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Esportes

Igor Lopes: Copa de 2026 terá IA, hologramas e transmissões quase sem atraso

Publicado 03/06/2026 • 20:44 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Copa do Mundo de 2026 deve marcar uma nova etapa na integração entre esporte e tecnologia, com uso intensivo de inteligência artificial, computação de borda, experiências imersivas e transmissões com latência reduzida.
  • Segundo Igor Lopes, a operação tecnológica do torneio precisará atender uma audiência estimada em bilhões de pessoas distribuídas entre televisão, streaming, redes sociais e dispositivos móveis.
  • A Fifa também pretende ampliar o uso da IA dentro e fora de campo, desde explicações mais transparentes das decisões da arbitragem até ferramentas avançadas de análise tática para todas as seleções participantes.

A Copa do Mundo de 2026 deverá ser lembrada não apenas pelo futebol, mas pela infraestrutura tecnológica criada para sustentar o maior evento esportivo do planeta, afirmou nesta quarta-feira (3) Igor Lopes, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, a competição será um dos maiores laboratórios de tecnologia em tempo real já montados para um evento esportivo.

“A Copa de 2026 talvez seja o maior laboratório de tecnologia em tempo real já criado para um evento esportivo”, afirmou. O desafio será ampliado pelo tamanho da competição, que reunirá 48 seleções, 104 partidas e três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México.

De acordo com o especialista, a FIFA precisará atuar cada vez mais como uma empresa de tecnologia para lidar com uma audiência que consome conteúdo simultaneamente por diferentes plataformas. “Os espectadores estão acompanhando os jogos pela TV, smartphone, streaming, redes sociais e plataformas digitais ao mesmo tempo”, observou.

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Fim do delay

Um dos principais focos da organização é reduzir ao máximo o atraso entre as transmissões realizadas por diferentes plataformas.

O trabalho está sendo muito forte para fazer com que o delay seja o menor possível. Eles estão trabalhando com atraso máximo de cinco segundos”, afirmou Igor. Segundo ele, a exigência dos consumidores por experiências instantâneas tornou a redução da latência uma prioridade para a Fifa e seus parceiros tecnológicos.

O especialista destacou que o conceito de transmissão contínua também ganhará força. “A operação da Copa deixa de ser apenas uma transmissão de TV e passa a funcionar como uma plataforma digital ativa 24 horas por dia”, disse. A expectativa é de um volume elevado de conteúdos paralelos, bastidores e interações em tempo real durante todo o torneio.

Arbitragem com IA

A inteligência artificial também terá papel relevante na comunicação das decisões da arbitragem. Segundo Igor Lopes, a Fifa pretende utilizar modelos tridimensionais gerados por IA para explicar lances complexos, especialmente impedimentos.

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A proposta é usar inteligência artificial generativa e modelos 3D para tornar essas decisões muito mais visuais e compreensíveis para quem está assistindo”, afirmou. A iniciativa busca aumentar a transparência e reduzir dúvidas sobre as decisões tomadas pelo VAR.

Outra novidade será o chamado Referee View, sistema que utiliza câmeras acopladas aos árbitros para transmitir imagens em primeira pessoa. “O torcedor passa a enxergar o jogo como o árbitro vê”, explicou.

Experiência imersiva

Segundo o especialista, a Copa também deve ampliar o uso de recursos holográficos, distribuição inteligente de conteúdo e sincronização de transmissões entre diferentes ambientes e dispositivos.

As pessoas querem sentir que estão dentro do evento”, afirmou. Para ele, a tendência acompanha a busca crescente dos consumidores por experiências mais imersivas e personalizadas.

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A tecnologia também será aplicada na gestão dos estádios. Sistemas de inteligência artificial deverão monitorar fluxos de pessoas em tempo real para reduzir filas, congestionamentos e gargalos de circulação durante as partidas.

O papel do Edge Computing

Um dos pilares da infraestrutura da competição será o Edge Computing, tecnologia que permite processar informações mais próximas do usuário final, reduzindo o tempo de resposta dos sistemas.

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O processamento acontece na ponta, perto de quem está consumindo o conteúdo, e isso reduz drasticamente a latência”, explicou Igor. Segundo ele, a solução é essencial para lidar com o enorme volume de dados gerados por câmeras de alta resolução, sensores, estatísticas e transmissões simultâneas.

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O especialista destacou que a combinação entre computação em nuvem e Edge Computing vem se tornando padrão não apenas no esporte, mas também em setores como varejo e serviços digitais. “A experiência do usuário passa a ser muito mais rápida e eficiente”, afirmou.

IA para todas as seleções

A inteligência artificial também deverá influenciar diretamente a preparação das equipes participantes. Segundo Igor Lopes, a FIFA disponibilizará a plataforma Fifa AI Pro para todas as 48 seleções do torneio.

Historicamente, as seleções mais ricas sempre tiveram vantagem tecnológica. Agora a tendência é democratizar o acesso à inteligência tática avançada”, afirmou. A ferramenta permitirá análises de movimentação, ocupação de espaços e comportamento dos atletas durante treinamentos e partidas.

Para o especialista, a tecnologia não substituirá o talento dos jogadores, mas deverá influenciar significativamente a forma como treinadores e comissões técnicas tomam decisões. “Talvez a Copa de 2026 seja o momento em que essa transformação fique mais visível para o grande público”, concluiu.

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