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Will Castro Alves explica queda de 27% nas ações da Stellantis e impacto nas Big Techs
Publicado 06/02/2026 • 17:37 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 06/02/2026 • 17:37 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A divulgação de um prejuízo potencial de 22 bilhões de euros (R$ 135,38 bilhões) desencadeou um amplo processo de reestruturação e a queda de 27% nas ações da Stellantis, disse Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que o mercado americano reage com rapidez extrema a notícias negativas, ajustando os preços de forma imediata. “Os mercados não precificam corretamente as coisas e são muitas vezes maníacos e bipolares. No caso da Stellantis, o CEO busca limpar o balanço e reavaliar ativos, uma reestruturação necessária, embora a repercussão inicial para os acionistas não seja boa”, afirmou.
O movimento de queda não se restringiu ao setor automotivo, atingindo também gigantes da tecnologia como a Amazon, cujas ações recuaram cerca de 10%. “O mercado mudou de opinião sobre os gastos massivos de capital em IA. Empresas como Google e Microsoft sinalizaram que esses investimentos continuam aumentando, mas agora a reação é negativa porque estão consumindo caixa sem mostrar como vão monetizar isso”, detalhou.
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Siga o Times | CNBCSegundo o especialista, as chamadas “Big Techs” estão perdendo a característica de baixo investimento que as tornava tão atrativas para os investidores. “Diferente do passado, elas estão se tornando cada vez mais intensivas em capital. Antes, a Google e a Microsoft rodavam o mundo sem investir um ‘caminhão de dinheiro’ em infraestrutura física; hoje, a lógica de investir bilhões em processamento e data centers as assemelha a petroleiras”, comparou.
A incerteza sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial gera cautela quanto à sustentabilidade das margens de lucro no longo prazo. “Você investe 50 bilhões de dólares (R$ 266,5 bilhões) e não sabe se vai conseguir cobrar uma assinatura ou monetizar via anúncios lá na frente. É por isso que o mercado avalia essas empresas de forma diferente agora, punindo o gasto excessivo sem receita garantida”.
A Stellantis sofreu uma queda significativa de 27% nas ações, principalmente devido a um processo de reestruturação e uma revisão do ritmo de eletrificação de seus veículos. A Amazon também teve uma queda expressiva de 9,5%, reflexo dos elevados gastos com inteligência artificial e o consumo de caixa sem resultados claros sobre como esses investimentos serão monetizados. A Ford, por sua vez, teve uma variação de -0,26%, mostrando uma estabilidade relativa após realizar ajustes financeiros. Por outro lado, a Tesla foi a única montadora que apresentou uma leve alta, se descolando da tendência negativa observada no setor automobilístico.
Por fim, o analista reiterou que o cenário de correção nas bolsas americanas reflete uma busca por maior eficiência e clareza nos resultados operacionais. “Muitas vezes essas reestruturações são o único caminho para buscar uma nova vertente de crescimento. É um momento de ajuste severo onde apenas as empresas que provarem eficiência na alocação de capital conseguirão retomar a confiança do investidor”.
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