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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Wizz Air descarta risco de falta de combustível e prevê verão forte para aviação europeia

Publicado 05/06/2026 • 22:05 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Segundo o CEO József Váradi, as reservas para julho e agosto estão acima das registradas no ano passado, indicando demanda aquecida para a temporada de verão.
  • A companhia ampliou equipes e reforçou sua capacidade operacional com aeronaves e tripulações de reserva para reduzir o risco de interrupções.
  • A empresa informou que cerca de 80% de seu consumo de combustível até março de 2027 está protegido por operações de hedge, em níveis de preço próximos aos observados antes da recente escalada geopolítica.

A companhia aérea de baixo custo Wizz Air afirmou que não vê risco de desabastecimento de combustível para a aviação na Europa, apesar das preocupações geradas pelas tensões no Oriente Médio e pelos impactos sobre as rotas globais de fornecimento.

Em entrevista à CNBC, o CEO da empresa, József Váradi, disse que o setor conseguiu adaptar sua logística após os receios envolvendo o Estreito de Ormuz e encontrou alternativas para manter o abastecimento do mercado europeu. “Não tivemos nenhum problema com a disponibilidade de combustível de aviação. Temos disponibilidade, checamos o suprimento e trabalhamos com fornecedores com dois meses de antecedência”, afirmou. Segundo ele, “o mundo encontrou alternativas e maneiras de levar combustível de aviação para a Europa”.

O executivo avaliou que os passageiros não devem enfrentar interrupções durante a alta temporada de verão no hemisfério norte. “Não acho que ninguém deva se preocupar com as férias de verão. Devem apenas reservar e voar e nada vai ocorrer”, disse. Váradi acrescentou que as reservas para julho e agosto estão ligeiramente acima das registradas no mesmo período do ano passado, sinalizando que a demanda permanece aquecida. “A demanda existe, a demanda está intacta, as pessoas reservam, as pessoas vão voar.”

Apesar da forte procura, a companhia observa pressão competitiva em alguns mercados, o que tem contribuído para a queda das tarifas aéreas. Ainda assim, o CEO acredita que o setor poderá apresentar um comportamento mais disciplinado após o verão europeu, com ajustes na oferta de assentos. “Acredito que após o verão você poderá ver um pouco mais de capacidade e um comportamento mais racional do setor.”

A Wizz Air também afirma estar mais preparada operacionalmente para enfrentar o período de maior movimento. Segundo Váradi, a empresa ampliou suas equipes e criou reservas adicionais de aeronaves para lidar com eventuais problemas externos, como falhas no controle de tráfego aéreo. “Temos mais pilotos e mais tripulantes de cabine. Temos mais aeronaves na reserva para garantir que qualquer tipo de pressão no sistema possa ser superada.”

A companhia mantém um ritmo acelerado de expansão. De acordo com o executivo, a Wizz Air deve crescer mais de 20% em 2026, tanto na Europa Central e Oriental quanto nos mercados da Europa Ocidental. “Somos uma das companhias aéreas que mais crescem no mundo neste momento”, afirmou.

No campo financeiro, a empresa está protegida contra oscilações do preço do combustível. Váradi informou que cerca de 80% do consumo previsto até março de 2027 está coberto por operações de hedge e que parte relevante da proteção foi contratada antes da recente disparada dos preços. “Estamos protegidos basicamente muito próximo do nível de preço pré-guerra. Isso é um benefício significativo para a nossa reserva.”

Questionado sobre críticas feitas pelo CEO da Ryanair, Michael O’Leary, o executivo evitou ampliar a disputa e reforçou sua confiança na capacidade do setor de enfrentar os desafios atuais. “Estou muito confiante na indústria, na capacidade da indústria de permanecer resiliente, na capacidade da indústria de administrar sua cadeia de suprimentos adequadamente”, disse. “Estamos bem protegidos, 80%, e temos a frota mais jovem, consumindo menos combustível. Acho que estamos bem.”

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