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Por que as ações da Honda dispararam mesmo com prejuízo de US$ 2,6 bilhões; entenda

Publicado 20/05/2026 • 19:45 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • No período anterior, a Honda havia registrado lucro operacional de 1,2 trilhão de ienes.
  • Apesar do prejuízo bilionário, investidores reagiram de forma positiva porque a projeção da empresa para os próximos resultados veio acima do esperado.
  • Mesmo assim, investidores enxergaram no novo plano estratégico uma tentativa de reposicionar a Honda diante das mudanças aceleradas do setor automotivo global.
Fachada da Honda.

Divulgação Honda.

Por que as ações da Honda dispararam mesmo com prejuízo de US$ 2,6 bilhões; entenda

As ações da Honda Motor dispararam mais de 7% na última sexta-feira (15), mesmo após a montadora japonesa registrar um prejuízo operacional de US$ 2,6 bilhões no último ano fiscal.

O movimento surpreendeu o mercado e mostrou que investidores estão apostando mais na recuperação futura da empresa do que nos resultados negativos apresentados agora.

O balanço divulgado pela companhia aponta um prejuízo operacional de 414,3 bilhões de ienes no ano encerrado em março de 2026, segundo a CNBC.

No período anterior, a Honda havia registrado lucro operacional de 1,2 trilhão de ienes. O resultado negativo foi pressionado principalmente pelos altos custos ligados ao setor de veículos elétricos, pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pelo aumento da concorrência chinesa no mercado automotivo.

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Mercado aposta em recuperação

Apesar do prejuízo bilionário, investidores reagiram de forma positiva porque a projeção da empresa para os próximos resultados veio acima do esperado.

Analistas avaliaram que as estimativas de lucro operacional e lucro líquido divulgadas pela Honda ficaram cerca de 38% acima do consenso do mercado.

A leitura entre especialistas é que a montadora começou um processo mais agressivo de reorganização interna, principalmente no segmento de veículos elétricos, considerado hoje um dos maiores desafios da empresa.

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Segundo Masahiro Akita, analista da Bernstein, o mercado entendeu que a Honda está tentando antecipar perdas e reorganizar sua estratégia antes de uma possível retomada mais forte nos próximos anos.

Corte de projetos e mudança de estratégia

Como parte dessa reestruturação, a Honda decidiu cancelar o desenvolvimento e o lançamento de alguns modelos elétricos planejados para a América do Norte. A companhia estima que apenas a reorganização dessa área deve gerar custos superiores a US$ 9 bilhões.

A montadora admitiu que o ambiente global para veículos elétricos mudou rapidamente. O crescimento acelerado das fabricantes chinesas aumentou a pressão sobre empresas tradicionais, especialmente as japonesas.

Especialistas apontam que a Honda entrou tarde na disputa global pelos carros elétricos. Mesmo sendo referência histórica em veículos híbridos, a empresa perdeu espaço no mercado chinês de novas energias, hoje dominado por marcas locais.

China e Índia viram prioridade

Diante desse cenário, a Honda começou a abandonar parte do chamado modelo global tradicional para concentrar esforços em mercados considerados estratégicos, como China e Índia.

Analistas do Citi afirmam que a empresa pretende usar sua força no segmento de motocicletas para ampliar presença entre consumidores de menor custo na Índia, um dos mercados que mais crescem no mundo.

Já o banco Nomura manteve recomendação de compra para os papéis da companhia e afirmou que o mercado já começa a precificar uma recuperação mais consistente entre 2027 e 2028.

Leia mais: Honda abandona três projetos de carros elétricos nos EUA após baixa bilionária no negócio de EVs

Problemas técnicos também pressionaram a marca

Além dos desafios financeiros, a Honda enfrentou desgaste recente com recalls e problemas técnicos em motores.

Em março, motores produzidos pela empresa e utilizados pela Aston Martin foram associados a falhas em baterias. Antes disso, a montadora também enfrentou um processo no Canadá envolvendo defeitos em motores turbo de 1,5 litro usados em alguns modelos.

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Mesmo assim, investidores enxergaram no novo plano estratégico uma tentativa de reposicionar a Honda diante das mudanças aceleradas do setor automotivo global.

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