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Exclusivo CNBC: Apple faz 50 anos sob pressão e encara dúvidas sobre fôlego na corrida da I.A.
Publicado 01/04/2026 • 10:54 | Atualizado há 47 minutos
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Publicado 01/04/2026 • 10:54 | Atualizado há 47 minutos
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Unsplash
Fachada de uma loja da Apple.
De uma empresa criada em uma garagem a uma das maiores companhias de tecnologia do mundo, a Apple completou 50 anos na terça-feira (31) em meio a questionamentos sobre sua capacidade de manter o ritmo de inovação em um setor cada vez mais moldado pela inteligência artificial.
Ao longo de meio século, a empresa ajudou a redefinir a indústria e a cultura popular com computadores pessoais, smartphones e tocadores de música. Hoje, no entanto, investidores se perguntam se a companhia vai conseguir repetir movimentos transformadores como o do primeiro iPhone — ou se ficará restrita a atualizações incrementais.
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O iPhone segue no centro da estratégia. O aparelho ainda responde por uma fatia significativa da receita e sustenta o ecossistema da marca, impulsionando a venda de serviços e garantindo receita recorrente sobre uma base instalada de mais de 1 bilhão de usuários. Esse modelo tem sido fundamental para manter o desempenho financeiro.
Ao mesmo tempo, a Apple busca novas frentes. O Vision Pro, headset de realidade mista com preço elevado, marcou a entrada da empresa em uma nova categoria. Há também especulações sobre um possível iPhone dobrável, um segmento ainda pequeno em volume, mas de ticket médio elevado, compatível com o posicionamento premium da marca.
A discussão mais estratégica, porém, gira em torno da inteligência artificial. Com o avanço de sistemas mais “agênticos”, capazes de executar tarefas em nome do usuário, surge a dúvida sobre qual será a principal interface: o smartphone ou dispositivos como óculos inteligentes.
Diferentemente de outras gigantes de tecnologia, a Apple não investiu pesadamente em infraestrutura própria de IA. A empresa optou por uma abordagem mais pragmática e planeja utilizar modelos do Gemini, do Google, integrados sob sua própria marca de inteligência.
A estratégia reduz riscos e custos de desenvolvimento, além de permitir que a companhia selecione as ferramentas mais adequadas para seus produtos.
A decisão representa uma mudança relevante para uma empresa historicamente conhecida por controlar toda a cadeia, do hardware ao software. Ao mesmo tempo, é vista como uma vitória estratégica para o Google, que passa a ter seus modelos distribuídos na ampla base de usuários da Apple.
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No curto prazo, o mercado também acompanha o impacto da volatilidade nos preços globais de memória sobre receitas e margens. A Apple, por atuar no segmento premium, tende a ser menos pressionada do que fabricantes focados em modelos de entrada. Ainda assim, investidores aguardam sinais de quanto desses custos será absorvido pela companhia e quanto poderá ser repassado ao consumidor.
O desempenho recente do iPhone 17 ajudou a reforçar a confiança na marca. O modelo ganhou tração em mercados-chave, como a China, e tornou-se um dos aparelhos mais populares da empresa globalmente. A recuperação da participação nesse mercado foi considerada um passo importante após sinais anteriores de enfraquecimento.
Mesmo assim, o ambiente competitivo mudou significativamente desde o lançamento do primeiro iPhone, em 2007. Empresas como Samsung e fabricantes chinesas, como Xiaomi, ampliaram sua presença global com dispositivos mais baratos e, em alguns casos, com recursos avançados de IA. A Huawei também avançou nesse campo antes de ser afetada por sanções dos Estados Unidos.
Com consumidores cada vez mais familiarizados com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude, cresce a expectativa de que os smartphones incorporem funcionalidades de IA mais sofisticadas. Para analistas, 2026 pode ser um ano decisivo para a Apple demonstrar que ainda consegue liderar essa transição.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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