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Stock Car mira R$ 230 milhões em 2026 com tecnologia, mídia e novos negócios, diz CEO do Grupo Veloci Lincoln Oliveira
Publicado 06/07/2026 • 22:42 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 06/07/2026 • 22:42 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A Stock Car mira uma nova fase de crescimento fora das pistas, com investimentos em mídia, tecnologia, conteúdo, hospitalidade e novos negócios. O Grupo Veloci, dono da categoria, projeta alcançar R$ 230 milhões em receita em 2026.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Lincoln Oliveira, CEO do Grupo Veloci, afirmou que a companhia segue dentro do plano traçado para o ano. Segundo ele, a estratégia passa por elevar o nível de governança e transformar as categorias em uma plataforma profissional de negócios, entretenimento e experiências.
“A gente está seguindo um plano, com um nível de governança muito profissional, que é uma marca importante do Grupo Veloci”, disse.
A meta de longo prazo do grupo é chegar a R$ 500 milhões em receita nos próximos anos. Oliveira afirmou que o crescimento deve vir da aquisição de novas categorias, do desenvolvimento de negócios dentro do motorsport e da atração de patrocinadores interessados em ativações ligadas ao esporte.
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O executivo disse que a Stock Car tem buscado seguir parte do modelo da Fórmula 1, com mais experiências para o público, entregas de hospitalidade e maior aproximação com os jovens.
“Para nós, é muito importante que o jovem hoje esteja engajado no motorsport, porque amanhã ele também vai estar assistindo e principalmente estando dentro do ambiente do motorsport para negócios e entretenimento”, afirmou.
O portfólio do Grupo Veloci reúne Stock Pro Series, Stock Light, FIA Fórmula 4 Brasil, TCR e Turismo Nacional. Segundo Oliveira, essa consolidação colocou a companhia como o maior grupo de motorsport da América Latina.
Ao comentar a disputa pela atenção do público, o executivo disse que plataformas como a Netflix podem ser parceiras, e não concorrentes. Ele citou o exemplo de “Drive to Survive”, série que ampliou o alcance global da Fórmula 1, e afirmou que o grupo pensa em desenvolver algo semelhante para a principal categoria da Stock Car.
A tecnologia também ocupa papel importante na estratégia. Oliveira afirmou que o grupo usa inteligência artificial no dia a dia da companhia e pretende ampliar a aplicação no esporte, especialmente na análise da telemetria dos carros.
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Siga o Times | CNBCSegundo o CEO, a Stock Pro Series já utiliza rede 5G privada nos carros, o que permite gerar uma grande massa de dados. A partir de 2027, a companhia pretende coletar essas informações em tempo real e usar inteligência artificial para apontar melhorias e fiscalizar regras com base na telemetria.
“Os carros são conectados com 5G privado e geram uma massa de dados enorme. Nós vamos iniciar agora, em 2027, um sistema para fazer a coleta desses dados em tempo real e colocar uma IA para fazer análise”, disse.
Para Oliveira, a Stock Car também oferece aos patrocinadores uma forma de traduzir produtos industriais e tecnológicos em experiências de marca. Ele citou fornecedores de materiais usados nos carros como exemplo de empresas que podem mostrar suas soluções em um ambiente competitivo e de alta exposição.
O avanço internacional, no entanto, ainda enfrenta obstáculos. Segundo o executivo, a maior dificuldade está na logística, considerada um dos principais custos do motorsport. Ele afirmou que componentes de alta tecnologia, como peças de motor e câmbio, ainda precisam ser importados, o que encarece a operação.
“A logística para o motorsport é um produto muito caro. E, principalmente, a importação de componentes aumenta muito o custo”, afirmou.
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Oliveira também avaliou que o Brasil vive um novo momento no automobilismo, com pilotos em diferentes categorias internacionais, como Fórmula 1, Indy e Fórmula E. Pai de Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro na Fórmula 1, ele disse que o país ainda tem capacidade de formar talentos em nível mundial.
Segundo o executivo, o Grupo Veloci estruturou no Brasil uma trilha de desenvolvimento para jovens pilotos, da saída do kart até categorias como Turismo Nacional, Stock Light, TCR, Fórmula 4 e Stock Pro.
“Nós criamos esse caminho exatamente porque eu vivi e levei o Gabriel até a Fórmula 1. Eu sei o quão difícil é, e a gente quer ajudar outras famílias”, afirmou.
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