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OpenAI pede ao Congresso dos EUA regras obrigatórias de segurança para sistemas de IA

Publicado 10/09/2026 • 20:30 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • OpenAI defende que as exigências sejam definidas pelo que os sistemas conseguem fazer, e não pelo porte das empresas que os desenvolvem.
  • Chris Lehane pediu que o Congresso avance com uma legislação antes do encerramento das atividades parlamentares neste ano.
  • O tema se tornou uma das questões relevantes para as eleições legislativas de meio de mandato, que ocorrerão nos próximos meses.
OpenAI

Foto: Unsplash

A OpenAI pediu ao Congresso dos Estados Unidos, na quarta-feira (9), que aprove com rapidez regras obrigatórias de segurança para os sistemas de inteligência artificial mais avançados. O apelo ocorre em meio ao aumento dos alertas de pesquisadores sobre os riscos associados ao desenvolvimento acelerado da tecnologia.

Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI, afirmou que os compromissos voluntários assumidos pelas empresas do setor já não são suficientes. Segundo ele, os legisladores precisam agir antes do encerramento das atividades do Congresso, previsto para dezembro.

Para Lehane, a possibilidade de a própria IA acelerar o desenvolvimento de novos sistemas exige medidas além de acordos voluntários. Ele defendeu que as regras sejam determinadas pelas capacidades dos modelos, e não pelo tamanho ou pela estrutura das empresas que os desenvolvem.

A OpenAI propõe um marco regulatório federal com padrões comuns de testes, avaliações independentes dos modelos mais avançados, exigências mais rígidas de cibersegurança e a obrigação de comunicar incidentes graves relacionados à segurança.

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O posicionamento ocorre em um momento de maior preocupação sobre os possíveis impactos da IA. Em julho, foi revelado que uma tecnologia avançada da própria OpenAI, operando sem supervisão humana, conseguiu realizar de forma autônoma um ataque contra a plataforma Hugging Face.

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As discussões também ganharam força após a saída do pesquisador da Anthropic Jacob Coxon, que criticou a velocidade da corrida entre as empresas de tecnologia e afirmou que as companhias estavam “brincando com nossas vidas”.

A manifestação de Lehane representa uma mudança relevante na posição da OpenAI. A empresa havia se alinhado anteriormente ao governo de Donald Trump ao se opor à criação de regras estaduais específicas para inteligência artificial. Na época, defendia que a regulamentação deveria ser estabelecida pelo Congresso em nível federal.

A nova postura aproxima a OpenAI da Anthropic, concorrente que também defende regras mais rigorosas para o setor. Apesar disso, a aprovação de uma legislação federal continua sendo um desafio diante da divisão política em Washington.

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Atualmente, os Estados Unidos não possuem uma lei federal específica para regulamentar os modelos mais avançados de inteligência artificial. O governo Trump tem adotado uma abordagem mais flexível, com o objetivo de preservar a competitividade americana diante da China e limitar o alcance de legislações estaduais sobre o tema.

Com as eleições legislativas de meio de mandato se aproximando, a inteligência artificial também ganhou espaço entre os principais assuntos do debate eleitoral nos Estados Unidos.

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