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CEO de empresa de tecnologia aponta desafios e soluções para melhorar experiência de uso de dados em casa pelos brasileiros
Publicado 14/08/2025 • 15:00 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 14/08/2025 • 15:00 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Homem usa laptop em casa.
Unplash
A internet já está em aproximadamente noventa por cento dos domicílios brasileiros, de acordo com o último levantamento divulgado pelo IBGE. O aumento da banda larga fixa e móvel, atrelado a um processo de urbanização do país, impôs um crescimento no número de residências conectadas nos últimos anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A exigência dos usuários por qualidade do sinal também aumenta no mesmo ritmo. Com mais possibilidades de se conectar no sofá de casa, no quarto ou em um escritório doméstico, cresce o volume de dados consumidos em trabalho e entretenimento. Por isso, convidamos Márcio Fabbris, executivo com vinte anos de experiência no setor de telecomunicações e CEO da Nio, para escrever um artigo sobre os desafios dos fornecedores e as soluções com uso de alta tecnologia para melhorar progressivamente a experiência do internauta brasileiro.

Por Marcio Fabbris, CEO da Nio
A nova era da internet fixa está mudando de endereço. Agora, a parada final é a experiência dentro de casa. Se antes o debate girava em torno da velocidade contratada ou do tipo de cabo que chegava à porta, agora o verdadeiro valor está no desempenho do Wi-Fi nos cômodos, na estabilidade da conexão e na fluidez da experiência digital.
Tecnologias como Wi-Fi 6, redes mesh e suporte baseado em inteligência artificial anunciam uma transformação silenciosa, mas decisiva: a internet do futuro não será medida em megas, mas sim em eficiência, personalização e confiabilidade.
A internet fixa no Brasil já soma quase três décadas de história, mas foi apenas nos últimos 10 anos que viveu seu maior salto qualitativo: a chegada da fibra óptica. Essa onda substituiu o cobre e suas limitações por uma tecnologia capaz de proporcionar uma navegação mais robusta, adequada ao streaming, às reuniões online, aos jogos em tempo real e ao uso simultâneo de diversos dispositivos.
Com a redução dos custos da fibra e dos equipamentos, o setor assistiu ao surgimento de mais de 10 mil provedores regionais. Mas o ciclo de expansão acelerada deu lugar a uma nova etapa: mais madura, mais exigente e centrada na entrega.
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Entramos agora em uma nova onda da internet fixa. Desta vez, o avanço não está no cabo, mas no que acontece depois dele. Não basta mais ter fibra até o modem: é essencial garantir que o sinal funcione bem em todos os ambientes da casa, sem zonas mortas, travamentos ou quedas constantes.
É aí que tecnologias como Wi-Fi 6, mesh e redes de fibra de qualidade se tornam protagonistas. Elas ampliam o alcance, reduzem a latência e suportam dezenas de conexões simultâneas — acompanhando os novos hábitos digitais com mais inteligência.
Mais importante ainda: essa nova fase exige suporte preditivo, capaz de antecipar e resolver problemas antes que o cliente perceba. Soluções baseadas em inteligência artificial e machine learning tornam possível oferecer uma jornada conectada mais fluida.
Hoje, boa parte das insatisfações relatadas pelos usuários não tem relação com a rede externa, mas com a performance do Wi-Fi: o sinal não chega ao quarto, o vídeo trava, a chamada falha mesmo com internet contratada. Isso abre espaço para um novo papel no setor: o de concierge digital.
A operadora que se comprometer a cuidar da casa conectada como um ecossistema — otimizando o sinal, adaptando o serviço às rotinas e antecipando falhas — estará em posição de vantagem. Trata-se de oferecer uma experiência completa, com soluções que se integram ao cotidiano do usuário de forma invisível, confiável e personalizada. Um verdadeiro “personal Wi-Fier”.
A demanda por redes resilientes, inteligentes e adaptáveis não para de crescer. Isso inclui casas inteligentes, realidade virtual, trabalho remoto, games na nuvem e muito mais. Mas atender a esse novo padrão exigirá mais do que bons roteadores.
Será necessário investir em tecnologia de ponta, inteligência de dados e modelos de relacionamento digital mais eficientes e transparentes. Poucos estarão prontos para esse desafio — e é justamente aí que está a oportunidade.
O crescimento do setor virá menos da ativação de novos clientes e mais da migração e retenção baseada em confiança. A disputa será vencida por quem conseguir entregar uma conexão estável, suporte ágil e soluções sob medida para o dia a dia digital das pessoas.
Quem está preparado para liderar essa transformação? O futuro da internet fixa será definido não por quem promete mais megas, mas por quem garante conexões que funcionam. A experiência deixou de ser um detalhe e passou a ser o centro da relação com o cliente. E quem entender isso primeiro sairá na frente.
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