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Qualcomm aposta em agentes de I.A. para substituir aplicativos
Publicado 16/06/2026 • 07:27 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/06/2026 • 07:27 | Atualizado há 1 hora
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Shutterstock
A Qualcomm está trabalhando em mais de 40 projetos de novos dispositivos com inteligência artificial, afirmou o CEO da companhia, Cristiano Amon, à CNBC, enquanto a fabricante de chips se prepara para uma onda de “agentes de IA” em eletrônicos de consumo.
Em uma entrevista abrangente ao podcast The Tech Download, da CNBC, Amon apresentou sua visão sobre a mudança no papel dos smartphones e dos aplicativos, explicou por que os óculos inteligentes podem se tornar o próximo grande dispositivo de consumo, comentou sobre novos tipos de eletrônicos que chegarão ao mercado e afirmou que a arquitetura dos chips precisará evoluir para atender dispositivos cada vez menores.
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As declarações de Amon, que também fazem referência à entrada de novos participantes no mercado de eletrônicos de consumo, podem ter implicações para a forma como grandes fabricantes de smartphones, como Apple e Samsung, precisarão competir à medida que a inteligência artificial se espalha por diferentes dispositivos.
“Acredito que haverá muita experimentação com diferentes formatos de dispositivos”, disse Amon ao The Tech Download.
“No momento, temos mais de 40 projetos desses dispositivos e posso dizer que os formatos são extremamente variados.”
Segundo Amon, esses dispositivos vestíveis incluem joias, fones de ouvido com câmeras, broches e relógios.
“O princípio é ter algo que você usa, que está com você o tempo todo, que consegue enxergar o mundo ao seu redor para fornecer contexto e permitir que você acesse um agente e converse com ele”, afirmou.
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Os agentes de IA são vistos como a próxima evolução dos assistentes digitais, como a Siri, da Apple, e o Gemini, do Google. A indústria de tecnologia aposta que esses agentes serão capazes de executar tarefas mais longas e complexas em diferentes aplicativos e serviços nos dispositivos, como reservar viagens.
Amon citou como exemplo um agente que recupera instantaneamente informações sobre transações bancárias, eliminando a necessidade de o usuário abrir o aplicativo e procurar manualmente pelos dados. Segundo ele, isso pode mudar a forma como as pessoas interagem com os aplicativos em um futuro em que os agentes executem essas tarefas.
“Os aplicativos não estão mortos”, disse Amon, “mas eles vão mudar.”
“Esses agentes serão os novos aplicativos”, acrescentou.

A disseminação dos agentes de IA e a mudança na forma como os aplicativos serão utilizados também podem transformar a relação das pessoas com os smartphones e abrir espaço para que novos tipos de dispositivos ganhem popularidade.
Segundo Amon, os agentes de IA tendem a substituir os smartphones como o centro da vida digital.
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“O telefone passa a girar em torno do agente. As novas categorias de dispositivos também serão construídas em torno do agente. E será o agente quem compreenderá as intenções humanas e realizará tarefas para você. Há uma mudança no centro de gravidade”, afirmou, acrescentando que os smartphones não desaparecerão completamente.
O CEO da Qualcomm disse estar otimista em relação aos óculos inteligentes, categoria que, segundo ele, pode rivalizar com os smartphones em escala. Atualmente, os embarques desses dispositivos já estão na casa das dezenas de milhões de unidades por ano, afirmou à CNBC. Em “alguns anos”, esse número poderá chegar à casa das centenas de milhões de unidades e atingir uma escala comparável à dos smartphones.
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Seguir no GoogleEm 2025, foram embarcados 1,26 bilhão de smartphones em todo o mundo, de acordo com a Counterpoint Research, cerca de 3% acima do registrado no ano anterior.
Empresas como Meta e Samsung estão desenvolvendo óculos inteligentes equipados com câmeras.
As mudanças nos dispositivos podem abrir espaço para que novos tipos de empresas ingressem no mercado de hardware para consumidores, afirmou Amon.
No ano passado, a OpenAI adquiriu a io, startup de hardware fundada pelo icônico designer da Apple Jony Ive, em uma iniciativa para entrar no mercado de dispositivos de consumo.
“Todos os dispositivos que usamos passam a ser pontos de acesso para os agentes. E essas empresas de inteligência artificial entendem que precisam conquistar esses pontos de acesso”, disse Amon, explicando por que companhias tradicionalmente fora do mercado de hardware estão investindo em novos dispositivos.
Outro fator que motiva a entrada de novos participantes nesse mercado é o acesso a dados. Segundo Amon, esses dispositivos coletarão um volume de dados “exponencialmente maior” do que aquele utilizado atualmente para treinar modelos de inteligência artificial.
“Essas empresas querem ter acesso aos dados porque eles são importantes para treinar os modelos do futuro”, afirmou. Segundo ele, isso também permitirá criar experiências de IA personalizadas para os usuários.
Com a tendência de dispositivos cada vez menores, os chips que os alimentam também precisarão evoluir, tornando-se mais potentes e ainda mais eficientes em termos de consumo de energia.
“Todo o nosso roadmap está passando por um processo de atualização neste momento. Todo ele. Porque acredito que nenhum dos dispositivos que temos hoje está preparado para o futuro”, concluiu Amon.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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