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A I.A além da Nvidia: as empresas tradicionais que explodiram com a nova era dos dados
Publicado 29/07/2026 • 06:30 | Atualizado há 46 minutos
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Publicado 29/07/2026 • 06:30 | Atualizado há 46 minutos
KEY POINTS
foto:pexels
A I.A além da Nvidia as empresas tradicionais que explodiram com a nova era dos dados
A explosão da inteligência artificial (I.A) criou uma nova geração de vencedoras no mercado financeiro que vai muito além da Nvidia. Enquanto os holofotes continuam voltados para as fabricantes de chips, empresas tradicionais de energia, refrigeração e armazenamento de dados passaram por uma transformação acelerada. Isso aconteceu porque elas passaram a fornecer a infraestrutura indispensável para sustentar a expansão dos data centers.
A revista Fortune apelidou esse grupo de “Centuriões da I.A”. O nome faz referência ao termo latino centum (“100”). Isso porque todas as companhias ultrapassaram US$ 100 bilhões em valor de mercado. Além disso, registraram retorno anualizado superior a 100% desde o início da corrida pela infraestrutura de inteligência artificial.
Embora o levantamento reúna seis empresas, quatro delas ajudam a explicar como negócios antes considerados maduros ganharam novo protagonismo com a nova era dos dados.
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A GE Vernova representa um dos exemplos mais expressivos dessa mudança. A companhia nasceu da separação da General Electric, concluída em abril de 2024. Desde então, sua capitalização de mercado saltou de aproximadamente US$ 39 bilhões para US$ 288 bilhões. O avanço foi impulsionado pela crescente demanda por energia para abastecer os data centers dedicados à inteligência artificial.
A empresa fornece turbinas a gás para grandes projetos ligados à I.A, mas seu crescimento não depende exclusivamente desse segmento. Cerca de 80% dos pedidos ainda vêm de outras áreas, principalmente da modernização das redes elétricas.
Ainda assim, a expectativa é que aproximadamente um quarto das encomendas em 2026 esteja relacionado aos data centers, refletindo o avanço da infraestrutura necessária para suportar os novos modelos de I.A.
Outro destaque é a Vertiv, que aproveitou o aumento da densidade de servidores para desenvolver soluções de refrigeração líquida voltadas aos chips utilizados em aplicações de inteligência artificial.
A tecnologia foi desenvolvida com apoio da Nvidia para atender às necessidades dos hiperescaladores, reduzindo o calor gerado pelos processadores e preservando seu desempenho.
A estratégia transformou os resultados da companhia. Em 2025, a Vertiv registrou receita de US$ 10,2 bilhões e multiplicou por seis seu lucro operacional, impulsionada pela demanda crescente por infraestrutura de resfriamento para centros de dados.
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A Seagate também mudou sua trajetória ao desenvolver soluções capazes de ampliar significativamente a capacidade de armazenamento dos discos rígidos.
Com a plataforma Mozaic e a tecnologia HAMR, a empresa conseguiu armazenar volumes muito maiores de dados, reduzir o custo para guardar um exabyte de informações e economizar espaço físico dentro dos data centers.
Os resultados apareceram rapidamente. No trimestre encerrado em abril, os embarques para data centers cresceram 39% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a receita avançou 44%, acompanhada por uma expansão das margens da companhia.
Diferentemente das demais empresas do grupo, a AppLovin não vende equipamentos para data centers. Seu crescimento veio do Axon, plataforma de inteligência artificial que analisa bilhões de dados de consumidores para direcionar campanhas publicitárias e melhorar a monetização de aplicativos e jogos.
Para isso, a empresa utiliza a capacidade computacional oferecida pelos data centers de I.A, ampliando continuamente o desempenho de seus algoritmos.
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No último ano, a receita da companhia aumentou 70%, enquanto o lucro cresceu 111%, reforçando como a inteligência artificial também criou oportunidades para empresas de software, além das fornecedoras de infraestrutura.
Apesar da forte valorização, o futuro desses “Centuriões da I.A” dependerá da continuidade dos investimentos dos hiperescaladores em infraestrutura. Caso o ritmo de expansão dos data centers diminua, essas empresas poderão enfrentar pressão sobre suas ações, já que o mercado ainda projeta crescimento acelerado dos lucros para sustentar suas avaliações bilionárias.
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