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EXCLUSIVO: Avanço da IA pode causar ‘choque no sistema’ nos mercados de crédito, diz analista de banco suíço
Publicado 13/02/2026 • 19:12 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 13/02/2026 • 19:12 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O mercado de empréstimos alavancados e crédito privado, avaliado em US$ 3,5 trilhões (R$ 18,3 trilhões), pode ser o próximo atingido pela disrupção do boom da IA, de acordo com o analista do banco suíço UBS Group AG, Matthew Mish. Mish afirmou à CNBC que a transformação da inteligência artificial está ocorrendo mais rápido do que ele e seus colegas haviam antecipado anteriormente. Ele espera entre US$ 75 bilhões (R$ 392,3 bilhões) e US$ 120 bilhões (R$ 627,6 bilhões) em novos calotes nos dois mercados até o final deste ano.
O mercado de ações foi rápido em punir empresas de software e outros percebidos como perdedores do boom da inteligência artificial, mas os mercados de crédito provavelmente serão o próximo lugar onde o risco de disrupção da IA aparecerá, segundo o analista do banco suíço. Dezenas de bilhões de dólares em empréstimos corporativos devem entrar em default no próximo ano, à medida que empresas de software e serviços de dados pertencentes a private equity são pressionadas pela ameaça da IA, disse Mish em nota de pesquisa na quarta-feira (11).
“Estamos precificando parte do que chamamos de um cenário de disrupção rápido e agressivo”, disse Mish, chefe de estratégia de crédito da instituição, em entrevista. O analista afirmou que ele e sua equipe correram para atualizar as previsões porque os modelos mais recentes da Anthropic e OpenAI aceleraram as expectativas. “O mercado demorou a reagir porque não achava que isso aconteceria tão rápido. As pessoas estão tendo que recalcular a forma como avaliam o crédito, pois este não é um problema para 2027 ou 2028”, destacou.
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As preocupações dos investidores em torno da IA transbordaram este mês, à medida que o mercado mudou a visão da tecnologia de uma história de “maré crescente” para uma dinâmica de “o vencedor leva tudo“, em que novos players ameaçam empresas estabelecidas. Mish e outros analistas do banco suíço projetam um cenário base em que tomadores de empréstimos alavancados e crédito privado verão aumentos de até 2,5% e 4% nos calotes, respectivamente, até o final de 2026. Esses mercados são estimados em US$ 1,5 trilhão (R$ 7,8 trilhões) e US$ 2 trilhões (R$ 10,5 trilhões) em tamanho.
‘Credit crunch’?
Mish também destacou a possibilidade de uma transição de IA mais súbita e dolorosa, na qual os calotes saltariam o dobro das estimativas, cortando o financiamento para muitas empresas. Esse cenário é o que o jargão de Wall Street chama de “risco de cauda“. “O efeito cascata será um credit crunch (crise de crédito) nos mercados de empréstimos. Haverá uma reprecificação ampla do crédito alavancado e um choque no sistema vindo do crédito”, alertou.
Embora os riscos estejam aumentando, eles serão governados pelo tempo de adoção da IA pelas grandes corporações e pelo ritmo de melhoria dos modelos. “Ainda não estamos convocando esse cenário de risco de cauda, mas estamos nos movendo nessa direção”, disse ele. Empréstimos alavancados e crédito privado são geralmente considerados os cantos mais arriscados do crédito corporativo, pois financiam empresas com baixo grau de investimento e altos níveis de dívida.
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Quanto ao comércio de IA, Mish divide as empresas em três categorias: os criadores de modelos (como OpenAI); as firmas de software com grau de investimento (como Salesforce e Adobe), que possuem balanços robustos; e o grupo de empresas de software e serviços de dados de private equity com dívidas elevadas. “Os vencedores desta transformação têm menos probabilidade de vir desse terceiro grupo”, concluiu o analista.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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