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Airbus cai 6% após divulgar guidance fraco e gargalo de motores travar produção do A320
Publicado 19/02/2026 • 08:51 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 19/02/2026 • 08:51 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Recall da Airbus: entenda o papel das caixas-pretas na solução de incidentes aéreos. Foto: guideline/Airbus.
Recall da Airbus: entenda o papel das caixas-pretas na solução de incidentes aéreos. Foto: guideline/Airbus.
As ações da Airbus caíram cerca de 6% nesta quinta-feira (19) depois que a fabricante europeia de aviões divulgou projeções para 2026 consideradas mais fracas que o esperado pelo mercado. O ponto central da frustração foi com a limitação na produção do A320, seu modelo mais vendido, por falta de motores.
A companhia informou que enfrenta escassez significativa de motores fornecidos pela Pratt & Whitney, empresa americana especializada em turbinas aeronáuticas. A Pratt & Whitney pertence à RTX Corp., conglomerado dos Estados Unidos que atua nos setores aeroespacial e de defesa. Os motores da empresa equipam parte relevante da família A320, que responde por quase 80% das entregas comerciais da Airbus.
Segundo a Airbus, a Pratt & Whitney não se comprometeu com o volume de motores originalmente encomendado. Isso impacta diretamente o ritmo de produção e, consequentemente, o número de aviões que podem ser entregues às companhias aéreas.
Leia também: Airbus admite dois caças no FCAS em meio a impasse europeu
A Airbus agora projeta produzir entre 70 e 75 aeronaves da família A320 por mês até o fim de 2027, estabilizando em 75 unidades mensais depois disso. Antes, a meta era alcançar 75 por mês já em 2027, sem intervalo inferior.
Para o investidor, essa diferença parece pequena. Mas, em escala industrial, alguns aviões a menos por mês representam bilhões de euros ao longo do tempo, já que as fabricantes recebem a maior parte do pagamento no momento da entrega.
O CEO Guillaume Faury classificou a escassez de motores como “significativa” e indicou que a empresa pretende defender seus direitos contratuais. Ao mesmo tempo, reconheceu que a Airbus terá de conviver com o problema ao longo deste ano.
No guidance divulgado junto com o balanço, a Airbus afirmou que espera entregar cerca de 870 aeronaves comerciais em 2026.
O número ficou abaixo das expectativas de parte dos analistas, que estimavam algo entre 880 e pouco mais de 900 unidades. A frustração ajuda a explicar a queda das ações.
A empresa também afirmou que suas projeções consideram ausência de novas disrupções relevantes na economia global, no comércio internacional, no tráfego aéreo e na cadeia de suprimentos — um histórico recente que tem sido marcado por gargalos.
O guidance mais conservador contrasta com o desempenho de 2025. A Airbus entregou 793 aeronaves comerciais no ano passado, 3,5% acima das 766 de 2024.
A receita consolidada alcançou 73,4 bilhões de euros (US$ 86,8 bilhões), com EBIT ajustado de € 7,1 bilhões e lucro líquido de € 5,2 bilhões. A empresa propôs pagar dividendo de € 3,20 por ação, superior ao pagamento regular do ano anterior.
A carteira de pedidos (backlog) encerrou 2025 em 8.754 aeronaves comerciais, o maior nível já registrado pela companhia. A demanda global por aviões segue elevada, sustentada pela recuperação do tráfego aéreo e pela necessidade de renovação de frotas.
A Airbus informou ainda que a produção do A220 continua com aumento no ritmo de produção (rump-up, no jargão do setor), mas permanece influenciada pela integração de operações da Spirit AeroSystems, fornecedora de componentes estruturais.
A meta agora é atingir 13 aeronaves A220 por mês em 2028.
Vale lembrar que a família A220 é a antiga C-Series, da Bombardier, comprada pela companhia e rival direta da Embraer no segmento de aviação comercial de corredor único (narrow body), para voos regionais.
O momento da fabricante europeia acontece junto dos sinais de recuperação da americana Boeing, principal rival da Airbus. Em 2025, a Airbus entregou 193 aeronaves a mais que a Boeing, mas a concorrente registrou volume maior de novos pedidos no início de 2026.
O mercado observa com atenção qualquer sinal de mudança no equilíbrio entre as duas fabricantes.
Para o investidor, o quadro atual da Airbus combina fundamentos sólidos – carteira robusta e geração de caixa — com desafios operacionais que limitam o crescimento no curto prazo. O gargalo de motores mostra que, mesmo com demanda forte, a capacidade de entrega segue sendo o fator decisivo para o desempenho das ações.
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