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NASA adia Artemis 2 após vazamento e redefine cronograma da volta humana à Lua

Publicado 08/02/2026 • 09:40 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Vazamento de hidrogênio interrompe teste e empurra lançamento para março ou abril.
  • Missão vai levar quatro astronautas ao redor da Lua por cerca de 10 dias.
  • Etapa é crucial para viabilizar pousos lunares até o fim da década.
Artemis 2

NASA

A NASA adiou a missão Artemis 2, primeira viagem tripulada ao redor da Lua desde o programa Apollo, após a identificação de um vazamento de hidrogênio líquido durante um teste de abastecimento realizado em fevereiro de 2026.

O problema forçou a interrupção do ensaio na plataforma de lançamento. Agora, a agência trabalha com uma janela principal entre 6 e 11 de março, além de datas alternativas em abril.

A missão, que não inclui pouso lunar, terá duração aproximada de dez dias e servirá para validar em espaço profundo os sistemas do foguete Space Launch System (SLS) e da cápsula Orion.

Componentes centrais da missão

O SLS é hoje o foguete operacional mais potente do mundo, equipado com motores herdados do antigo programa dos ônibus espaciais.

A cápsula Orion, desenvolvida desde meados dos anos 2000, incorpora partes do cancelado programa Constellation e utiliza um módulo de serviço fornecido pela Agência Espacial Europeia, responsável por energia, propulsão e controle térmico.

Esses sistemas passaram por extensos testes após o voo não tripulado da Artemis 1, em 2022. A combinação de tecnologias novas e reaproveitadas exige ajustes constantes para garantir segurança máxima à tripulação.

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Decisões herdadas e custos elevados

A arquitetura da missão tem raízes em decisões tomadas pelo Congresso americano em 2011, quando parte do programa Constellation foi reaproveitada para preservar infraestrutura e empregos em centros espaciais.

Motores RS-25, por exemplo, acumulam centenas de voos desde a era dos ônibus espaciais. Embora aumentem a confiabilidade, também elevam custos e complexidade logística entre lançamentos. Especialistas apontam que, em potência inicial, o SLS rivaliza ou supera o Saturn V, mas exige ciclos longos de preparação.

Quem vai a bordo

A tripulação reúne quatro astronautas experientes:

Reid Wiseman, comandante. Veterano da NASA, Reid Wiseman já passou seis meses na Estação Espacial Internacional (ISS). Agora assume o posto de comandante da Artemis II, conduzindo a tripulação na viagem mais distante que humanos já fizeram da Terra.

Victor Glover, piloto. Responsável por pilotar a cápsula Orion, Victor Glover fará história ao se tornar o primeiro homem negro a viajar rumo à Lua. Piloto de testes e astronauta com passagens pela ISS, Glover integra a missão com a responsabilidade de conduzir manobras críticas durante a jornada.

Christina Koch, engenheira e especialista na missão. Conhecida por ter batido recordes de permanência feminina no espaço, Christina Koch será a primeira mulher da história a viajar em direção à Lua. Engenheira com sólida formação técnica, ela afirma que traz um perfil “mais técnico” para complementar a equipe.

Jeremy Hansen, representante da Agência Espacial Canadense. Primeiro canadense a viajar até a região lunar. Ex-piloto de caça e instrutor, ele integra o trio de pioneiros que acompanhará Wiseman na histórica órbita do lado oculto da Lua.

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Vazamento reacende da Artemis 2 acende alerta técnico

Durante o ensaio de abastecimento, engenheiros detectaram uma perda persistente de hidrogênio líquido e suspenderam os procedimentos para inspeção completa. Incidentes semelhantes já haviam atrasado a Artemis 1 em 2022.

A NASA planeja novos testes na plataforma. Caso seja necessário levar o foguete de volta ao edifício de montagem, o cronograma poderá sofrer novo ajuste.

Segundo a agência, a prioridade absoluta segue sendo a segurança da tripulação.

O que a Artemis 2 vai testar

Entre os objetivos principais estão:

• Sistemas de suporte à vida
• Exposição à radiação em espaço profundo
• Integridade estrutural da nave
• Navegação óptica
• Experimentos biológicos

O perfil de voo inclui uma manobra de retorno livre, permitindo que a cápsula volte à Terra mesmo sem queima adicional de motores em caso de emergência.

Os dados coletados vão alimentar o planejamento da Artemis 3, missão que deve marcar o retorno de astronautas à superfície lunar.

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Cooperação internacional e próximos passos

Além da contribuição europeia, o Canadá participa com astronautas e robótica para futuras missões. Outros países colaboram com instrumentos científicos e infraestrutura lunar, formando um consórcio internacional mais amplo do que na era Apollo.

No Centro Espacial Kennedy, equipes realizam simulações de emergência no Complexo 39B, a mesma base usada nos voos históricos à Lua.

Se bem-sucedida, a Artemis 2 será um divisor de águas para a estratégia americana de estabelecer presença humana contínua no satélite natural e abrir caminho para a próxima fase da exploração espacial.

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