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Banco Master e Reag: quais as semelhanças entre as duas liquidações?

Publicado 17/01/2026 • 06:44 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., antiga Reag Trust DTVM,.
  • Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central emitiu uma nota comunicando a liquidação extrajudicial do Banco Master.
  • O Banco Central informou que as investigações não se encerram com a liquidação.
Nome Banco Master e Reag

Foto: Divulgação

Semelhanças entre as liquidações da Reag e do Banco Master

O Banco Central decretou na última quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., antiga Reag Trust DTVM, sediada na região da Faria Lima, em São Paulo.

A medida foi adotada após a constatação de graves infrações às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional, consideradas incompatíveis com a continuidade das operações.

O movimento segue uma linha semelhante à adotada pelo regulador em casos recentes, como o do Banco Master, liquidado em novembro do ano passado, e reforça o discurso de maior rigor na supervisão do mercado financeiro.

Leia também: Reag e Banco Master: por que a gestora passou a ser investigada pela Polícia Federal?

A CBSF DTVM atua como distribuidora de títulos e valores mobiliários e está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, reservado a instituições de menor porte. A empresa representa menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro.

Embora não tenha relevância sistêmica, o enquadramento não ameniza a gravidade das irregularidades encontradas. O BC deixou claro que o porte da instituição não interfere na aplicação das medidas quando há descumprimento relevante das regras.

Por que a liquidação foi decretada?

Assim como ocorreu no caso do Banco Master, a decisão se baseia na identificação de violações graves às normas que disciplinam o funcionamento das instituições financeiras e do mercado de capitais.

O Banco Central não detalhou publicamente as irregularidades, mas classificou os problemas como estruturais, a ponto de inviabilizar qualquer plano de recuperação.

Leia também: Quem é o liquidante da Reag e por que o Banco Central optou pela liquidação extrajudicial

A liquidação extrajudicial é considerada uma medida extrema, acionada quando o regulador entende que os mecanismos de correção falharam e que a manutenção da instituição em funcionamento representa risco ao cumprimento das regras do sistema.

O que muda a partir da liquidação?

Com a decretação, a CBSF DTVM deixa de operar normalmente. Um liquidante é nomeado para administrar o processo, preservar os ativos existentes, apurar obrigações e conduzir o encerramento das atividades conforme a legislação.

Nos termos da lei, os bens dos controladores e dos ex-administradores tornam-se indisponíveis. A mesma providência foi adotada no caso do Banco Master e pretende impedir a dilapidação de patrimônio enquanto são apuradas eventuais responsabilidades administrativas e civis.

Leia também: O que é liquidação extrajudicial? Entenda regime aplicado pelo BC à Reag

Pontos em comum com o caso Banco Master

Apesar das diferenças de porte e atuação, os dois casos compartilham elementos centrais. Em ambos, o Banco Central apontou violações graves às normas do sistema financeiro, optou pela liquidação extrajudicial e determinou o bloqueio de bens de administradores.

Outra semelhança está no papel do regulador, tanto na Reag quanto no Banco Master, o BC destacou que a medida foi tomada após a constatação de que não havia condições de normalização das atividades.

Leia também: Lucratividade extraordinária? Fundo ligado à Reag multiplicou patrimônio em 30 mil vezes após operação com Banco Master

A lógica é interromper rapidamente o funcionamento da instituição e acelerar sua saída do Sistema Financeiro Nacional.

Confira outras 5 semelhanças entre as liquidações da Reag e do Banco Master:

1. Ausência de plano viável de recuperação

Em ambos os episódios, o Banco Central avaliou que não havia condições de normalização ou recuperação das instituições, o que levou à adoção da liquidação como solução definitiva.

2. Afastamento da administração

As duas liquidações implicaram a interrupção das atividades regulares, o afastamento dos administradores e a nomeação de um liquidante responsável por preservar ativos, apurar obrigações e conduzir o encerramento das operações.

3. Bloqueio de bens de controladores e ex-administradores

Nos dois casos, foi determinada a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-dirigentes, como forma de evitar a dilapidação de patrimônio enquanto são apuradas responsabilidades administrativas e civis.

4. Sinalização de endurecimento da supervisão

As duas decisões fazem parte de um contexto mais amplo de reforço da atuação do regulador, com maior rigor na fiscalização de governança, controles internos e cumprimento das normas prudenciais.

5. Objetivo de proteger o funcionamento do sistema financeiro

Em ambos os casos, o Banco Central justificou a medida como necessária para preservar a integridade, a credibilidade e o funcionamento regular do Sistema Financeiro Nacional, ainda que as instituições envolvidas tenham perfis e tamanhos distintos.

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O Banco Central informou que as investigações não se encerram com a liquidação, e seguirá apurando os fatos, podendo aplicar sanções administrativas adicionais, além de encaminhar informações a outros órgãos competentes, se for o caso.

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