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Novo teste da Starship será decisivo para transformar foguete da SpaceX em plataforma comercial e lunar

Publicado 19/05/2026 • 20:30 | Atualizado há 10 minutos

KEY POINTS

  • Lançamento da versão V3 da Starship é considerado fundamental para os planos da SpaceX e para futuras missões lunares da Nasa.
  • Pedro Pallota afirma que novo modelo aproxima empresa de um foguete totalmente operacional, reutilizável e capaz de reduzir custos espaciais.
  • SpaceX aposta no sucesso do teste em meio à expectativa de um IPO que pode avaliar a companhia em US$ 2 trilhões.

A próxima missão da Starship V3, da SpaceX, deve marcar uma etapa decisiva para transformar o maior foguete já construído em um veículo comercial plenamente operacional e peça-chave do programa lunar Artemis, da Nasa. A avaliação é de Pedro Pallota, especialista em astronáutica e CEO do Grupo Space Orbit, que acompanha os preparativos diretamente próximo à base da empresa nos Estados Unidos.

Segundo ele, o lançamento representa um momento estratégico tanto para a corrida espacial quanto para os planos financeiros da companhia de Elon Musk. “A SpaceX vem com esse lançamento para tentar sedimentar o programa Starship”, afirmou nesta terça-feira (19) ao Fast Money, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

De acordo com Pallota, a nova versão da Starship incorpora melhorias estruturais e tecnológicas em praticamente todos os sistemas e já se aproxima do modelo que será utilizado para transporte regular de cargas ao espaço. “É uma versão completamente nova do foguete, trazendo melhorias em todos os setores e mais próxima do veículo operacional”, explicou.

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O especialista destacou ainda que o sucesso da missão pode fortalecer os planos da SpaceX de abrir capital futuramente em uma operação que pode se tornar a maior da história do mercado financeiro. Segundo ele, a empresa pode alcançar valuation superior a US$ 2 trilhões (R$ 10,1 trilhões).

Missões comerciais e Artemis

Pallota lembra que o teste da Starship V3 terá papel central na validação do foguete para missões comerciais e também para futuras operações lunares da Nasa dentro do programa Artemis, que pretende levar astronautas novamente à Lua até 2028.

Segundo ele, um dos principais objetivos da missão será justamente aproximar a Starship de operações reais de lançamento de carga. “Agora é hora de começar a lançar cargas para órbita”, ressaltou.

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O especialista explicou que a SpaceX pretende utilizar o voo para lançar inicialmente 22 simuladores de satélites da Starlink, preparando o caminho para missões futuras ainda mais complexas. A estratégia faz parte do plano da empresa de ampliar sua infraestrutura espacial ligada à internet via satélite e futuros datacenters orbitais.

Maior foguete da história

Pallota afirmou que a Starship V3 bateu o próprio recorde da SpaceX e se tornou o maior foguete já desenvolvido pela humanidade. Segundo ele, a nova versão alcança 124 metros de altura, superando a geração anterior da própria Starship.

“Esse é o foguete mais poderoso do mundo”, destacou. O especialista comparou a capacidade do veículo aos foguetes históricos dos programas lunares americanos e afirmou que a Starship é cerca de duas vezes mais potente que o SLS, da Nasa, e 2,3 vezes mais potente que o Saturno V, utilizado nas missões Apollo entre as décadas de 1960 e 1970.

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Além do tamanho e da potência, Pallota ressaltou que o principal diferencial do projeto está na proposta de reutilização completa do sistema de lançamento. Segundo ele, tanto o propulsor quanto a nave principal retornam à Terra para novos voos.

Reutilização para reduzir custos

Na avaliação do especialista, a reutilização total da Starship é o elemento que pode revolucionar economicamente o setor espacial. Segundo ele, a SpaceX trabalha para reduzir drasticamente o intervalo entre os lançamentos e diminuir os custos operacionais. “O objetivo dele é ter um veículo totalmente reutilizável”, afirmou.

Pallota explicou que o foguete possui um escudo térmico de grandes proporções justamente para suportar a reentrada atmosférica e permitir novos lançamentos em intervalos cada vez menores. Segundo ele, embora a SpaceX fale em reutilização em poucas horas, esse processo ainda deve levar alguns dias nas fases iniciais do projeto.

O especialista destacou que a redução de custos não é apenas uma questão financeira, mas também operacional. “Além de economizar dinheiro, isso permite que mais lançamentos aconteçam”, observou.

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Projeto é peça-chave da SpaceX

Segundo Pallota, a Starship é considerada peça central para praticamente todos os projetos estratégicos futuros da SpaceX, incluindo expansão da constelação Starlink e operações de infraestrutura orbital. “Sem o Starship, nada disso será possível”, afirmou.

O especialista acrescentou que a missão, inicialmente prevista para o dia 20, foi adiada para o dia 21, enquanto os preparativos seguem em andamento na base da empresa. “Se tudo der certo, teremos o maior foguete do mundo voando”, concluiu.

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