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Unimed vira o jogo após crise e aposta em governança para sustentar recuperação
Publicado 27/04/2026 • 22:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/04/2026 • 22:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Após um dos piores momentos da saúde suplementar, a Unimed CNU encerrou 2025 com uma virada expressiva nos resultados e no posicionamento no setor. A operadora saiu da última colocação em 2024 para o 11º lugar entre as empresas médico-hospitalares no ano seguinte.
Segundo o presidente Luiz Otávio de Andrade, a mudança não foi pontual. “Foi uma virada estrutural, partindo de decisões estratégicas, mudança profunda na governança e muita responsabilidade financeira”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC. Ele explicou que a companhia passou a adotar decisões mais colegiadas, com base em dados e maior transparência junto às mais de 320 cooperativas associadas.
Os reajustes de mensalidade fizeram parte do processo, mas não foram o principal motor da recuperação. Andrade afirmou que houve correção de preços diante de uma defasagem, mas destacou que os aumentos ficaram próximos da média do mercado. Em discurso indireto, o executivo ressaltou que o avanço veio principalmente de medidas internas, como renegociação com fornecedores, controle mais rígido de custos e redução de despesas administrativas.
O cenário pós-pandemia ainda pesa sobre o setor. “O pior já passou, felizmente”, disse o presidente, ao avaliar que as mudanças implementadas permitiram retomar o equilíbrio. Ele explicou que o aumento dos custos está ligado a fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a maior incidência de doenças crônicas e a incorporação de novas tecnologias, que elevam o custo da assistência.
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Siga o Times | CNBCSobre a regulação, Andrade defendeu a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Em sua avaliação, um mercado sem supervisão levaria a distorções, embora reconheça que há espaço para aprimoramentos.
Com presença em cerca de 92% do território nacional, a Unimed CNU combina capilaridade com desafios de padronização. O executivo afirmou que a diversidade regional exige adaptação dos serviços, mas também representa um diferencial competitivo.
Ao olhar para o futuro, Andrade destacou que a sustentabilidade da saúde suplementar exige mudanças mais amplas. “A resposta não é simples, mas começa por um profundo combate ao desperdício”, afirmou, citando estimativas de que até 40% dos gastos em saúde poderiam ser evitados com mais eficiência.
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