual nível produtivo, ficou em 12,5 anos.

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Segundo a Petrobras, a expansão das reservas decorreu principalmente do desempenho de campos já em operação, com destaque para Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos, além do avanço no desenvolvimento de áreas em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas, como Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste. Projetos de novos poços em regiões como Marlim Sul e Jubarte, nas bacias de Santos e Campos, também contribuíram para o resultado.

A companhia informou que não houve impacto relevante de variações no preço do petróleo sobre as estimativas de reservas, o que aponta para uma maior robustez econômica dos projetos em operação e em desenvolvimento.

O plano para os próximos anos inclui investimentos para ampliar o fator de recuperação dos campos já descobertos, ou seja, extrair uma parcela maior do petróleo existente. Além disso, a empresa almeja explorar novas fronteiras e diversificar o portfólio exploratório no Brasil e no exterior, como forma de sustentar a reposição de reservas.

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Mais de 90% das reservas provadas foram submetidas à certificação independente segundo os critérios da SEC, atualmente realizada pela consultoria DeGolyer and MacNaughton (D&M).

A Petrobras também divulga estimativas segundo o critério ANP/SPE, utilizado no Brasil. Por essa metodologia, as reservas provadas somaram 12,5 bilhões de boe no fim de 2025. As diferenças em relação ao padrão da SEC decorrem principalmente de premissas econômicas distintas e da possibilidade de considerar volumes além do prazo contratual de concessão.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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