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Golpe do falso atendimento: como identificar números de telefone fraudulentos
Publicado 13/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unshplash
Golpe do falso atendimento: como identificar números de telefone fraudulentos
Anúncios falsos e números fraudulentos de atendimento ao cliente têm sido usados para aplicar golpes, especialmente contra idosos, que procuram ajuda para resolver problemas com bancos, cartões, entregas ou outros serviços.
O golpe começa, muitas vezes, em uma busca na internet, quando o criminoso faz seu telefone aparecer entre os primeiros resultados e se apresenta como representante legítimo da empresa. O objetivo é criar uma situação de urgência para obter dados confidenciais ou induzir a vítima a movimentar dinheiro.
O golpe pode parecer legítimo porque o contato ocorre justamente quando a pessoa procura uma solução para um problema. Em alguns casos, os criminosos também já possuem informações pessoais da vítima e usam esses dados para aumentar a aparência de credibilidade.
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De acordo com o The Time of India, um dos métodos mais usados envolve anúncios em mecanismos de busca. O criminoso paga para que um número falso apareça em posição de destaque quando alguém procura pelo atendimento de determinada empresa.
A vítima pode acreditar que encontrou o canal oficial e ligar para o telefone apresentado. Outra possibilidade é receber uma mensagem ou uma ligação automática informando sobre um suposto problema com uma conta bancária, uma encomenda ou uma conta de serviço.
Em seguida, o criminoso orienta a pessoa a retornar para um número específico. O problema é que o telefone pode não ter qualquer relação com a empresa ou instituição que a vítima pretendia contatar.
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A solicitação de informações confidenciais deve ser tratada como um forte sinal de alerta. Entre os dados que podem ser pedidos pelos golpistas estão códigos OTP, PIN, CVV e senhas de internet banking.
A abordagem costuma vir acompanhada de uma justificativa para o pedido. O criminoso pode afirmar que precisa confirmar a identidade do cliente, liberar uma conta ou concluir determinado procedimento.
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A pressão aumenta quando a vítima hesita. O falso atendente pode dizer que a conta será bloqueada, que uma encomenda será cancelada ou que algum serviço deixará de funcionar caso a pessoa não forneça os dados imediatamente.
Criar medo ou pressa ajuda o golpista a impedir que a vítima tenha tempo para verificar as informações. Por isso, ameaças de bloqueio de conta, cancelamento de entrega ou necessidade de uma ação imediata devem ser vistas com desconfiança. Uma instituição legítima não precisa pressionar o cliente para que ele revele informações sigilosas durante uma ligação.
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Outro sinal de alerta ocorre quando o suposto atendente pede a instalação de um aplicativo de acesso remoto no celular. Programas desse tipo podem permitir que outra pessoa tenha acesso ao dispositivo e acompanhe ou controle determinadas ações realizadas pela vítima.
Outra estratégia é pedir que a vítima transfira dinheiro para uma suposta verificação. A justificativa pode parecer relacionada ao problema que motivou o contato, mas a orientação deve ser recusada. A transferência solicitada durante uma ligação suspeita é um dos sinais que indicam uma possível tentativa de golpe.
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Siga o Times | CNBCO mesmo vale para números fornecidos pelo próprio interlocutor. Se a pessoa ligar para uma empresa e receber outro telefone durante a conversa, o mais seguro é encerrar o contato e procurar o canal oficial por conta própria.
A principal recomendação é não confiar no primeiro telefone encontrado em uma pesquisa. O consumidor deve acessar diretamente o site oficial da empresa, digitando o endereço no navegador, e procurar a área de atendimento ao cliente. Outra alternativa é consultar o número impresso em cartões ou documentos físicos fornecidos pela instituição.
No caso dos bancos, o telefone indicado no verso do cartão de débito ou crédito deve ser usado como referência. Também é possível comparar os números com listas oficiais disponibilizadas por autoridades e instituições responsáveis.
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Uma segunda opinião também pode ajudar. Em situações envolvendo dinheiro, documentos ou informações pessoais, familiares podem auxiliar na confirmação do canal de atendimento antes que qualquer dado seja fornecido.
Se a pessoa perceber que está falando com um falso atendente, a orientação é desligar imediatamente. Não é recomendado continuar a conversa para tentar confirmar se o contato é verdadeiro, nem retornar para o mesmo número.
Também não devem ser compartilhados códigos de autenticação, senhas, PIN, CVV ou outras informações confidenciais. Caso um aplicativo de acesso remoto tenha sido instalado durante a ligação, ele deve ser removido imediatamente.
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Um dos recursos usados pelos criminosos é demonstrar que já conhecem alguns dados da vítima. Eles podem saber o nome da pessoa, informações sobre uma conta bancária ou até detalhes de uma compra recente. Isso, porém, não comprova que o contato seja verdadeiro.
Dados parciais podem ser utilizados justamente para aumentar a confiança da vítima e facilitar a aplicação do golpe. Por isso, a origem do número e o comportamento do suposto atendente continuam sendo fundamentais para verificar a autenticidade da ligação.
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Uma medida simples é salvar nos contatos do telefone os números oficiais de atendimento utilizados com frequência. Dessa forma, o usuário reduz a necessidade de procurar um telefone na internet em uma situação de pressão.
Também é importante conversar com familiares idosos sobre aquilo que bancos e outras instituições legítimas não devem solicitar por telefone. O objetivo é reconhecer rapidamente pedidos de senhas, códigos de segurança e transferências.
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Outra recomendação apresentada é cadastrar o número no serviço de Não Perturbe, reduzindo a quantidade de chamadas indesejadas e, consequentemente, a exposição a possíveis tentativas de golpes.
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