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Igor Lopes: tecnologia transforma controle migratório e pode impulsionar negócios e investimentos
Publicado 17/06/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/06/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A modernização dos sistemas de imigração pode aumentar a segurança das fronteiras e, ao mesmo tempo, impulsionar negócios, investimentos e circulação de talentos, segundo Igor Lopes, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, tecnologias como biometria facial, inteligência artificial e análise de risco estão mudando a lógica dos controles migratórios ao redor do mundo.
O tema voltou ao debate após as longas filas registradas em aeroportos e postos de imigração de Portugal, situação que, segundo Lopes, ilustra um desafio enfrentado por diversos países: garantir segurança sem transformar a chegada de visitantes em uma experiência desgastante.
“O caso de Portugal mostra um desafio global. Como a gente consegue manter fronteiras seguras sem transformar essa experiência do viajante num gargalo? A boa notícia é que a tecnologia já oferece soluções muito maduras”, destacou Igor, em sua participação na coluna “Real Tech” desta quarta-feira (17).
O especialista citou experiências recentes observadas na China e no Brasil para mostrar como a tecnologia vem reduzindo atritos nos processos de entrada e saída de passageiros. Em uma viagem ao país asiático, relatou ter utilizado um sistema de imigração que identificava automaticamente a nacionalidade do viajante e realizava a interação em português.
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Já no Brasil, ele destacou as mudanças implementadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, com a ampliação de equipamentos automatizados para leitura de passaportes e validação biométrica.
“A lógica está mudando. Em vez de inspecionar todo mundo da mesma forma, o governo está utilizando tecnologia para identificar antecipadamente aqueles passageiros que têm maior risco e acelerar a passagem da imensa maioria”, explicou.
Além dos ganhos operacionais, Lopes afirmou que a política migratória se tornou uma ferramenta de competitividade econômica, influenciando diretamente a atração de investimentos e a realização de negócios internacionais.
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“O visto não é mais hoje só uma questão diplomática. Ele passa a ser uma ferramenta de competitividade econômica também, porque quando você abre a possibilidade das pessoas transitarem entre países, você aumenta também negócios que são feitos entre esses países”, observou.
Segundo ele, estudos de organismos internacionais apontam que a facilitação dos processos de visto contribui para ampliar fluxos turísticos, gastos de visitantes e investimentos estrangeiros.
Durante a entrevista, Lopes apresentou dados da advogada Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil, que mostram o crescimento acelerado da presença de profissionais chineses no país. De acordo com ela, 25% das autorizações de residência para trabalho concedidas em 2025 foram destinadas a cidadãos chineses, percentual que chegou a 42% nos cinco primeiros meses deste ano.
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“O Brasil ano passado foi o país que mais recebeu investimentos chineses no mundo todo. Então está muito conectado o número de autorizações de residência para trabalho com a quantidade de investimento que a China tem feito no Brasil”, ressaltou Quintas.
Para Lopes, o principal desafio não é apenas receber investimentos estrangeiros, mas transformar a presença de empresas internacionais em desenvolvimento local duradouro.
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Seguir no GoogleEle argumenta que o sucesso depende da capacidade de universidades, centros de pesquisa, empresas e profissionais brasileiros absorverem o conhecimento trazido por investidores estrangeiros.
“Os países que mais se beneficiaram de investimentos internacionais não foram necessariamente aqueles que receberam mais fábricas, mas sim aqueles que conseguiram transformar conhecimento externo em capacidade local”, avaliou.
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Na avaliação do especialista, a chegada de empresas estrangeiras deve ser acompanhada por estratégias de treinamento, integração de equipes e formação técnica para ampliar os ganhos de produtividade e inovação na economia brasileira.
“É importante a gente sugar, no bom sentido, ao máximo desse conhecimento dos chineses, que hoje são uma nação completamente tecnológica e inovadora”, concluiu.
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