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Por que investidores continuam apostando contra a Pop Mart e a Labubu?
Publicado 05/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 05/07/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Pexels
Por que investidores continuam apostando contra a Pop Mart e a Labubu?
A fabricante chinesa de brinquedos Pop Mart, dona da linha Labubu, segue no centro de uma disputa entre investidores otimistas e pessimistas nos mercados financeiros.
Mesmo após uma recuperação recente das ações em Hong Kong, investidores que apostam na queda dos papéis continuam ampliando suas posições vendidas.
O movimento ocorre em 2026, em meio a dúvidas sobre a capacidade da empresa de manter o forte crescimento impulsionado pelo sucesso global da linha Labubu e pela expansão internacional da marca.
Leia também: Os Labubus ficaram mais caros? Compare os preços oficiais no Brasil com os do exterior
Dados do mercado mostram que o volume de investidores posicionados para lucrar com uma eventual queda das ações da Pop Mart aumentou nos últimos meses, de acordo com a CNBC.
O comportamento chama atenção porque essas apostas têm enfrentado dificuldades diante da recuperação recente do papel.
Embora as ações ainda estejam bem abaixo do pico registrado em 2025, o desempenho desde abril reduziu parte das perdas acumuladas.
Leia também: Quanto você precisará gastar para ter um Labubu original no Brasil?
Isso colocou pressão sobre os investidores pessimistas, que esperavam uma trajetória de queda mais acentuada.
O cenário criou uma situação incomum. Entre as empresas mais vendidas a descoberto da bolsa de Hong Kong, a Pop Mart se tornou um dos casos em que os investidores apostando na desvalorização vêm encontrando maiores obstáculos para obter ganhos.
A principal preocupação está relacionada ao ritmo de crescimento da companhia fora da China.
Analistas mais cautelosos observam sinais de desaceleração da demanda em alguns mercados internacionais. O receio é que a forte popularidade da Labubu e de outras coleções da empresa possa perder intensidade após anos de crescimento acelerado.
Leia também: Labubu tem data para desembarcar no Brasil; veja quando começam as vendas
Outro fator que alimenta o ceticismo é a própria estratégia anunciada pela companhia para 2026. A direção da Pop Mart indicou que o foco do ano será consolidar operações, fortalecer estruturas e buscar crescimento mais sustentável, em vez de priorizar uma expansão agressiva.
Para parte do mercado, essa mudança de postura pode indicar uma fase de crescimento mais moderado em comparação aos resultados expressivos registrados anteriormente.
A Labubu se transformou em um dos maiores fenômenos do setor de brinquedos colecionáveis nos últimos anos e ajudou a impulsionar a valorização da Pop Mart.
No entanto, alguns investidores questionam até que ponto a popularidade da personagem pode continuar sustentando os resultados da empresa no longo prazo.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Pop Mart faz parceria com a Candide e traz Labubus oficialmente ao Brasil
O desafio está em manter o interesse dos consumidores por novas coleções e criar propriedades intelectuais capazes de repetir o sucesso alcançado pela Labubu.
Caso a demanda perca força, a empresa pode enfrentar dificuldades para manter o mesmo ritmo de crescimento observado recentemente.
Enquanto os pessimistas enxergam sinais de desaceleração, os defensores da empresa destacam fatores que podem sustentar a trajetória da Pop Mart.
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Entre eles estão o lançamento constante de novos produtos, a capacidade de desenvolver personagens próprios e a expansão da presença internacional da marca.
Analistas favoráveis à companhia também apontam que, após a forte correção das ações desde o pico histórico, os papéis passaram a negociar em níveis considerados mais atrativos por parte do mercado.
Além disso, a marca continua demonstrando força junto ao público consumidor, especialmente entre colecionadores e fãs de produtos licenciados.
A manutenção de um grande volume de posições vendidas também aumenta os riscos para os próprios investidores pessimistas.
Com grande parte das ações disponíveis para empréstimo já comprometida, torna-se mais caro abrir novas apostas contra a empresa.
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Esse cenário pode limitar os ganhos potenciais das posições vendidas e elevar os custos de manutenção dessas operações.
Caso as ações continuem avançando, o mercado ainda pode enfrentar um movimento conhecido como “short squeeze”, quando investidores vendidos são obrigados a recomprar ações para reduzir prejuízos, impulsionando ainda mais os preços.
Leia também: Auditorias falharam? O risco oculto por trás da produção da Labubu entra no radar do mercado
A batalha em torno da Pop Mart reflete duas leituras distintas sobre o futuro da companhia. Investidores preocupados com uma possível desaceleração do fenômeno Labubu e com os desafios da expansão internacional.
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