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Primeira reunião da Berkshire Hathaway sem Buffett em mais de 60 anos testa sucessão da companhia

Publicado 01/05/2026 • 08:23 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • A transição de poder em um dos maiores conglomerados do mundo deixa de ser simbólica e se torna concreta neste fim de semana em Omaha, Nebraska.
  • O "Oráculo de Omaha", que transformou a companhia em um império de US$ 1,03 trilhão, permanece como presidente do conselho.
  • A peregrinação anual a Omaha, que reúne acionistas, admiradores e curiosos de todo o mundo — deve ser menor este ano.

A transição de poder em um dos maiores conglomerados do mundo deixa de ser simbólica e se torna concreta neste fim de semana em Omaha, Nebraska. Começa no sábado (2) a primeira assembleia anual da Berkshire Hathaway sem Warren Buffett nos palcos.

O “Oráculo de Omaha”, que transformou a companhia em um império de US$ 1,03 trilhão, permanece como presidente do conselho, mas quem conduzirá a reunião de acionistas é Greg Abel, enquanto Buffett senta na plateia.

O novo CEO terá uma hora para falar sobre os negócios e duas horas e meia para responder perguntas, ao lado do diretor de seguros Ajit Jain, da diretora da ferrovia BNSF, Katie Farmer, e de Adam Johnson, responsável pelas áreas de consumo e varejo.

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Isso representa uma mudança em relação ao formato anterior: Buffett e seu antigo vice Charlie Munger, morto em 2023, chegavam a passar cinco horas no microfone, com avaliações que se tornaram lendárias sobre economia, mercados e a própria vida.

Os números que Abel herda

A transição não é exatamente tranquila do ponto de vista financeiro. Desde que Buffett anunciou inesperadamente, no ano passado, que deixaria o cargo de CEO, as ações da Berkshire caíram 12%. No mesmo período, o S&P 500 subiu 25%. O conglomerado negocia atualmente a cerca de 1,4 vezes seu valor patrimonial.

O desafio mais imediato de Abel, no entanto, está no caixa. A Berkshire encerrou 2025 com aproximadamente US$ 373 bilhões em reservas, uma montanha de dinheiro que a empresa não consegue alocar. A companhia não realiza uma aquisição relevante há uma década e não paga dividendos desde 1967.

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Em janeiro, pagou US$ 9,5 bilhões pelo negócio de produtos químicos da Occidental Petroleum. Abel também retomou recompras de ações em março, as primeiras desde maio de 2024. Mas são movimentos que mal arranham o problema.

Além do caixa, Abel assume a supervisão de 94% do portfólio de ações da Berkshire, avaliado em cerca de US$ 300 bilhões, e que inclui Apple, American Express, Coca-Cola e cinco casas comerciais japonesas.

A fatia caiu no colo de Abel após a saída de Todd Combs, em dezembro, para o JPMorgan Chase. Abel não tem experiência formal em gestão de ações. Os 6% restantes ficam com Ted Weschler.

Omaha sente a diferença

A peregrinação anual a Omaha, que reúne acionistas, admiradores e curiosos de todo o mundo — deve ser menor este ano. Em 2025, 95% dos quartos de hotel no Condado de Douglas estavam reservados para o evento.

Neste ano, as reservas caíram, com redução especialmente entre visitantes internacionais. Em 2025, quase 30 mil pessoas viajaram mais de 97 km apenas para ver Buffett — sem contar estrangeiros.

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Quem é Greg Abel

Abel fez parte do conselho da Berkshire Hathaway desde 2018 e seu cargo atual é vice-presidente de operações não relacionadas a seguros. Essa função coloca os negócios da Berkshire em áreas como serviços públicos, ferrovias e varejo sob sua responsabilidade.

O setor de serviços públicos e energia foi onde Abel, de 62 anos, começou sua carreira antes de se tornar o braço direito de Buffett. Ele ingressou na Berkshire quando a empresa de Buffett fechou um acordo para aquisição do controle acionário da MidAmerican Energy, da qual Abel era executivo, em 1999. Posteriormente, atuou como CEO da empresa, que foi renomeada para Berkshire Hathaway Energy.

Um papel fundamental de Abel nos últimos anos tem sido seu envolvimento com a crescente participação da Berkshire em cinco conglomerados japoneses. Abel afirmou durante a assembleia de acionistas no sábado que espera que a Berkshire mantenha esses investimentos no Japão por décadas.

Abel é conhecido como o herdeiro aparente de Buffett desde 2021, quando o falecido Charlie Munger revelou a decisão em uma assembleia de acionistas. A decisão, amplamente divulgada, deu a Abel tempo para conquistar acionistas e outros stakeholders importantes da Berkshire.

Nascido no Canadá, Abel estudou na Universidade de Alberta e é apaixonado por hóquei. Em sua carta anual de 2023, Buffett disse que ele e Abel moraram a poucos quarteirões de distância um do outro em Omaha na década de 1990, mas nunca se encontraram pessoalmente durante esse período.

(Com informações da CNBC)

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