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Nvidia anuncia teste de robotáxis com carros autônomos Nível 4 em 2027
Publicado 05/01/2026 • 19:42 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 05/01/2026 • 19:42 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
Will Buckner / Agência Brasil
Nvidia
A Nvidia anunciou na segunda-feira planos de testar um serviço de robotáxi com um parceiro já em 2027, destacando a ambição da fabricante de chips de se tornar um grande jogador no mercado de carros autônomos.
O serviço seria oferecido em parceria e usaria veículos com condução “Nível 4”, ou seja, capazes de dirigir sem intervenção humana em regiões pré-definidas, disseram representantes da Nvidia durante uma demonstração de carros autônomos em San Francisco no mês passado. A empresa não revelou onde o serviço operará nem quem será o parceiro.
“Provavelmente começaremos com disponibilidade limitada, mas trabalharemos com o parceiro para ganharmos experiência,” disse Xinzhou Wu, vice-presidente de automotivo da Nvidia, durante o evento.
Desde 2015, a Nvidia oferece chips e outras tecnologias para carros sob a marca Drive, mas essa área ainda representa uma pequena parte dos negócios da empresa. Chips para automóveis e robótica representaram apenas US$ 592 milhões (aproximadamente R$ 3,2 bilhões) em vendas no trimestre encerrado em outubro, cerca de 1% da receita total da Nvidia. A empresa anunciou uma parceria de robotáxis com a Uber em outubro.
A Nvidia disse em dezembro que desenvolveu um software capaz de operar um carro autônomo, e que modelos da Mercedes-Benz a serem lançados no final de 2026 poderão usar a tecnologia da Nvidia para navegar em cidades como San Francisco.
Carros autônomos continuam sendo uma das principais áreas de crescimento da Nvidia fora da infraestrutura de IA. O CEO Jensen Huang afirmou que a robótica (incluindo carros autônomos) é a segunda categoria de crescimento mais importante da empresa, atrás apenas da inteligência artificial.
“Imaginamos que, algum dia, um bilhão de carros nas ruas será totalmente autônomo,” disse Huang durante um evento de lançamento na CES em Las Vegas. “Você poderá usá-lo como um robotáxi que aluga de alguém ou poderá possuir o carro.”
Além de chips que vão dentro de carros autônomos, a Nvidia vende acesso aos seus famosos chips de IA e ao software de simulação para empresas automotivas treinarem modelos de direção autônoma e desenvolverem tecnologia.
A Nvidia afirma que fabricantes de carros podem usar seu computador automotivo Drive AGX Thor, que custa cerca de US$ 3.500 (R$ 18.900) por chip, para economizar em custos de pesquisa e desenvolvimento e levar recursos de direção autônoma ao mercado mais rapidamente. A empresa também trabalha com fabricantes para ajustar a tecnologia, por exemplo, determinando a intensidade de aceleração do carro para modelos específicos.
“Alguns dizem: ‘Ei, preciso da sua ajuda para treinar e otimizar meu software no seu chip, mas cuidarei da simulação por conta própria,’” disse Ali Kani, gerente geral da plataforma automotiva da Nvidia.
Empresas como a Mercedes-Benz querem ajustar a tecnologia da Nvidia, oferecê-la como parte da experiência no carro e vendê-la junto com o veículo.
Robotáxis ganharam popularidade no último ano, liderados pela Waymo, da Alphabet, que opera um serviço comercial de táxi sem motoristas em cinco mercados dos EUA, incluindo San Francisco.
Leia mais:
Como US$ 160 milhões em chips da Nvidia foram contrabandeados para a China
O anúncio da Nvidia sinaliza sua entrada nesse mercado. Em dezembro, a empresa ofereceu a jornalistas e analistas um passeio de uma hora por San Francisco em um Mercedes-Benz CLA 2026.
Embora meu carro tivesse um motorista de segurança empregado pela Mercedes-Benz, ele disse que o veículo dirigiu sozinho por 90% do trajeto. A viagem foi tranquila, apesar de San Francisco ser uma cidade difícil de dirigir, com grandes morros, semáforos frequentes e caminhões descarregando nas ruas.
Houve apenas um problema: o motorista precisou assumir o controle em uma situação complicada em uma rua de quatro faixas com dois ônibus e um carro autônomo da Waymo tentando passar, além de caminhões estacionados nos dois lados. O motorista teve que recuar e esperar o congestionamento se dissipar.
A Nvidia disse que o passeio foi “Nível 2 Plus Plus”, com recursos semelhantes ao modo Full Self-Driving da Tesla. Carros com tecnologia Nvidia, como os da Mercedes-Benz, terão capacidades de direção autônoma crescentes, mas a responsabilidade pela segurança continua com o motorista, que deve estar atento o tempo todo.
O sistema eventualmente poderá realizar trajetos “park-to-park”, ou seja, dirigir de uma vaga de estacionamento a outra, mas os modelos Mercedes-Benz CLA não virão com esse recurso inicialmente.
“Qualquer situação de estacionamento que você considere difícil, o carro vai resolver para você,” disse Ola Källenius, CEO do Grupo Mercedes-Benz, durante evento da Nvidia.
O modelo da Mercedes-Benz demonstrado pela Nvidia foi lançado na Europa no ano passado e será lançado nos EUA este ano, disse Kani.
Os carros da Mercedes-Benz já foram equipados com recursos de manutenção de faixa e assistência ao motorista para ajudar a manter o veículo na pista. Receberam uma atualização de software para troca de faixas e terão condução mãos-livres em rodovias, direção urbana e recursos park-to-park ainda este ano.
A Nvidia disse que está usando dois sistemas de IA em carros com Drive para garantir segurança. O carro dirige principalmente com um sistema “end-to-end”, chamado modelo visão-linguagem, que utiliza IA para interpretar sensores visuais e traçar o caminho.
A fabricante também criou um segundo “stack” voltado à segurança, com regras rígidas (como parar em sinais de pare) para assumir o controle quando a IA não tiver certeza do que fazer.
A Nvidia espera que avanços recentes em IA generativa (impulsionados por suas GPUs) permitam que algoritmos de direção autônoma se tornem mais capazes. A empresa mira 2028 para recursos de direção ponto a ponto em carros de consumo. Eventualmente, a Nvidia quer que o carro em si se comporte como um motorista real com quem os usuários possam simplesmente falar.
“Com transformers e IA generativa, podemos fazer muito mais,” disse Wu. A empresa mira frotas autônomas além de carros pessoais que os consumidores poderão comprar.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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