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EXCLUSIVO CNBC: Qualcomm vê chips para data centers como negócio bilionário em IA, diz CEO
Publicado 30/04/2026 • 20:24 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 30/04/2026 • 20:24 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A Qualcomm vê os chips para data centers como uma oportunidade bilionária dentro da nova fase da inteligência artificial, afirmou o CEO Cristiano Amon em entrevista exclusiva à CNBC.
O executivo disse que a companhia está construindo capacidades para atuar em data centers com CPUs, aceleradores de inferência e chips personalizados. Segundo ele, o negócio deve se tornar relevante no ano fiscal de 2027.
“Para uma empresa do tamanho da Qualcomm, qualquer coisa significativa deve ser considerada em bilhões de dólares”, afirmou.
Leia também: Qualcomm lança linha de processadores para automatizar fábricas e robôs inteligentes
A fala ocorre após as ações da Qualcomm dispararem, impulsionadas pela expectativa de investidores com os planos da companhia para avançar no mercado de semicondutores voltados a data centers e inteligência artificial.
Amon disse que a evolução da IA passou por uma primeira fase concentrada em treinamento de modelos, com forte demanda por infraestrutura. Agora, segundo ele, a geração de tokens, a inferência e o avanço dos agentes de IA criam novas necessidades de processamento.
“Agora temos algo superinteressante, que são os agentes. E isso é o que realmente gerará a demanda por tokens”, disse.
Segundo o CEO, esse movimento favorece a Qualcomm porque amplia oportunidades tanto em dispositivos já atendidos pela empresa — como celulares, computadores e automóveis — quanto em data centers. Amon afirmou que aplicações baseadas em agentes devem exigir mais atividade de CPU e criar um novo ciclo de atualização de dispositivos.
O executivo também disse que a Qualcomm tem conversado com empresas de inteligência artificial que enxergam dispositivos pessoais como pontos finais para agentes e aplicações de IA. Segundo ele, isso amplia a relação da companhia com o ecossistema de IA.
“Todas essas empresas de inteligência artificial veem os dispositivos que os humanos utilizam como pontos finais para IA e agentes”, afirmou. “Estamos trabalhando com todas elas.”
Amon disse que a Qualcomm tem “bons ativos” em CPUs e aceleradores de inferência. Ele afirmou que a empresa possui “um dos melhores processadores do mundo para data center” e vê oportunidade para participar de ponta a ponta da infraestrutura de IA.
No mercado de smartphones, o CEO afirmou que a indústria ainda passa por ajustes após a crise na cadeia de suprimentos de memória, provocada pela demanda dos data centers. Segundo ele, os preços de memória subiram, levando fabricantes de celulares a reduzir estoques, migrar dispositivos para faixas premium e reajustar preços.
Amon disse que a Qualcomm acredita estar enviando atualmente abaixo da demanda real do mercado, enquanto fabricantes tentam medir o tamanho efetivo da procura.
“Os dados de vendas mostram a verdadeira demanda do cliente”, afirmou.
Leia também: O fim da era do smartphone? Qualcomm projeta nova onda de dispositivos com IA
Segundo o executivo, o negócio de licenciamento da Qualcomm permite acompanhar cada dispositivo vendido, o que dá visibilidade sobre a demanda final. Amon afirmou que a empresa espera identificar o fundo do mercado no terceiro trimestre.
“A partir desse ponto, vamos nos adaptar à nova realidade do mercado”, disse.
O CEO afirmou que a Qualcomm está preparada para o ceticismo em relação à sua estratégia em data centers e deve detalhar seus planos no dia do investidor, marcado para 24 de junho.
“Sabíamos que haveria ceticismo e estamos preparados para isso”, afirmou. “Temos CPUs para agentes, aceleradores e chips personalizados, e vamos continuar a execução.”
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