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OpenAI prioriza lucro e abandona termo sobre segurança da IA em plano de R$ 2,6 tri; entenda
Publicado 13/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 13/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A OpenAI, criadora do chatbot de IA mais popular do mundo, costumava dizer que seu objetivo era construir inteligência artificial que “beneficiasse a humanidade com segurança, sem a restrição da necessidade de gerar retorno financeiro”. No entanto, a empresa parece não dar mais a mesma ênfase ao termo “segurança”.
Ao revisar o formulário de divulgação do IRS (Fisco dos EUA) de novembro de 2025, especialistas notaram que a OpenAI removeu a palavra “segurança” de sua declaração de missão. Essa mudança coincide com a transformação da organização de uma entidade sem fins lucrativos para um negócio focado em lucros crescentes, enquanto enfrenta processos por negligência, manipulação psicológica e morte por negligência.
Fundada em 2015 como um laboratório de pesquisa científica sem fins lucrativos, a OpenAI (que também produz o app de vídeo Sora) visava tornar suas descobertas públicas e isentas de royalties. Sob a liderança do CEO Sam Altman, a empresa criou uma subsidiária com fins lucrativos em 2019, recebendo um investimento inicial da Microsoft de US$ 1 bilhão (R$ 5,24 bilhões), valor que ultrapassou US$ 13 bilhões (R$ 68,1 bilhões) em 2024.
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Em uma rodada de financiamento no final de 2024, a empresa arrecadou US$ 6,6 bilhões (R$ 34,6 biçhões), com uma condição: o valor se tornaria dívida a menos que a OpenAI se convertesse em um negócio tradicional, onde investidores pudessem possuir ações sem limites de lucro.
Em outubro de 2025, a OpenAI firmou um acordo com os procuradores-gerais da Califórnia e de Delaware para se tornar uma sociedade de benefício público. A estrutura foi dividida em duas: a OpenAI Foundation (sem fins lucrativos) e o OpenAI Group (com fins lucrativos).
Embora as empresas de benefício público devam considerar interesses sociais, o conselho tem autonomia para decidir o que reportar. Após a mudança, o conglomerado japonês SoftBank finalizou um investimento de US$ 41 bilhões (R$ 214,8 bilhões) na companhia em dezembro.
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Nos formulários de 2022, a missão era construir uma IA que “beneficiasse a humanidade com segurança”. No documento protocolado no final de 2025, o texto mudou para: “garantir que a inteligência artificial geral beneficie toda a humanidade”.
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Siga o Times | CNBCA exclusão do compromisso com a segurança e com a liberdade de gerar lucro foi acompanhada pela dissolução da equipe de “alinhamento de missão”. Para analistas, essas mudanças sinalizam que a OpenAI prioriza lucros acima da segurança de seus produtos.
A OpenAI Foundation agora detém apenas uma participação de 26% no OpenAI Group, o que significa que o conselho sem fins lucrativos perdeu quase três quartos de seu controle. A Microsoft possui uma fatia ligeiramente maior, de 27%, devido ao seu investimento total de S13,8 bilhões.
A meta da reestruturação era atrair capital privado na corrida pela dominância da IA. Atualmente, a empresa negocia com o SoftBank mais S30 bilhões e pode receber até US$ 60 bilhões (R$ 314,4 bilhões) da Amazon, Nvidia e Microsoft somadas.
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A OpenAI está hoje avaliada em mais de S500 bilhões, um salto considerável em relação aos US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) de março de 2025. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que a “segurança será priorizada”, mas críticos ressaltam que, sem a palavra no estatuto, será difícil exigir responsabilidade legal dos diretores.
O acordo de reestruturação prevê um comitê de segurança com autoridade para vetar o lançamento de novos produtos baseado em riscos. Contudo, como quase todos os membros servem simultaneamente nos conselhos das duas entidades (com e sem fins lucrativos), a capacidade de fiscalização interna é questionável.
Existem modelos alternativos, como o da Health Net em 1992, onde reguladores exigiram que 80% do patrimônio permanecesse com uma fundação sem fins lucrativos. Especialistas argumentam que o público agora carrega o fardo de duas falhas de governança: o abandono da missão de segurança pela OpenAI e a conivência das autoridades reguladoras.
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