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CNBCEXCLUSIVO CNBC: Nvidia articula US$ 500 bilhões em financiamento; CEO Jensen Huang diz que chips da empresa são “ativos investíveis”

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EXCLUSIVO CNBC: Nvidia articula US$ 500 bilhões em financiamento; CEO Jensen Huang diz que chips da empresa são “ativos investíveis”

Publicado 11/08/2026 • 09:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Nvidia assinou memorandos de entendimento com Apollo Global Management, Blackstone, BlackRock, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR para criar plataformas de financiamento para seus clientes.
  • A iniciativa pretende mobilizar mais de US$ 500 bilhões em capital de terceiros para hyperscalers, laboratórios de IA de fronteira e empresas construírem data centers e adquirirem equipamentos da Nvidia.
  • Executivos das sete empresas participaram de uma rara entrevista conjunta e ao vivo com Becky Quick, da CNBC, para discutir o anúncio.

Foto: Unsplash

A Nvidia está tentando transformar seus chips de inteligência artificial na mais nova classe de ativos de Wall Street, em uma parceria com seis grandes gestoras de ativos para uma iniciativa de financiamento de US$ 500 bilhões, projetada para tratar a infraestrutura computacional de forma semelhante a imóveis comerciais, rodovias pedagiadas ou outros ativos que podem servir como garantia para empréstimos.

A fabricante de chips assinou memorandos de entendimento com Apollo Global Management, Blackstone, BlackRock, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR para estabelecer plataformas de financiamento destinadas aos clientes da Nvidia, informou a empresa nesta segunda-feira em comunicado.

Executivos das sete companhias participaram de uma rara entrevista conjunta e ao vivo com Becky Quick, da CNBC, para discutir o anúncio.

A iniciativa pretende mobilizar mais de US$ 500 bilhões em capital de terceiros para hyperscalers, laboratórios de IA de fronteira e empresas que precisam expandir data centers e adquirir equipamentos da Nvidia, em uma possível mudança importante na forma como a infraestrutura de inteligência artificial é financiada.

Leia também: Nvidia articula plano de US$ 500 bilhões para financiar infraestrutura de IA

Ao utilizar crédito institucional, fundos de seguradoras e capital privado para financiar GPUs e data centers, a Nvidia pretende ajudar seus clientes finais a obter recursos sem precisar recorrer aos próprios balanços.

“Esta é realmente a primeira vez que chips de tecnologia se tornaram uma classe de ativos investível”, disse o fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, à CNBC.

“Agora, esses são ativos geradores de receita. Eles são produtivos, têm vida longa, são fungíveis e flexíveis.”

Huang argumentou que, como o hardware da Nvidia é amplamente adotado e pode ser transferido entre diferentes clientes, os credores podem financiar de maneira mais confiável a infraestrutura computacional como um ativo gerador de receita e com vida útil prolongada.

Historicamente, as GPUs são vistas como equipamentos que se depreciam rapidamente. A iniciativa da Nvidia desafia essa percepção ao transformar a capacidade computacional para I.A em uma infraestrutura de longo prazo que pode ser financiada pelo sistema bancário. Ainda assim, críticos podem questionar se os chips de inteligência artificial conseguirão manter seu valor à medida que novas gerações de hardware forem lançadas.

“Fundamentalmente, o que é diferente nesta indústria e nessa forma de computação é que o computador agora faz parte da infraestrutura, como a eletricidade, como a internet. Portanto, você precisa pensar nele como infraestrutura”, afirmou Huang na entrevista à CNBC.

Gestoras de ativos alternativos têm demonstrado interesse crescente em direcionar capital para a infraestrutura digital, utilizando recursos institucionais e de seguradoras para financiar projetos. Apollo e Blackstone, entre outras, já estruturaram financiamentos de dívida e participação acionária para empresas como a Anthropic.

A iniciativa de financiamento ocorre após uma queda nos mercados globais em julho, quando investidores começaram a questionar se os investimentos das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial dariam retorno.

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Com os hyperscalers a caminho de investir centenas de bilhões de dólares em data centers e hardware, agências de classificação de risco, como a Moody’s, alertaram que os níveis sem precedentes de investimentos estão começando a pressionar o fluxo de caixa livre e a levar as gigantes de tecnologia a assumir níveis maiores de endividamento.

Leia também: Nvidia vira alerta no mercado de I.A após preocupações sobre risco de colapso

“Engenharia financeira”

Líderes das instituições de Wall Street envolvidas no projeto — incluindo o CEO da BlackRock, Larry Fink, o presidente da Blackstone, Jon Gray, e o CEO do Goldman Sachs, David Solomon — disseram em comunicado divulgado na segunda-feira que a capacidade computacional evoluiu rapidamente para se tornar uma classe de ativos crítica, responsável por impulsionar a próxima etapa do crescimento econômico global.

“Estamos em um momento decisivo de um ciclo histórico de investimentos em I.A”, afirmou Solomon no comunicado.

“Nossos papéis de investimento e distribuição refletem nossa confiança na liderança da NVIDIA, e estamos entusiasmados com a nova oportunidade de criar um mercado de crédito lastreado em capacidade computacional da NVIDIA.”

Jensen procurou os gigantes de Wall Street para apresentar sua ideia para o projeto de financiamento, contou Solomon a Becky Quick, da CNBC.

A infraestrutura computacional para IA será vista como uma “classe de ativos financiável”, da mesma forma que os credores hipotecários analisam imóveis, disse Gray, da Blackstone, à CNBC.

A demanda por inteligência artificial está superando a oferta, com o uso de I.A nas empresas do portfólio da Blackstone tendo aumentado sete vezes neste ano, segundo Gray.

Fink, da BlackRock, afirmou acreditar que o projeto representa o início da “próxima era da engenharia financeira”, comparável à criação dos títulos lastreados em hipotecas na década de 1970.

Alguns fundos já foram levantados, mas a BlackRock pretende “levantar muito mais”, afirmou.

“Precisamos levantar esse dinheiro o mais rápido possível e colocá-lo para trabalhar, porque acredito que é realmente imperativo que os Estados Unidos sejam o líder mundial em I.A”, disse Fink à CNBC.

Leia mais: A I.A além da Nvidia: as empresas tradicionais que explodiram com a nova era dos dados

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