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Queda do setor de tecnologia se intensifica com liquidação nas bolsas globais
Publicado 23/06/2026 • 11:00 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 23/06/2026 • 11:00 | Atualizado há 3 semanas
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As bolsas globais registraram fortes quedas nesta terça-feira (23), lideradas por perdas expressivas nas ações de tecnologia, após um pregão negativo para o setor em Wall Street.
As ações na Ásia fecharam o dia majoritariamente em baixa, com o índice sul-coreano Kospi, fortemente concentrado em empresas de tecnologia, encerrando a sessão com queda de 10%. O índice foi pressionado pelas perdas da fabricante de chips SK Hynix e da gigante de tecnologia Samsung, que terminaram o pregão com recuos superiores a 12%.
Na Europa, os mercados também registraram fortes perdas, com o índice pan-europeu Stoxx 600 caindo cerca de 1% e reduzindo parte das perdas mais acentuadas registradas durante a manhã.
O índice de tecnologia do Stoxx 600 liderou as quedas regionais, com baixa de 3%. A fabricante de chips STMicroelectronics e a empresa holandesa de equipamentos para semicondutores ASMI recuaram mais de 7% e ficaram entre as maiores quedas do índice.
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Enquanto isso, os contratos futuros ligados ao índice Nasdaq 100 de Nova York — que reúne empresas como Nvidia, Apple, Alphabet e Microsoft — caíam 2,7% antes da abertura do pregão regular desta terça-feira.
Nas negociações antes da abertura de Wall Street, o ETF iShares Semiconductor recuava 6,2%, com ações individuais de fabricantes de chips registrando perdas significativas. A Intel operava em queda de 7,6%, enquanto a Micron perdia 8,5% e a AMD recuava 6,2%. A gigante dos semicondutores Nvidia caía 3%.
As ações da SpaceX também ampliaram a onda de vendas, recuando 3% no pré-mercado após uma queda de 16% durante o pregão regular de segunda-feira.
A retração no setor de tecnologia mais amplo pressionou tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq Composite na segunda-feira, à medida que investidores reduziram posições nas chamadas ações das “Sete Magníficas”. As quedas da Amazon e da Meta continuaram no pré-mercado desta terça-feira, com ambas as empresas recuando pouco mais de 0,7%.
Apesar da pressão crescente sobre os mercados globais nesta terça-feira, Tom Hulick, CEO da Strategy Asset Managers, disse à CNBC que não estava preocupado com uma possível catástrofe, destacando que os mercados estão “muito dinâmicos” neste momento.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Não acho que estejamos perto de algum tipo de colapso catastrófico nos mercados. Há muita liquidez disponível, e o crescimento dos lucros está muito forte agora”, afirmou.
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“A inteligência artificial continuará impulsionando os lucros das empresas nos próximos anos. Quando há investimentos de capital na casa dos trilhões de dólares, isso pode levar as avaliações de empresas como a SpaceX ou até a Anthropic a níveis extraordinários, mas quem pode dizer o que vai mudar o mundo com algumas dessas empresas e o que elas serão capazes de fazer daqui para frente?”, acrescentou.
Em uma análise divulgada na manhã desta terça-feira, Dan Ives, da Wedbush, afirmou que a liquidação representa uma oportunidade para investidores.
“Claramente, essa queda vai gerar pressão vendedora e tensão para as ações de tecnologia nos Estados Unidos nesta manhã, enquanto os investidores se preocupam que a forte queda do Kospi, considerado superaquecido, tenha impacto sobre as empresas de tecnologia americanas”, disse ele, observando que o nervosismo também foi ampliado pela divulgação do balanço da Micron, prevista para quarta-feira.
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Ives administra o ETF Wedbush AI Revolution, que tem entre suas principais posições empresas como Micron, TSMC, AMD e Nvidia.
“Analisando o cenário mais amplo, continuamos acreditando que este mercado passará por diversos ‘momentos de teste’ no setor de tecnologia, enquanto a revolução da inteligência artificial ainda está apenas no terceiro turno. A manhã de hoje é apenas mais um desses momentos”, afirmou em nota divulgada nesta terça-feira.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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