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Voar ficou mais caro: o que está por trás da alta de 11,2% nas passagens?

Publicado 07/07/2026 • 18:45 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Ao mesmo tempo, períodos com menos dias úteis no calendário podem concentrar um número maior de viagens em datas específicas.
  • O principal fator por trás do aumento das tarifas continua sendo o custo do querosene de aviação.
  • Os valores também são atualizados com base na inflação medida pelo IPCA.
Avião

Foto: Divulgação Avion Express.

Voar ficou mais caro: o que está por trás da alta de 11,2% nas passagens?

O preço das passagens aéreas voltou a subir no Brasil. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que, em maio de 2026, o valor médio dos bilhetes para voos domésticos chegou a R$ 632,53, um aumento de 11,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A alta ocorre em meio ao encarecimento do querosene de aviação e à pressão de outros custos operacionais enfrentados pelas companhias aéreas.

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Os números da Anac indicam que os consumidores desembolsaram, em média, R$ 632,53 por uma passagem aérea nacional comercializada em maio.

O levantamento considera apenas o valor do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos.

Os dados são enviados mensalmente pelas companhias à agência reguladora e passam por um processo de validação técnica antes da divulgação. Os valores também são atualizados com base na inflação medida pelo IPCA.

Combustível continua pressionando o setor

O principal fator por trás do aumento das tarifas continua sendo o custo do querosene de aviação. Mesmo com medidas adotadas pelo governo federal para reduzir os impactos da alta do petróleo, o preço do combustível acumulou aumento de 68,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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O querosene representa uma das maiores despesas das empresas aéreas, o que acaba refletindo diretamente no preço das passagens oferecidas aos passageiros.

Queda do petróleo garante redução nas passagens?

Embora o preço internacional do petróleo tenha apresentado recuo nas últimas semanas, especialistas avaliam que isso não significa uma redução imediata nas passagens.

Além do combustível, as companhias continuam enfrentando custos elevados com despesas cotadas em dólar.

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A variação cambial influencia desde contratos de manutenção até o pagamento de serviços e equipamentos utilizados na operação das aeronaves.

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Outro fator que pesa na formação dos preços é a relação entre oferta e demanda. Em períodos de maior procura ou menor disponibilidade de voos, as tarifas tendem a permanecer elevadas, mesmo quando há algum alívio nos custos do petróleo.

Planejamento pode fazer diferença

Para quem pretende viajar, a compra antecipada segue sendo uma das principais formas de encontrar preços mais competitivos. O planejamento permite aproveitar tarifas mais baixas antes do aumento da demanda.

Empresas também têm recorrido a ferramentas de inteligência artificial para acompanhar a variação dos preços e identificar oportunidades de economia.

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Os sistemas analisam o comportamento do mercado e o histórico das compras para indicar o momento mais vantajoso para emitir passagens.

Demanda das passagens deve continuar aquecida

A expectativa do setor é de que a procura por viagens, especialmente as corporativas, permaneça elevada ao longo do segundo semestre. Reuniões presenciais, eventos e compromissos comerciais continuam impulsionando o mercado.

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Ao mesmo tempo, períodos com menos dias úteis no calendário podem concentrar um número maior de viagens em datas específicas, cenário que costuma pressionar ainda mais os preços das passagens e de outros serviços ligados ao turismo.

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