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Meta divulga resultados do segundo trimestre hoje após o fechamento do mercado; veja estimativa dos analistas

Publicado 29/07/2026 • 13:57 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • A Meta deve registrar crescimento de 27% na receita na comparação anual em seu balanço do segundo trimestre.
  • Investidores estarão atentos principalmente aos gastos de capital (capex), enquanto a empresa e outras gigantes de tecnologia continuam investindo centenas de bilhões de dólares em infraestrutura para inteligência artificial.
  • No início de julho, a Meta apresentou o modelo Muse Spark 1.1, que, segundo o diretor de IA Alexandr Wang, é o modelo "mais avançado da empresa para agentes de IA e programação até agora".
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Foto: AFP

A Meta divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre após o fechamento do pregão desta quarta-feira (29).

A Meta divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre após o fechamento do pregão desta quarta-feira (29). De acordo com estimativas de analistas consultados pela LSEG, o mercado espera os seguintes números:

  • Lucro por ação (ajustado): US$ 7,22 (R$ 37,14).
  • Receita: US$ 60,17 bilhões (R$ 309,55 bilhões).

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A expectativa é que a empresa apresente crescimento de 26% na receita em relação aos US$ 47,52 bilhões (R$ 244,45 bilhões) registrados no mesmo período do ano passado, impulsionada principalmente pelo avanço de seu negócio de publicidade digital, beneficiado pelos investimentos em inteligência artificial.

Embora a divisão de anúncios continue apresentando resultados sólidos, a Meta busca provar ao mercado que pode competir diretamente no segmento de modelos e serviços de I.A, atualmente liderado por empresas como OpenAI, Anthropic e Google.

Na teleconferência de resultados, investidores devem acompanhar de perto as declarações do CEO Mark Zuckerberg sobre os planos para monetizar as iniciativas relacionadas à inteligência artificial. Neste mês, a Meta lançou o modelo Muse Spark 1.1, que, segundo o chefe de I.A da companhia, Alexandr Wang, representa o “modelo mais robusto da empresa para aplicações com agentes de I.A e programação”, além de oferecer um custo inferior ao de soluções concorrentes da OpenAI e da Anthropic.

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A empresa também lançou o Muse Image, ferramenta com recursos voltados para usuários avançados e criadores de conteúdo, disponível para assinantes dos novos planos mensais anunciados pela companhia em maio.

A Meta vem acelerando sua estratégia em inteligência artificial desde a contratação de Wang, em junho de 2025, em uma operação que incluiu um investimento de US$ 14,3 bilhões na Scale AI, startup fundada pelo executivo. Paralelamente, a empresa tem ampliado os investimentos em infraestrutura de I.A para acompanhar o ritmo de Alphabet, Amazon e Microsoft na construção de data centers e na aquisição de chips e sistemas necessários para operar modelos de inteligência artificial.

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Na terça-feira, a Meta anunciou uma parceria com a BlackRock para desenvolver um projeto de data center de US$ 14 bilhões em El Paso, no Texas. O anúncio ocorreu poucas semanas após a companhia revelar que o complexo Hyperion, em construção na zona rural da Louisiana, exigirá investimentos superiores a US$ 50 bilhões. No início de julho, a empresa também informou que construirá um data center de US$ 9 bilhões em Alberta, no Canadá.

As ações da Meta acumulam queda de 10% neste ano, desempenho inferior ao do índice Nasdaq, à medida que investidores questionam se os elevados investimentos da companhia em inteligência artificial serão capazes de gerar retorno financeiro.

“O desequilíbrio entre a intensidade dos investimentos em capital e a diversificação das fontes de monetização continua sendo o principal debate em torno da ação”, escreveram analistas da Wedbush em relatório divulgado na semana passada. A instituição mantém recomendação equivalente à neutra para os papéis da empresa e afirma que a incerteza sobre o retorno desses investimentos justifica uma postura cautelosa, apesar de a Meta negociar com desconto em relação a concorrentes.

No balanço anterior, divulgado em abril, a Meta elevou sua projeção de gastos de capital para 2026, passando de US$ 135 bilhões para até US$ 145 bilhões. Analistas estimam que a companhia tenha investido US$ 33,9 bilhões em capex no segundo trimestre e projetam um total de US$ 136,7 bilhões ao longo do ano.

Na semana passada, as ações da Alphabet recuaram após a empresa elevar sua previsão de investimentos para 2026 de até US$ 190 bilhões para até US$ 205 bilhões.

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Entre as quatro principais empresas de infraestrutura em nuvem e I.A, a Meta é a única que não possui um negócio próprio de computação em nuvem. Ainda assim, Zuckerberg sinalizou recentemente que a empresa pretende comercializar parte de sua capacidade computacional voltada para inteligência artificial. No início deste mês, a CNBC confirmou que a Anthropic mantém conversas preliminares para alugar capacidade de processamento de I.A da Meta.

Para o segundo trimestre, o mercado espera que a Meta registre 3,61 bilhões de usuários ativos diários (DAP) em sua família de aplicativos, segundo dados da StreetAccount. A receita média por usuário é estimada em US$ 16,65.

Já a divisão Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento de produtos de realidade virtual, realidade aumentada e dispositivos vestíveis com inteligência artificial, como os óculos Ray-Ban Meta, deve registrar prejuízo de US$ 5,07 bilhões sobre uma receita de US$ 423,4 milhões, de acordo com estimativas da StreetAccount.

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