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Como o Grupo Mateus virou uma potência do varejo brasileiro
Publicado 24/11/2025 • 09:04 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/11/2025 • 09:04 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Naquele 1986 marcado pelo otimismo do Plano Cruzado, quando o país acreditou ter domado a inflação e a seleção de Telê Santana era tratada como favorita para a Copa do México, um jovem maranhense começava a construir, quase anonimamente, a base do império que levaria seu sobrenome para o topo do varejo brasileiro. Em Balsas, então com apenas 23 mil habitantes, Ilson Mateus Rodrigues abriu seu primeiro armazém aos 22 anos.
A história do empresário começa ainda antes disso, na vizinha Imperatriz, onde trabalhou como engraxate, torneiro mecânico, garimpeiro e vendedor de cachaça. Esse percurso diverso antecedeu a abertura da pequena mercearia de 50 metros quadrados que, décadas depois, se transformaria no Grupo Mateus.
A expansão começou a ganhar forma em 1997, com a entrada no segmento de eletrodomésticos. Em 2000, vieram as primeiras lojas fora de Balsas, chegando a Imperatriz, Santa Inês e São Luís. O movimento que começava no Maranhão logo avançaria para o Pará, Piauí e, posteriormente, por todo o Nordeste.
Em 2025, o Mateus já ocupava o posto de terceiro maior grupo de varejo alimentar do Brasil, atrás apenas de Carrefour e Assaí, e à frente do Pão de Açúcar, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).
Pouco antes da crise desencadeada pela revisão bilionária de estoques divulgada em novembro de 2025, o grupo registrava forte crescimento. No terceiro trimestre do ano, a receita líquida avançou 29%, para R$ 10,7 bilhões, impulsionada pela aquisição do Novo Atacarejo. O lucro líquido alcançou R$ 509 milhões e as vendas em mesmas lojas (SSS) aumentaram 3,5%.
Entre julho e setembro, o Mateus inaugurou 13 unidades em atacado, atacarejo e supermercados, todas na região Nordeste, onde o grupo afirma deter cerca de 31% de participação de mercado. Ao todo, a rede soma 306 lojas distribuídas por Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Paraíba, apoiadas por 19 centros de distribuição.

O Grupo Mateus reforçou que a expansão recente segue uma estratégia de multicanalidade. A empresa aposta na combinação de lojas físicas em diferentes formatos — ruas, shopping centers e grandes unidades de atacarejo — com a ampliação das operações digitais.
A integração entre os canais, afirma o grupo, amplia o alcance da marca, fortalece a presença nos estados onde já opera e oferece alternativas de compra capazes de alcançar perfis variados de consumidores, em diferentes momentos da jornada de consumo.
Segundo a ABRAS, a conjuntura de 2024 ajudou a criar condições favoráveis ao avanço do varejo alimentar. O consumo das famílias subiu 4,8%, segundo o IBGE — o melhor resultado desde 2011. O desemprego recuou para 6,2% no fim do ano, com média de 6,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
O rendimento médio real alcançou R$ 3.255, enquanto a massa salarial cresceu 7,7%, ultrapassando R$ 330 bilhões. Programas de transferência de renda — como Bolsa Família, Auxílio Gás e Pé-de-Meia — reforçaram o movimento, levando 8,7 milhões de brasileiros a sair da condição de pobreza e a ingressar no mercado consumidor.
Mesmo diante da inflação mais alta em alimentos e bebidas, de 7,69% no ano, a melhora da renda garantiu a manutenção do consumo. O impacto positivo também se refletiu no emprego: o varejo de autosserviço reúne mais de 9 milhões de trabalhadores em 424 mil lojas espalhadas pelo país.
Para Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS, o setor atravessou um ciclo de retomada sólida após anos difíceis. Ele destaca que o crescimento de 6,5% em 2024 contrasta com o ritmo de 1,8% registrado em 2014, reforçando a resiliência das grandes redes — entre elas o Grupo Mateus.
Em números gerais, o varejo alimentar brasileiro registrou R$ 1,067 trilhão em faturamento em 2024, equivalente a 9,12% do PIB, atendendo diariamente cerca de 30 milhões de consumidores.
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