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Quem é o jovem que largou a faculdade e criou uma produtora milionária aos 25 anos

Publicado 27/01/2026 • 11:19 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Aos 25 anos, o canadense Tuan Le transformou uma promessa feita ainda na adolescência em um negócio que ultrapassou a marca de US$ 1 milhão em faturamento anual.
  • No fim de 2022, Le deixou o trabalho voluntário e fundou a ShortsCut, lançada oficialmente em janeiro de 2023.
  • O crescimento acelerado do TikTok mudou o rumo do negócio, ao observar padrões de vídeos que viralizavam na plataforma.
Tuan Le empresário

Foto: reprodução CNBC

Produtora de vídeos criada por jovem de 25 anos ultrapassa US$ 1 milhão em faturamento anual

O fundador da produtora de vídeos curtos ShortsCut, sediada em Toronto, conseguiu, em 2025, assegurar estabilidade financeira aos pais, imigrantes vietnamitas que deixaram o país de origem em busca de melhores oportunidades.

Aos 25 anos, o canadense Tuan Le transformou uma promessa feita ainda na adolescência em um negócio que ultrapassou a marca de US$ 1 milhão em faturamento anual (cerca de R$ 5.258.300).

O caminho envolveu abandonar a faculdade, apostar no crescimento das redes sociais e identificar, antes de muitos concorrentes, o potencial comercial do TikTok, segundo a matéria publicada na CNBC.

A decisão que guiaria o futuro de Tuan Le foi tomada cedo, aos 15 anos, pouco após a família se mudar do Vietnã para o Canadá, ele prometeu aos pais que os ajudaria a se aposentar em uma década.

Sem domínio do inglês e vendo os pais enfrentarem longas jornadas de trabalho para sustentar a família, Le relata que aquele período foi decisivo para definir suas ambições. Apesar de viverem com conforto no Vietnã, os pais venderam tudo para recomeçar no exterior, acreditando que o Canadá ofereceria mais oportunidades aos filhos. O esforço cobrou um preço físico e emocional, especialmente do pai, que chegava a trabalhar durante a madrugada.

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O primeiro contato com o audiovisual

Durante a adolescência, ainda tentando se adaptar ao novo país, Le encontrou nos videogames uma válvula de escape. Ao editar vídeos das próprias partidas, começou a desenvolver habilidades técnicas em edição, sem imaginar que aquilo se tornaria sua profissão.

O interesse cresceu e, após concluir o ensino médio, ele se matriculou em uma escola de cinema em Toronto, em 2018. Poucos meses depois, produziu um curta-metragem inspirado na história dos pais, que acabou reconhecido pela instituição.

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O resultado, no entanto, teve um efeito inesperado, convencido de que precisava buscar desafios maiores, Le decidiu abandonar o curso.

Improviso

Sem diploma e sem experiência formal, o jovem tentou se inserir no mercado audiovisual local, enviando propostas para produtoras, agências e executivos. Ainda sem retorno, fez uma escolha arriscada: trabalhar gratuitamente por três meses em uma empresa de produção de conteúdo, em troca de aprendizado sobre negociação, contratos e gestão.

Paralelamente, começou a oferecer vídeos para pequenos restaurantes de Toronto, no início, aceitava refeições como pagamento e utilizava apenas o celular para gravar. O modelo era precário, mas serviu como laboratório. Foi nesse período que percebeu que os vídeos tradicionais para Instagram tinham alcance limitado.

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A aposta no TikTok

O crescimento acelerado do TikTok mudou o rumo do negócio, ao observar padrões de vídeos que viralizavam na plataforma, Le passou a adaptar esses formatos para promover restaurantes locais.

A proposta era ousada: cobrar pacotes fechados de vídeos e garantir resultados, com reembolso em caso de fracasso. Os primeiros testes trouxeram milhões de visualizações somadas e crescimento expressivo de seguidores para os clientes.

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Com estudos de caso em mãos, Le passou a vender a ideia para novos contratantes, agora com valores mais elevados e foco exclusivo em vídeos curtos pensados para viralizar.

ShortsCut

No fim de 2022, Le deixou o trabalho voluntário e fundou a ShortsCut, lançada oficialmente em janeiro de 2023. A empresa rapidamente expandiu sua carteira de clientes, atendendo não apenas o setor de alimentação, mas também marcas de tecnologia e produtos de consumo.

O modelo de negócios é baseado em contratos mensais, com valores que atualmente variam entre US$ 10 mil e US$ 16 mil, de acordo com a demanda de produção. Em 2025, a produtora registrou faturamento de US$ 1,08 milhão, com lucro líquido superior a US$ 480 mil.

A estrutura da ShortsCut também evoluiu, o que começou como um trabalho individual passou a contar com uma equipe internacional formada por criadores de conteúdo, roteiristas e gerentes de projeto. Ao final de 2025, o time somava cerca de 15 profissionais distribuídos em diferentes países.

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Com o histórico de campanhas bem-sucedidas, Le deixou de oferecer garantias formais de viralização. Segundo ele, os resultados anteriores passaram a funcionar como credencial suficiente para atrair grandes marcas.

A aposentadoria dos pais

O objetivo pessoal que motivou toda a trajetória foi alcançado em 2025. Com a consolidação da empresa, Le passou a enviar mensalmente cerca de 5 mil dólares canadenses aos pais, valor suficiente para cobrir despesas básicas e garantir tranquilidade financeira. Embora continuem trabalhando por opção própria, os pais reduziram a carga de trabalho e hoje atuam apenas alguns dias por semana em uma feira de produtores locais.

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Apesar do sucesso precoce, Le afirma que vê a ShortsCut apenas no início da trajetória. Seu plano é ampliar a operação e transformar a produtora em uma empresa com faturamento anual de US$ 100 milhões nos próximos cinco anos.

Não é o único jovem bilionário

Além de Tuan Le, há outros brasileiros que fazem partem da lista de jovens bilionários do mundo. Segundo a reportagem publicada no Times Brasil -Licenciado Exclusivo CNBC, Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, ambos com menos de 30 anos, tornaram-se bilionários após fundarem a Brex, empresa criada nos Estados Unidos.

A empresa atende dezenas de milhares de clientes e já ultrapassou o universo das startups, com empresas de médio porte representando a maioria da base.

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Entra nesta lista, Luana Lopes Lara, a brasileira é formada em ciência da computação pelo MIT e passou pelos estágios de verão da Bridgewater Associates e da Citadel, em 2018 fundou a startup Kalshi, atualmente avaliada em US$ 11 bilhões (R$ 58,63 bilhões).

Assim como Tuan Le, que conquistou o mercado com sua produtora, e os brasileiros no mundo da tecnologia, cada dia que passa mais jovens estão ficando bilionários.

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